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Em 10 min, homem morre e outro sofre parada cardíaca em prova de travessia

Reprodução Twitter
Atleta morre em prova de travessia realizada em Florianópolis Imagem: Reprodução Twitter

Felipe Pereira

Do UOL, em São Paulo

2019-03-30T14:51:03

30/03/2019 14h51

Tradicional prova realizada em Florianópolis, a travessia da Ilha do Campeche terminou em tragédia na manhã de hoje (30/03) com uma morte em consequência de afogamento e um atleta internado após uma parada cardiorrespiratória. Os dois casos ocorreram num intervalo de somente 10 minutos afirmou o tenente do Corpo de Bombeiros Gabriel Laurentino.

O oficial contou que às 9h30 a equipe de emergência contratada pela organização da prova percebeu que um nadador estava se afogando. José Luís Timmer, 57 anos, foi colocado no bote de apoio e levado para a areia. Neste intervalo, o Corpo de Bombeiros foi acionado e enviou uma equipe médica que aguardava o atleta para atendimento.

O tenente disse que José Luís apresentava sinais de afogamento como boca espumando e estar vomitando água. Um círculo de pessoas se formou torcendo pelo sucesso no atendimento de emergência, mas não houve resposta. O nadador morreu na praia do Campeche. Ele morava em Porto Alegre.

O cansaço físico pode ter contribuído para o afogamento, de acordo com o tenente Gabriel Laurentino. Ele explicou que a prova consiste em sair da Ilha do Campeche nadar 1,5 mil metros até a areia e retornar ao ponto de largada. O atleta se afogou na segunda metade da travessia.

Segunda vítima sofre parada

Enquanto a equipe de socorristas tentava reanimar José Luís, recebeu a informação de outro nadador com problemas. O oficial do Corpo de Bombeiros contou que às 9h40 o bote de apoio levava para areia um homem com parada cardiorrespiratória. Como a equipe do helicóptero estava ocupada, a aeronave foi ao aeroporto de Florianópolis buscar a equipe médica que trabalha no local.

Os socorristas encontraram Mário Coutinho, 63 anos, sem sinais de afogamento e conseguiram estabilizar os sinais vitais do nadador. O atleta foi colocado no helicóptero e levado para o Hospital de Caridade, instituição que não fornece informações a respeito dos pacientes. A segunda vítima mora em Florianópolis.

A travessia da Ilha do Campeche é organizada por uma academia sediada na praia que leva o mesmo nome e ocorre há mais de 20 anos, relatou o oficial do Corpo de Bombeiros. O tenente informou que havia equipes de segurança no mar, um grupo médico em terra e autorizações para realização da travessia.

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