UOL Esporte Natação
 
12/12/2008 - 20h57

Delaroli bate recorde e faz índice, mas segue atrás do "fantasma" Rebeca

Bruno Doro
Em Florianópolis (Santa Catarina)
No dia 18 de julho de 2007, Rebeca Gusmão nadou os 50 m livres em 25s05. O tempo foi apagado quando o caso de doping da nadadora foi confirmado e Rebeca, banida do esporte. Mesmo assim, segue assombrando as nadadoras. Nessa sexta-feira, Flávia Delaroli chegou perto, mas segue atrás da marca da brasiliense.

Divulgação
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Na final da prova do Brasileiro Open, que está sendo disputado em Palhoça, em Santa Catarina, Flávia marcou 25s06. A marca é o novo recorde sul-americano da distância e valeu índice (25s10) para a mineira no Mundial de Roma, no meio do ano que vem.

Flávia não melhorava seu tempo desde 2004, quando foi finalista das Olimpíadas de Atenas, com o tempo de 25s17. Passou todo o ciclo olímpico perseguindo a marca, mas só voltou a superá-la mais de quatro anos depois.

"Eu precisava fazer nem que fosse 25s16, baixar esse tempo de qualquer maneira. São quatro anos de muita tensão e expectativa. Nunca estive cansada de nadar, de competir, estava cansada de não conseguir nadar bem. Velocista é explosão e por isso é ansioso por natureza. Sou até tranqüila, mas estava mesmo precisando disso", explicou a nadadora.

Quando os resultados de Rebeca foram anulados, ela era a recordista brasileira dos 50 m e 100 m livre, além de ter participado dos times que eram recordistas dos revezamentos 4x100 m livre e medley. Os tempos das três provas já foram superados, menos o dos 50 m.

Mais índices

O dia em Santa Catarina foi, mais uma vez, cheio de recordes do campeonato. Outro destaque do dia foi Bruno Fratus, que liderou as eliminatórias dos 50 m livre pela manhã, superando inclusive César Cielo. Na final, ficou atrás apenas do campeão olímpico. Cielo venceu com 21s84. Fratus foi o segundo com 22s22, superando o índice da prova para Roma-2009.

Além dele, só Delaroli e Henrique Barbosa, nos 200 m medley, fizeram índices novos para o Mundial. No total, são 17 atletas com tempos mais baixos que os estipulados para a principal competição da Federação Internacional de Natação (Fina).

Fernanda Alvarenga, nos 200 m costas, foi a primeira a bater uma marca brasileira em Palhoça, mas segue longe do índice. Com 2min14s88, ela é a nova recordista sul-americana da prova. O índice para o Mundial, porém, está na casa dos 2min11s.

"Estou mais perto do Mundial nos 100 m costas, mas é bom ter chegado ao recorde sul-americano. Acho que dei um salto nessa temporada, estou em outro nível e já posso sonhar com esse índice. Melhorei quase cinco segundos do meu tempo, então é possível baixar um pouco mais", analisou Fernanda.

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