UOL Esporte Natação
 
30/07/2009 - 16h05

"Bronze em Pequim foi bom. Mas sempre quis esse ouro", diz Cielo

Bruno Doro
Em Roma (Itália)
Um ano depois de conquistar o primeiro ouro olímpico da natação brasileira, César Cielo realizou nesta quinta-feira seu grande feito. Entre o tiro e a batida de mão, foram 46s91. Ele não só conquistou o Mundial nadando os 100m livre, mas quebrou seu primeiro recorde do mundo.

ÓCULOS TEM 'BANHO' DE ÁGUA BENTA ANTES DA FINAL DA PROVA
Bruno Doro/UOL Esporte
O técnico de César Cielo, o australiano Brett Hawke, fez um favor especial para o brasileiro: levou seus óculos de piscina para serem mergulhados em água benta no Vaticano, antes da final dos 100 m livre.
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"É uma prova que sempre quis ganhar. O terceiro em Pequim foi bom, mas sempre quis o ouro da prova mais tradicional da natação", disse o brasileiro. "Eu sabia que podia fazer um tempo louco. É o meu primeiro recorde mundial".

Tempo louco realmente. César é dono do primeiro recorde mundial abaixo dos 47 segundos nos 100m livre. Foram dois anos afirmando que era possível bater a marca, mas nunca realmente realizando o feito. Nem mesmo a medalha de ouro olímpica, nos 50m, veio com o melhor tempo da história.

Na quarta-feira, ele até brincou sobre o assunto. Ao nadar as eliminatórias, ficou em segundo lugar, atrás de Alain Bernard. Quem viu a prova, porém, sentiu que no final, ele tirou o braço, reduziu a velocidade. Marcou 47s98.

"Eu estava muito rápido, ia acabar quebrando o recorde mundial. E quem quebra recorde tem que ir para o antidoping, mas eu não estava a fim de fazer xixi". Ele riu, mas no final, não era brincadeira.

Para chegar à marca, Cielo repetiu o programa de treinamento que fez para os Jogos Olímpicos de Pequim. Foi para Auburn, mesmo não podendo mais competir pela universidade, e treinou ao lado de Brett Hawke - e do medalhista de bronze, o francês Fred Bousquet.

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"Foi uma temporada difícil. Começamos logo na primeira semana de janeiro, nunca tive uma temporada tão longa. Chegou uma hora em que eu não agüentava mais, a fadiga estava no limite, não tinha mais nada para tirar dos treinos. Fiquei muito perto do meu limite e acho que isso foi a chave. Trabalhei tanto dentro do meu limite, que depois tudo ficou mais fácil", disse o brasileiro.

Trabalhar ao limite, inclusive, significou enfrentar Bousquet. Os dois estão sempre na mesma piscina e, sempre que conseguem driblar Hawke, medem forças. "É claro que é sempre positivo ter o dois se enfrentando. Mas se um for batendo o outro sempre, acaba com a cabeça. Por isso, eu evito. Vou ´jogando´ os outros nadadores nos dois e só a cada duas semanas, deixo eles se encontrarem", conta Hawke.

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