UOL Esporte Natação
 
02/09/2009 - 12h20

Arapiraca 'cala' críticos e bate recorde dos 1.500 m no José Finkel; Poliana atropela

Do UOL Esporte
Em São Paulo
Em maio deste ano, Luiz Rogério Arapiraca derrubou o recorde mais antigo do esporte olímpico brasileiro. Na ocasião, durante o Troféu Maria Lenk, o baiano cravou a nova marca nacional dos 800 m livre. Nesta quarta-feira, ele voltou a brilhar e a registrar um novo recorde.

Satiro Sodré/Divulgação
Luiz Rogério Arapiraca voltou a brilhar em uma competição nacional. Desta vez, ele quebrou o recorde sul-americano dos 1.500
Satiro Sodré/Divulgação
Em boa fase nas maratonas aquáticas, Poliana Okimoto também se destacou na piscina ao vencer com facilidade os 800 m
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Desta vez, Arapiraca pulverizou não apenas a marca brasileira, mas sim o índice sul-americano dos 1.500 m, prova mais longa da natação. Em disputa que encerrou o primeiro dia de finais do Troféu José Finkel, disputado em Palhoça (SC), o nadador de 21 anos tomou a liderança de Lucas Cruz Kanieski nos 250 metros finais e encerrou o percurso em 15min13s13. Kanieski (15min16s53) e Lucas Bittencourt (15min23s94) completaram o pódio.

O antigo recorde sul-americano, 15min15s05, datava de 2003 e fora registrado pelo venezuelano Ricardo Monastério durante disputa em Indianápolis, Estados Unidos.

Ao sair da piscina nesta quarta, Arapiraca desabafou. "Depois do Maria Lenk, aconteceram algumas coisas que não me deixaram feliz. Desmereceram meus resultados", contou o nadador em entrevista ao Sportv. Ele não especificou quais as críticas que o magoaram, mas sabe-se que, na ocasião da quebra do recorde nos 800 m, muitos afirmaram que Arapiracaba só atingiu o feito por usar um dos supermaiôs.

"Depois daquilo, eu botei minha cabeça na água e continuei treinando duro. Minha irmã mais nova [Luana] faz aniversário amanhã e pediu que eu dedicasse uma vitória a ela. Então eu falei que hoje eu daria meu máximo e só sairia da piscina com a vitória", revelou Arapiraca.

Pai e técnico do nadador, Carlos Rogério Arapiraca ressaltou o trabalho intenso realizado pelo filho. "Ele trabalha muito, luta muito, e os resultados estão aparecendo. Ele está mostrando que o fundo do Brasil pode trazer bons resultados", afirmou o Arapiraca pai, que também treina a equipe brasileira de maratonas aquáticas. "Ele vinha treinando bastante e realmente queria bater esse recorde sul-americano".

Okimoto 'desfila' na piscina

Luiz Rogério Arapiraca não foi o único representante das maratonas aquáticas que caiu nas piscinas de Palhoça nesta quarta-feira. Poliana Okimoto, que conquistou a primeira medalha de mulheres brasileiras em Mundiais ao assegurar o bronze em mar aberto no mês passado, em Roma, deu show no José Finkel.

Sem dar a mínima chance às adversárias, Poliana sobrou na piscina e quebrou o novo recorde brasileiro dos 800 m com 8min40s05. A antiga marca, que também pertencia à paulista desde o ano passado, era de 8min41s58.

"Eu estou em ótima fase nas maratonas e queria abaixar minhas marcas na piscina também", contou Poliana, que, no último final de semana, conquistou o ouro na etapa de Copenhague do Circuito Mundial de maratonas aquáticas. "Este ano tem sido uma maratona, mas estou me sentindo bem, meu técnico fez um ótimo trabalho pra mim".

Ainda nos 800 m, Maria Caroline Ferreira ficou com a prata (8min52s27), e Izabela Passos Fortini faturou o bronze (8min53s60). Expoente do Brasil nas maratonas aquáticas ao lado de Poliana Olimoto, Ana Marcela Cunha terminou a prova desta quarta no quarto lugar.

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