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Nadia Comaneci (ROM)
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Nadia Comaneci ganhou sete notas 10 e cinco medalhas em Montreal


Em Montreal-1976, a grande estrela da ginástica artística foi uma atleta romena. Nadia Comaneci, de apenas 14 anos, 1,50 m e 35 kg. Pela primeira vez na história das Olimpíadas, uma ginasta ganhou a pontuação perfeita, nota 10, de todos os jurados. A atuação da romena foi impecável nas barras assimétricas e na trave de equilíbrio. No final das competições, Nadia recebeu, ao todo, sete notas 10. Nem o placar tinha números para apontar a nota da pequena romena, treinada por Bela Karolyi. A ginasta ganhou o ouro na prova completa e encerrou sua atuação com cinco medalhas (três de ouro, uma de prata e uma de bronze). A exuberante apresentação valeu à pequena ginasta o título de "Rainha de Montreal". Quando retornou ao seu país, o governo romeno lhe deu a medalha de Heroína Socialista do Trabalho.

Em 1980, Nadia disputou os Jogos Olímpicos de Moscou de um modo bem diferente, a começar pelo visual, com cabelos mais curtos. Com menos força, chegou a cair durante a apresentação nas barras assimétricas, obtendo um desempenho menos notório, mas, ainda assim, excelente para qualquer atleta comum. A romena ganhou uma medalha de prata nos exercícios combinados e duas medalhas de ouro, na trave e no solo.

Nove anos depois, Nadia Comaneci atravessou andando a fronteira entre Hungria e Romênia para fugir de seu país. De lá, foi para Viena, na Áustria, e pediu asilo político nos Estados Unidos. Em 1993, a ex-ginasta separou-se do também fugitivo Constantin Panait, acusando-o de mantê-la presa em casa. Pouco tempo depois, Nadia foi para o Canadá e casou-se com o ex-ginasta norte-americano Bart Conner, ouro nos Jogos Olímpicos de 1984.
Vitaly Scherbo (CEI)
EFE

Vitaly Scherbo: primeiro atleta a ganhar quatro ouros em apenas um dia


Quanto tinha apenas 13 anos, o bielo-russo Vitaly Scherbo começou a praticar ginástica para fazer regime. Naquela época, em Minsk, sua cidade-natal, Vitaly nem imaginava que um dia se tornaria o primeiro a conquistar quatro medalhas de ouro num único dia.

Em Barcelona-1992, aos 20 anos, o bielo-russo fez história, ganhando seis das oito medalhas de ouro possíveis naquela Olimpíada, competindo pela Comunidade dos Estados Independentes, que representavam a ex-União Soviética. No dia 2 de agosto, Scherbo venceu as provas individuais de argolas, barra paralela e salto sobre o cavalo. No cavalo com alça, dividiu o ouro com Pae Gil-Su, da Coréia do Norte. Dessa forma, pela primeira vez na história, um atleta conseguiu conquistar quatro medalhas de ouro num só dia. Nos exercícios combinados, o ginasta ganhou ainda o ouro individual e com o time da CEI.

Em Atlanta-1996, Scherbo conquistou quatro medalhas de bronze: nos exercícios combinados individual, na barra fixa, na barra paralela e no cavalo com alça. Nos Campeonatos Mundiais, o bielo-russo também teve um desempenho fenomenal, ganhando 11 medalha de ouro, 7 de prata e 5 de bronze, entre os mundiais de 1991 e 1996. Em 2000, aos 28 anos e fora de forma, Vitaly Scherbo nem chegou a competir em Sydney.
Larissa Latynina (URSS)
EFE

Latynina exibe uma das 18 medalhas que ganhou em três Olimpíadas


Nascida em 1934, na cidade de Kherson, na Ucrânia (que, na época, fazia parte da União Soviética), a ginasta Larissa Latynina ganhou seis medalhas em Tóquio-1960, tornando-se uma das estrelas daquela Olimpíada. Foram duas de ouro, duas de prata e duas de bronze.

Em sua carreira, a ginasta somou um total de 18 medalhas olímpicas, um recorde que dificilmente será batido, tanto por um homem quanto por uma mulher. Larysa é ainda a única mulher a conquistar nove medalhas de ouro.

Em Melbourne-1956, Larissa travou um sensacional duelo com a húngara Agnes Keleti. A soviética acabou ficando com o ouro nos exercícios combinados, ao terminar em primeiro no cavalo, em segundo nas barras assimétricas e no solo, e em quarto lugar na trave. Em Roma-1960, Larissa repetiu seu título nos exercícios combinados e ganhou outra medalha de ouro no concurso por equipes. A ginasta ganhou também a medalha de ouro no solo; duas pratas, nas barras assimétricas e na trave; e o bronze no salto sobre o cavalo.

Em 1964, em Tóquio, encerrou sua carreira olímpica vencendo pela terceira vez a prova por equipes e o exercício de solo. Larissa conquistou também a prata no concurso de exercícios combinados e no salto sobre o cavalo. Nas barras assimétricas e na trave de equilibro, a soviética levou o bronze. Poucos meses após sua retirada do cenário internacional, Larissa virou treinadora da equipe soviética.

Aleksandr Dityatin (URSS)
EFE

Dityatin foi o primeiro homem a receber nota 10 em uma Olimpíada


Aproveitando a ausência do Japão, que boicotou os Jogos de Moscou-1980, a União Soviética dominou as provas masculinas da ginástica, ficando com 14 das 24 medalhas disputadas, sendo cinco de ouro.

Entre os vencedores, destaque absoluto para Aleksandr Dityatin, que se tornou o atleta com o maior número de medalhas na modalidade em uma mesma Olimpíada. O atleta ganhou ao todo oito medalhas, sendo três de ouro, quatro de prata e uma de bronze. Só no dia 25 de julho foram seis medalhas conquistadas. O ginasta soviético foi também o primeiro homem na história dos Jogos a receber uma nota 10.

Aleksandr Dityatin, nascido em São Petesburgo, na Rússia, em 1957, foi ouro nas argolas e nos exercícios combinados por equipes e individuais; prata na barra horizontal, barras paralelas, salto sobre o cavalo e cavalo com alça; e bronze no exercício de solo.

Em 1976, Dityatin havia conquistado o bronze com o time da União Soviética e a prata nas argolas. Em campeonatos mundiais, o russo ganhou no total seis medalhas de ouro, três de prata e duas de bronze.

  Outros destaques
Anton Heida (EUA)
Nenhum atleta ganhou tantas medalhas de ouro quanto o norte-americano Anton Heida nos Jogos de Saint Louis-1904. Foram cinco de ouro e uma de prata, o que colocaria o atleta na segunda posição no quadro geral de medalhas daquela Olimpíada, à frente da Alemanha, que ganhou quatro medalhas de ouro no geral. Heida venceu na subida na corda e nas barras fixas, dividiu o ouro no salto sobre o cavalo e ganhou o último ouro nos exercícios combinados por equipes. O ginasta conquistou ainda a prata nas barras paralelas. Para chegar às vitórias, no entanto, o norte-americano, que estudava Engenharia e era filho de um rico empresário da Filadélfia, travou uma batalha com seu compatriota George Eyser, que ficou com três medalhas de ouro, uma de prata e uma de bronze.

Romeu Neri (ITA)
Um dos grandes destaques de Los Angeles-1932 foi o ginasta Romeo Neri, nascido na cidade italiana de Rimini, em 1903. De família humilde, Neri saiu de casa aos 13 anos em busca de trabalho. Na cidade de La Spezia, o italiano começou a praticar esportes, destacando-se nas provas atléticas de meio fundo e na natação. Em 1918, Neri voltou para a cidade natal, Rimini, e se associou à Unione Sportiva Libertas, clube pelo qual venceu outras provas de natação. Em 1920, a pedido de um técnico do clube, começou a praticar ginástica, com resultados promissores. Neri participou de Amsterdã-1928, conseguindo o quarto lugar. Em Los Angeles-1932, tornou-se um dos esportistas mais vitoriosos das Olimpíadas, ganhando três medalhas de ouro - exercícios combinados individual, barras paralelas e a prova por equipes. Ao final do torneio, técnicos e críticos de todo o mundo reconheceram o mérito de Neri, que revolucionou o tradicional e estático esporte, realizando exercícios de espetacular velocidade acrobática. Grande favorito ao ouro em Berlim-1936, Neri se machucou gravemente durante um treino. O incidente acabou encerrando a carreira do ginasta, que morreu em 1961. Em sua homenagem, o estádio Comunale de Rimini leva seu nome.

Agnes Keleti (HUN)
Em Melbourne-1956, a húngara Agnes Keleti, nascida no dia 6 de setembro de 1921, em Budapeste, conseguiu a brilhante façanha de conquistar sua décima medalha em Olimpíadas. Agnes ganhou quatro medalhas de ouro e duas de prata na ginástica artística, tornando-se a terceira atleta na história dos Jogos com o maior número de medalhas. Agnes Keleti conquistou sua primeira medalha em Londres-1948, quando foi bronze com a equipe da Hungria nos exercícios combinados. Em Helsinque-1952, a atleta levou o ouro no solo, a prata com a equipe húngara nos exercícios combinados e o bronze nas barras assimétricas. Em Melbourne-1956, a ginasta húngara, aos 35 anos, sofreu uma tragédia pessoal a poucos dias dos Jogos, com a morte do pai, assassinado por soldados soviéticos em Budapeste. Curiosamente, uma soviética, Larissa Latynina, foi sua maior rival na Olimpíada. Cada ginasta ficou com quatro medalhas de ouro. Nos exercícios de solo, após o empate, as duas atletas dividiram a medalha de ouro e se abraçaram no pódio ao final da prova.



  Quadro da modalidade
  País Total
  1º ROM 4 3 3 10
  2º EUA 2 6 1 9
  3º JAP 1 1 2 4
 15º BRA 0 0 0 0

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