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Lazlo Papp (Hungria)

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Papp foi o primeiro lutador do bloco soviético a lutar profissionalmente

Ao ganhar a medalha de ouro na categoria meio-leve, no boxe, nos Jogos Olímpicos de Melbourne, o húngaro Lazlo Papp tornou-se o primeiro lutador de boxe a ganhar três medalhas de ouro consecutivas (tinha vencido em 1948, em Londres, e nos Jogos de Helsinque, em 1952). Seriam necessários 24 anos para que outro lutador, o cubano Teófilo Stevenson, conseguisse repetir a façanha.

Lutador talentoso e de técnica extraordinária, Lazlo teve seu melhor momento como amador em Melbourne, quando derrotou na final o norte-americano José Torres, futuro campeão mundial como profissional.

Papp nasceu em Budapeste no dia 25 de março de 1926. Foi o primeiro lutador do bloco soviético a conseguir autorização do Estado para se converter em boxeador profissional. Depois de 300 lutas como amador (com apenas 12 derrotas) e dois campeonatos europeus para amadores (1949 e 1951) passa para profissional em maio de 1959. Em 1962, o húngaro ganhou o título europeu na categoria dos pesos médios. Inexplicavelmente, as autoridades húngaras cancelaram a permissão para lutar como profissional em 1965, tirando-lhe a chance de brigar pelo título mundial.

Como profissional, Papp lutou 29 vezes, com 27 vitórias (15 delas por nocaute) e duas derrotas. O boxeador defendeu título europeu seis vezes, entre 1962 e 1965. Quando abandonou os ringues, Papp foi nomeado treinador da equipe nacional húngara de boxe, atividade que exerceu entre 1971 e 1992. Morreu no dia 16 de outubro de 2003, aos 77 anos.

Agnes Keleti (Hungria)

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Nos Jogos de Melbourne-1956, a húngara Agnes Keleti, nascida no dia 6 de setembro de 1921, em Budapeste, conseguiu a brilhante façanha de conquistar sua décima medalha em Olimpíadas. Agnes ganhou quatro medalhas de ouro e duas de prata na Ginástica artística, tornando-se a terceira atleta na história dos Jogos com o maior número de medalhas.

Agnes Keleti conquistou sua primeira medalha nos Jogos de Londres-1948, quando foi bronze com a equipe da Hungria nos exercícios combinados. Em Helsinque-1952, a atleta levou o ouro no solo, a prata com a equipe húngara nos exercícios combinados, e o bronze nas barras assimétricas.

Em Melbourne-1956, a ginasta húngara, aos 35 anos, sofreu uma tragédia pessoal a poucos dias antes dos Jogos com a morte do pai, assassinado por soldados soviéticos em Budapeste. Curiosamente, na Olimpíada, uma soviética, Larissa Latynina, foi sua maior rival. Cada ginasta ficou com quatro medalhas de ouro. Nos exercícios de solo, após o empate, as duas atletas dividiram a medalha de ouro e se abraçaram no final da prova. Agnes venceu nas barras assimétricas, trave e equipamentos portáteis por equipes. Já a soviética venceu no salto sobre o cavalo, exercícios combinados e exercícios combinados por equipes. As duas dividiram o ouro nos exercícios de solo.

  Feitos
Medalha pouca é bobagem
Na ginástica, a soviética Larysa Latynina alcançou o recorde de medalhas de ouro (nove), igualando-se a Pavo Nurmi (ambos seriam alcançados também por Mark Spitz e Carl Lewis), e o recorde absoluto de medalhas (18) na história dos Jogos. Em Melbourne, as provas da Ginástica tiveram um duelo dramático entre a soviética Latynina e a veterana húngara Agnes Keleti, agravado pela invasão soviética em Budapeste. Latynina conseguiu seis medalhas (quatro de ouro, uma de prata e uma de bronze), enquanto Keleti ganhou cinco (três de ouro e duas de prata).

Treino revolucionário
Na natação, a cronometragem semi-automática faz sua aparição. Diante de sua torcida, os nadadores australianos ganharam oito medalhas de ouro das treze que estiveram em disputa. O treinador da equipe, Forbes Carlile, utilizou o "interval training", método que o levou ao sucesso absoluto nos Jogos. O australiano Murray Rose ganhou três medalhas de ouro, nos 400, 1 500 e no revezamento 4 x 200 metros. Em Melbourne, estreou também o estilo borboleta, com provas masculinas de 200 metros e femininas de 100 metros.


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