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19/05/2004 - 10h45
Em segundo na última regata, Scheidt é heptacampeão mundial

Da Redação
Em São Paulo

O velejador brasileiro Robert Scheidt chegou ao 107º título de sua carreira nesta quarta-feira ao vencer pela sétima vez o Campeonato Mundial da classe Laser, neste ano disputado em Bodrum (Turquia). Na última regata, Scheidt ficou com a segunda colocação, à frente de seu principal perseguidor, o australiano Michael Blackburn.

Divulgação 
Robert Scheidt, durante o último dia de regatas do Mundial de Laser na Turquia
Com o título, Scheidt segue invicto neste ano olímpico. Além de ter vencido o Pré-Olímpico, que garantiu sua vaga em Atenas-2004, o atleta mais vitorioso da história do esporte nacional já havia levantado pela primeira vez o troféu da prestigiada Semana Olímpica de Hyéres, na França. Foi o sétimo título do brasileiro em 2004.

Em Olimpíadas, Robert Scheidt tentará sua terceira medalha. Em Atlanta-1996, foi campeão. Em Sydney-2000, bobeou na última regata e acabou com a medalha de prata, perdendo o título para o inglês Ben Ainslie, que fizera uma prova para impedir que o brasileiro pontuasse.

Na primeira regata desta quarta-feira, a nona da competição, Scheidt não chegou a completar. Ele recebeu duas punições e foi desclassificado pelo júri, abandonando a prova já perto da linha de chegada.

Com isso, o brasileiro foi para a última regata com vantagem de quatro pontos sobre Blackburn, que não fez boa largada e caiu para a 30ª posição. Mesmo assim, os momentos que antecederam a saída foram nervosos, já que a largada foi anulada quatro vezes.

Assim, o heptacampeonato de Scheidt era só questão de tempo, já que ele ficou a maior parte do tempo em terceiro lugar. Nos instantes finais, ainda ganhou uma posição na regata vencida pelo americano Mark Mendelblatt.

O título conquistado nesta quarta-feira serviu para apagar a má impressão que Scheidt deixou no ano passado, quando perdeu o título mundial, em Cádiz, na Espanha, na última regata. Em uma péssima prova, ele acabou superado pelo português Gustavo Lima e se sagrou vice-campeão.

De lá para cá, porém, deu provas de que a conquista da medalha de ouro em Atenas é quase uma "barbada". Ainda no ano passado, ele se sagrou tricampeão dos Jogos Pan-Americanos, vencendo todas as dez regatas que disputou.

Scheidt conquistou seu primeiro título mundial em 1995, em Tenerife, e, dois anos depois, já era tricampeão, com vitórias na Cidade do Cabo e em Alagarrobo, no Chile.

Em 98, o brasileiro não disputou e, no ano seguinte, ficou em segundo lugar. O domínio de Scheidt voltou em 2000, em Cancún, dando início a uma nova série de três títulos, em Cork, na Irlanda, e em Cape Cod, nos EUA, que foi interrompida com o vice do ano passado em Cádiz.

Recompensa
"Estou absolutamente realizado com o heptacampeonato. A ficha ainda não caiu, mas a sensação é indescritível", comemorou o velejador, de 31 anos de idade. "Tive uma grande lição no ano passado, quando perdi justamente na última regata, e o Gustavo Lima conseguiu o que parecia impossível. Reconquistar o título é até melhor do que defender o troféu."

A disputa com Blackburn foi de alto nível, segundo Scheidt. "Foi muita adrenalina. Eu estava em sexto na primeira regata, à frente do Blackburn, mas fui desclassificado da regata. Na segunda regata, saí melhor que o australiano, consegui deixá-lo para trás e cheguei em segundo."

Nas dez provas disputadas em Bodrum, Scheidt obteve quatro vitórias, dois segundos, um terceiro e um quinto lugares, além dos descartes de uma sexta colocação e da desclassificação desta quarta. O brasileiro terminou a competição com 16 pontos perdidos contra 25 de Blackburn.

O heptacampeonato de Scheidt representa o oitavo título mundial do Brasil na classe Laser, uma vez que Peter Tanscheit foi campeão em 1991, na Grécia. Naquela oportunidade, o jovem Robert Scheidt terminou na 20ª colocação. Em 2002, em Marselha, na França, Scheidt conquistou também o título do Mundial da ISAF, que é disputado a cada quatro anos.

"É um resultado muito positivo para a vela brasileira. Foi suado pra caramba, as duas bandeiras amarelas por causa de movimentos não permitidos não estavam no programa, mas Scheidt foi com tudo para a última regata do campeonato", disse o técnico do velejador, Cláudio Biekarck.

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