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21/06/2004 - 10h30
Scheidt chega favorito a Atenas, e Torben luta contra fase irregular

Vicente Toledo Jr.
Em São Paulo

Maiores nomes da história da vela olímpica brasileira, Torben Grael e Robert Scheidt chegam a Atenas em momentos distintos de suas carreiras. Enquanto o segundo coleciona títulos mundiais e mantém a hegemonia na classe Laser, o primeiro atravessa uma fase difícil.

Folha Imagem 
Em sua 6ª Olimpíada, Torben Grael tenta pódio com seu parceiro Marcelo Ferreira
Campeões olímpicos em Atlanta-1996, Grael, seu parceiro Marcelo Ferreira e Scheidt, tentarão o igualar Adhemar Ferreira da Silva, até hoje o único brasileiro a ganhar a medalha de ouro duas vezes.

Além disso, Torben Grael completará na Grécia seis participações em Olimpíadas e buscará a quinta medalha olímpica de sua carreira, dois recordes absolutos na história do esporte brasileiro (hoje com quatro medalhas - um ouro, uma prata e dois bronzes -, divide a condição de recordista com o nadador Gustavo Borges).

Cada vez mais
Depois de conquistar seu sétimo título mundial, em maio, na Turquia, Scheidt tornou-se mais favorito do que nunca ao ouro olímpico. Experiente, porém, ele não se deixa levar pela expectativa e aposta na regularidade para faturar mais um título.

"Vamos ter 41 participantes, é um campeonato muito grande em número de barcos. Por isso, o importante vai ser a consistência. No ano passado, ganhei a Pré-Olímpica de Atenas com uma média de sétimo lugar em todas as regatas", comenta o velejador, que pretende utilizar uma técnica mais
conservadora, principalmente nos primeiros dias de competição.

"Se eu tirar dois oitavos no primeiro dia, o pessoal daqui do Brasil vai achar que estou mal, mas eu estarei achando bom. Vai ser difícil para o público entender, mas regatas entre os dez primeiros são bons resultados em Atenas", explica. "Eu normalmente começo de forma mais conservadora para poder arriscar um pouco mais no final", completa.

A tarefa de Scheidt ficou um pouco mais fácil depois que o inglês Ben Ainslie, medalhista de ouro na Laser em Sydney-2000, mudou para a classe Finn. Com isso, seus principais adversários passaram a ser o australiano Michael Blackburn, bronze há quatro anos e terceiro colocado no Mundial deste ano, o norte-americano Mark Mendelblatt, atual vice-campeão do mundo, e o português Gustavo Lima, que tomou de Scheidt o título mundial de 2003.

Folha Imagem 
Robert Scheidt chega favoritíssimo para Atenas após sete títulos mundiais
"O autraliano Blackburn é muito consistente, às vezes ganha, às vezes fica em segundo. Vai ser sempre uma pedra no sapato", aposta Scheidt. "Já o Gustavo é um velejador com um pouco mais de altos e baixos. Mas se estiver numa semana brilhante, vai ser extremamente competitivo", diz.

"Tem o inglês que está no lugar do Ainslie agora, o Paul Goodison, que também teve ótimos resultados e tem a estrutura inglesa por trás dele. Acho que tem uns oito ou nove nomes que devem estar brigando pelas medalhas", completa.

Correndo por fora
Muito próximo de se tornar o recordista brasileiro de participações em Olimpíadas (seis), Torben Grael carrega no seu barco da classe Star, ao lado do companheiro Marcelo Ferreira, a outra grande esperança de medalha da vela em Atenas. Desta vez, no entanto, a dupla campeã em Atlanta-1996 não é a grande candidata ao ouro.

"Os resultados recentes indicam que o sueco Fredrik Loff é o maior candidato ao ouro. Eu e o Marcelo precisamos aumentar nossa velocidade para conseguirmos melhorar de rendimento", comenta Grael, referindo-se ao campeão do Mundial deste ano, realizado na Itália.

Além do barco sueco, Grael alerta para os norte-americanos, que têm muita tradição na classe Star e venceram em Sydney-2000 com Mark Reynolds e Magnus Liljedahl. Os atuais campeões olímpicos foram substituídos por outra dupla, Paul Cayard e Phil Trinter, que terminaram em quinto lugar no Mundial, mas os EUA ainda assim estarão bem representados.

Apesar do ligeiro favoritismo de suecos e norte-americanos, além dos sempre perigosos franceses e ingleses, Torben Grael espera uma luta acirrada pelas medalhas. "Numa classe em que o campeonato Mundial tem 120 barcos, ter só 15 participando de uma Olimpíada significa que o nível é muito alto. É praticamente todo mundo com chances de medalha", afirma.

Enfrentando seguidos problemas com equipamentos, os brasileiros da Star ainda não alcançaram bons resultados neste ano. Com um mastro quebrado, ficaram na 15ª posição no Mundial. Fizeram ainda um 11º lugar no Europeu, e um 21º na tradicional Semana de Spa.

Se o retrospecto recente não favorece Grael e Ferreira, pelo menos o local da disputa traz boas recordações para os brasileiros. Na Semana Pré-Olímpica de Atenas, no ano passado, a vitória foi verde-amarela. Além disso, as condições climáticas da capital grega agradam bastante aos velejadores.

"Atenas é um lugar super difícil, com muito calor, com vento muito inconstante por causa do calor. É um vento turbulento porque passa pela cidade antes de chegar na raia. Acho que isso para a gente é legal, quanto mais difícil melhor para a gente", diz Grael.




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