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13/08/2004 - 17h10
Rodrigo Bastos tenta repetir feito de Guilherme Paraense

Da Redação
Em São Paulo

Em 1920, Guilherme Paraense tornou-se o primeiro atleta brasileiro a ostentar uma medalha de ouro no peito na história da Olimpíada. Oitenta e quatro anos se passaram e o tiro esportivo não rendeu mais glórias ao país. Para reverter essa situação, o Brasil contará com apenas um representante, o atirador Rodrigo Bastos. O atleta paranaense inicia, na madrugada deste sábado, sua participação nos Jogos Olímpicos de Atenas.

Divulgação 
Bastos tenta repetir conquista de Paraense
Vice-campeão dos Jogos Pan-Americanos em Santo Domingo, ele é um dos 35 participantes da disputa de fossa olímpica, que tem sua primeira fase com três séries de 25 pratos cada. No domingo, acontecem mais duas séries da primeira fase, classificando os seis melhores para a final. A disputa da fossa olímpica será no Centro Olímpico de Tiro Markopoulo.

Rodrigo, número 54 do ranking mundial, chega aos Jogos Olímpicos com um dos melhores índices entre os atiradores. Ele, o recordista mundial Giovanni Pellielo (ITA), o campeão olímpico de Sydney, Michael Diamond (AUS), e Karsten Bindrich (ALE) são os únicos com MQS (Minimum Qualification Score) de 124.

"O que vale mesmo é o dia. O tiro é diferente de outros esportes, pois seu maior adversário é você mesmo. Sem falar dos pratos. Tenho de entrar concentrado e pensando somente em mim", explicou o atirador, de 37 anos.

Após o sorteio oficial, o brasileiro acabou ficando na turma 3 e vai atirar ao lado do russo Alexei Alipov, quarto do mundo, do francês Stephane Clamens, do peruano Francisco Boza, do australiano Adam Vella e de Glenn Kable, das Ilhas Fiji. "Trata-se de um grupo muito forte, como todos os demais. Acho importante que seja assim, pois vai me deixar mais concentrado", ressalta. "Quero continuar com o mesmo ritmo dos treinos", falou.

A presença em Atenas, sua segunda participação em Jogos Olímpicos já que ele esteve em Seul-88, veio com o vice-campeonato pan-americano em Santo Domingo, no ano passado. No Caribe, além da prata, Rodrigo ainda igualou o recorde olímpico, com 124 pratos quebrados em 125 possíveis.

Para ele, no entanto, será muito complicado repetir essa marca. "As condições em Atenas são totalmente diferentes das de Santo Domingo. Aqui a prova será em cima de um morro, onde venta muito. Acredito que os resultados serão piores. Como não há favoritos nesta prova, quem estiver mais focado vence. Estou confiante", disse o paranaense, que na fase final de preparação para Atenas passou a dar 300 tiros por dia.

A partir da medalha de prata no Pan, sua vida mudou radicalmente. Rodrigo decidiu largar a carreira de dentista e se dedicar totalmente ao esporte. Para isso, construiu o Centro de Tiro Paulo de Rocco, em Guarapuava (PR), perto de sua casa. "Não tinha como me preparar bem treinando em Curitiba, há 270km de minha casa", disse Rodrigo, que já conta com 37 novos filiados ao Centro.

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