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14/08/2004 - 19h30
Scheidt aposta em regularidade na luta pelo segundo ouro olímpico

Murilo Garavello
Enviado especial do UOL
Em Atenas (Grécia)

Se, neste domingo, Robert Scheidt terminar a primeira regata da classe Laser na sétima colocação, não se assuste. Nem toque na palavra "fracasso". Com uma estratégia de arriscar pouco nas primeiras regatas e apostando que a regularidade será o grande diferencial em Atenas-2004, o heptacampeão mundial estará feliz se terminar a "corrida" de estréia entre os oito primeiros.

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Robert Scheidt aposta na regularidade
Na Olimpíada, a competição de Laser terá 41 barcos e 11 regatas. Na disputa pelo título, cada velejador pode descartar apenas um resultado. Ou seja, um competidor que vencer seis regatas e colher cinco resultados ruins terá poucas chances de medalha.

"O ouro vai para quem for mais regular. O importante vai ser a consistência. No ano passado, eu ganhei aqui em Atenas com uma média de sétimo lugar na soma de todas as regatas", afirma o velejador. "Sou contrário a ser muito agressivo no início do campeonato porque, se você errar na primeira regata, já está com o seu descarte, aí tudo o que vier você vai ter de contar. O ideal é não arriscar, principalmente em largada, quando muitos são agressivos, pode acontecer um choque".

Scheidt, no entanto, já foi vítima da irregularidade. Em Sydney-2000, liderava o campeonato e, na última regata, quando não poderia mais descartar, caiu na armadilha de um rival. O inglês Ben Ainslie ainda tinha um descarte e, obstruindo o brasileiro, fez com que ele obtivesse uma colocação ruim que não poderia ser desprezada no cômputo das regatas. Ainslie pôde descartar o resultado e ficou com o ouro, deixando o brasileiro com a prata.

"O começo do campeonato é um momento crucial porque, quem já consegue ir bem nas primeiras regatas, sem nenhum resultado que vai descartar, fica mais tranqüilo, veleja um pouco mais sossegado. Aí, pode arriscar um pouco mais e constrói uma média de pontos difícil de ser batida. Eu normalmente começo de forma mais conservadora e, conforme vou sentido a competição, me sinto melhor para arriscar".

Scheidt, que, neste ano, conquistou o Campeonato Grego, disputado há pouco mais de um mês, treinou bastante em Atenas. "Gostei muito da receptividade do povo grego, do vinho e da comida locais", diz o velejador, que aproveitou a estadia pré-olímpica na Grécia para fazer amizade e trocar informações com o técnico grego de vela, Thanasis Piniaris. "Deixei que ele filmasse meus treinos em troca de dados sobre a raia e o que esperar dos ventos daqui".

Scheidt sabe que é favorito. Em 2004, o velejador brasileiro venceu as nove competições que disputou, entre elas o Mundial de vela. Pelo menos nas palavras, entretanto, dá uma lição de como lidar com a pressão e com o favoritismo: "No Brasil, as pessoas me paravam nas ruas, diziam que estariam torcendo por mim. Isso, para mim, é reconhecimento, não cobrança. Na Olimpíada, não sou o Robert Scheidt, sou o Brasil."

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