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18/08/2004 - 08h41
Bastos diz estar 'bravo' consigo mesmo por 14ª posição em Atenas

Cybelle Young
Em São Paulo

O atirador paranaense Rodrigo Bastos, 37 anos, disse nesta quarta-feira, na chegada ao Brasil, que está "bravo" consigo mesmo pelo desempenho obtido na fossa olímpica do torneio de tiro nos Jogos de Atenas, a 14ª colocação entre os 35 competidores.

Segundo ele, a culpa pelo resultado abaixo do esperado não foi tanto pela pressão sofrida por ser o único brasileiro na modalidade. Foi mais por fatores como a falta de vento no dia da prova, um machucado no ombro causado pelo excesso de treinos, a falta de técnico específico para tiro ao prato e as poucas competições de alto nível neste ano.

"Machuquei meu ombro, porque lá [na Grécia] eu treinei muito. Daí eu tive que mudar um pouco a posição da espingarda. E eu acho que isso atrapalhou e fez com que eu errasse. Eu errei três pratos, três tiros retos, que são os mais fáceis", disse, após o desembarque no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP).

No domingo, após sua desclassificação, Bastos disse ao enviado especial do UOL a Atenas, Murilo Garavello, que o resultado "foi pouco" e que perdeu quatro tiros fáceis, e não três. "Queria ter feito 121 pontos. A marca me colocaria na final. Errei tiros retos, muito bobos. Senti a pressão de ser o único atirador brasileiro na Olimpíada. Cheguei com uma cobrança muito grande em cima de mim e isso me atrapalhou."

Bastos acertou em Atenas 117 dos 125 tiros na fase de classificação, quatro a menos que a pontuação mínima para passar à final. No ano passado, no Pan-Americano de Santo Domingo, o atleta acertou 124 dos 125 tiros na primeira fase, foi à final, e ficou com a medalha de prata.

De acordo com ele, o nível dos atletas em Atenas era bem mais alto que os do Pan. Além disso, disse, faltou a ele experiência em competições de nível internacional -raras em ano de Olimpíada.

Bastos já havia disputado uma Olimpíada (Seul-1988) e obtido bons resultados no início da década de 90, mas abandonou o esporte por 12 anos para se dedicar à profissão de dentista.

Para ir ao Pan, Bastos treinou apenas aos fins de semana. Obteve então ajuda do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) e patrocício de uma fábrica de munição e passou neste ano a treinar em tempo integral com o objetivo de ir bem na Olimpíada.

Bastos disse que treinou para atirar em um dia de bastante vento. Mas, segundo ele, no sábado e no domingo de manhã, ventou muito pouco. Era uma estratégia válida, levando-se em conta que, nos dias seguintes à sua prova, ventou muito no Centro de Tiro de Markopoulos, na periferia de Atenas. Várias atletas da competição feminina, disputada na segunda-feira, disseram que a trajetória dos pratos era imprevisível em razão de ventos fortes e com mudanças bruscas de direção.

O brasileiro disse que nunca tinha pensado em parar e que Atenas "foi só o recomeço". Seus objetivos são o Pan-Americano do Rio, em 2007, e a Olimpíada de Pequim, em 2008, além dos campeonatos mundiais.

Afirmou também que vai conversar com o COB sobre a contratação de um técnico específico para tiro ao prato.

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