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21/08/2004 - 17h36
Brasil derrota gigantes da Rússia e mantém invencibilidade

Da Redação
Em São Paulo

Reuters 
André Nascimento se prepara para saque; veja álbum de fotos da penúltima rodada
E Davi bateu de novo o Golias. Na tarde deste sábado, a seleção brasileira masculina de vôlei derrotou a gigante Rússia por 3 sets a 0 (25-19, 25-13 e 25-23) e manteve a liderança do grupo B da Olimpíada. O time dirigido pelo técnico Bernardinho é o único invicto em Atenas.

A Rússia tem a maior média de altura de toda a Olimpíada, 2,02 m, e é considerada pelo técnico Bernardinho como o time que "atualmente tem um nível um pouco mais elevado que as demais equipes". Já o Brasil é um time "baixinho" pelos padrões do esporte: 1,94 m. Mas, mesmo com essa diferença, a seleção apostou nas bolas rápidas e dominou todo.

As duas equipes não se enfrentavam desde março de 2003, quando o Brasil ganhou a Liga Mundial em cima dos rivais. Os russos não participaram da Copa do Mundo nem da última Liga, virando uma incógnita antes da Olimpíada. Tanto que Bernardinho chegou até a cogitar a hipótese de usar "dublês" para testar a equipe contra jogadores muito altos.

Em quadra, porém, os gigantes russos não corresponderam. Dineykin, o segundo maior do time (2,15 m), foi bem marcado pelos brasileiros. Kazakov, o mais alto (2,17 m), só entrou em quadra no último set.

Com a vitória, o Brasil chega a oito pontos no grupo B. A Itália é a segunda colocada, com sete, e a única capaz de tirar a primeira colocação da seleção brasileira. Rússia e Estados Unidos têm seis pontos, e lutam com a Holanda, com cinco, pelas duas últimas vagas da chave nas quartas-de-final. Na última rodada da primeira fase, a seleção brasileira enfrenta os Estados Unidos. Já a Rússia pega a Itália.

O jogo
O Brasil precisou de apenas meio set para encontrar um meio de superar a muralha russa. Com ataques rápidos, a seleção desmontou o bloqueio adversário, que só marcou dois pontos no fundamento na primeira parcial. Por sua vez, a seleção conseguiu armar bem o bloqueio, que rendeu quatro pontos no set.

Assim, logo depois do segundo tempo-técnico, o Brasil abriu uma confortável vantagem de quatro pontos (19-15). O suficiente para assegurar a vitória com tranqüilidade, por 25-19, em um bloqueio triplo.

No segundo set, a seleção brasileira começou de forma arrasadora. Em boa passagem de André Nascimento no saque, o Brasil logo abriu quatro pontos de diferença (7-3).

A vantagem foi suficiente para desestabilizar a Rússia. E o Brasil soube aproveitar o bom momento. Com uma variação grande de jogadas, e boa jornada de Giba, a seleção fechou em 25-13.

O terceiro set foi o mais equilibrado de todos. O Brasil saiu na frente, mas o bloqueio russo finalmente apareceu. Fechando Dante e André Heller, os europeus abriram três pontos de vantagem (15-12). O Brasil reagiu e passou à frente (16-15), mas a Rússia novamente abriu três pontos (21-18).

Entretanto, o Brasil não se entregou. Jogando com inteligência, a seleção explorou bem o bloqueio russo em dois lances e retomou a vantagem. E com um ataque de Giba fechou a parcial em 25-23.

Após a partida, o técnico Bernardinho tratou de conter a euforia da equipe. "Os jogadores mesmo disseram que não ganhamos nada ainda", disse.

Embora tenha reclamado de alguns erros do time no terceiro set, Bernardinho considera que o Brasil fez um jogo consistente. "A equipe foi constante. Forçamos o saque e quebramos o passe deles", disse. "Temos que jogar sempre assim contra os russos. Senão, fisicamente, ele nos derrotam", completou.

Outro motivo de alegria para Bernardinho no jogo deste sábado foi a atuação do conjunto brasileiro em quadra. "Fiquei feliz porque não tivemos heróis. Todos jogaram muito bem", explicou.

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