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23/08/2004 - 09h46
Scheidt tentará "coisas novas", mas não descarta volta à Laser

Murilo Garavello
Enviado especial do UOL
Em Atenas (Grécia)

AFP 
Robert Scheidt beija a medalha de ouro conquistada nos Jogos Olímpicos de Atenas
Após uma noite de comemorações -que incluiu um jantar com os pais e algum tempo a sós com a namorada-, Scheidt acordou e checou, no criado mudo de seu quarto, se a medalha estava lá. Queria ter certeza de que não havia sonhado. Nesta segunda, Scheidt conversou com a imprensa brasileira. E afirmou que ainda não definiu quais serão seus próximos passos.

Heptacampeão mundial, bicampeão olímpico, vencedor das dez competições que disputou em 2004 na classe Laser, Robert Scheidt provavelmente vai seguir um novo caminho na vela. "Vocês queriam que eu já soubesse e contasse agora, não é?", afirmou Scheidt, bem-humorado.

Scheidt comprou um barco da classe Star e deve disputar competições na classe em que o Brasil está representado em Atenas pela lenda Torben Grael. Até parceiro Scheidt já tem: Bruno Prada. Entretanto, o brasileiro ainda não está certo de que esse é o caminho a seguir. Em seu leque de opções, também há as classes 49er e Tornado. E, se receber um convite, a America's Cup, a mais importante e premiada competição da vela mundial.

"Quero expandir meus horizontes dentro da vela. Competir em barcos maiores, trabalhar com velas e mastros. Na Star, aprenderia mais sobre a regulagem dos barcos. Na Tornado, aprenderia como velejar em dupla. A única coisa certa é que, se eu mudar de categoria, vou ter de voltar à estaca zero, aprender uma porção de coisas, comer muita poeira dos melhores, enfim, penar mesmo", disse Scheidt.

A definição deve se dar em dois meses -quando o bicampeonato olímpico já fizer parte do passado e o velejador já tiver aproveitado suas férias. Porém, desde já, Scheidt tem duas certezas: fará de tudo para estar em Pequim-2008, qualquer que seja sua classe. "Gostaria de participar da America's Cup não só pelo lado profissional, pelo dinheiro. Tem o lado de aprender também, desenvolver meus conhecimentos na vela. Mas as classes olímpicas não vão ficar de lado. Quero estar em Pequim-2008".

A outra certeza de Scheidt é que ele não competirá na categoria Finn -o que tornará impossível, nos próximos anos, a reedição do duelo das Olimpíadas de Atlanta-1996 e Sydney-2000 contra o britânico Ben Ainslie. Em Atlanta, o brasileiro venceu. Em Sydney, foi o britânico quem ganhou. Agora, Ainslie compete na Finn com extremo sucesso: é o atual tricampeão e medalha de ouro em Atenas-2004.

"Para disputar a Finn, eu teria de engordar uns 15 quilos. Isso tá fora de cogitação neste momento. Não ia dar para eu jogar meu tênis, eu não iria chegar nas bolas. Além disso, estou com 31 anos agora, para começar na finn e disputar essa classe em Pequim com 35 anos não seria o ideal."

O que parece certo, neste momento, é que Scheidt tentará a sorte na Star. Se seus resultados não forem bons, ele pode voltar para a Laser. "A Laser mora no meu coração. Me divirto bastante velejando nesse barco. Acho que não há nada de errado em eu continuar fazendo o que gosto. Quero expandir meus horizontes, vou pegar mais leve na Laser nos próximos dois anos, vou fazer outras coisas, mas não descarto tentar o tricampeonato em Pequim na Laser", afirmou.

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