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29/08/2004 - 17h44
Festa de encerramento transfere a Olimpíada de Atenas para Pequim

Da Redação
Em São Paulo

A passagem da bandeira olímpica da prefeita de Atenas para o governador de Pequim e a apresentação de um espetáculo chinês puseram fim à 28ª Olimpíada da Era Moderna, neste domingo, no estádio Olímpico da capital grega.

AFP 
Jacques Rogge (dir.) entrega a bandeira olímpica para o prefeito de Pequim
O país que ascendeu à segunda potência esportiva mundial nos últimos 17 dias torna-se oficialmente o protagonista do evento. Em 2008, abriga os Jogos pela terceira vez no continente asiático -a primeira foi em Tóquio-1964, e a segunda, em Seul-88.

Como a Grécia no Ocidente, a China é um dos berços da civilização oriental e vai enfrentar entraves parecidos. Com uma precária e antiga infra-estrutura urbana, terá que construir praticamente todos os locais de competição e treinamento, com um orçamento previsto de US$ 2 bilhões declarados (contra US$ 7,5 bilhões de Atenas).

Outra forte crítica que Pequim enfrenta é política -é acusada de violar os direitos humanos, como a falta de libertade de imprensa e o extermínio de adversários ao regime comunista.

No âmbito esportivo, os chineses ultrapassaram seu objetivo em Atenas. Pretendiam terminar como o primeiro colocado do segundo pelotão (Alemanha, Austrália, Inglaterra e Itália), mas acabaram rivalizando com os próprios norte-americanos.

Somente nos últimos dias, permitiu o distanciamento dos EUA. Com 32 ouros, 17 pratas e 14 bronzes, desbancaram a Rússia (27, 27 e 38) da segunda posição no quadro de medalhas. Para a próxima Olimpíada, a China acena para uma disputa mais acirrada ainda, pois modificou sua política de seletiva neste ano e levou uma delegação mais nova para Atenas, com o intuito de ganhar experiência para 2008.

Cerimônia

Reuters 
Chinesa apresenta dança típica do país, que recebe a 29ª edição dos Jogos
A solenidade simbólica de encerramento dos Jogos Olímpicos começou com espetáculos sobre as diversas culturas presentes em Atenas, principalmente a do país-sede.

Depois, os atletas foram entrando no estádio Olímpico, em fila única, sem divisão de nacionalidade, com fogos de artifício ao fundo e imagens marcantes das disputas nos telões. O nadador Gustavo Borges, dono de quatro medalhas e que anunciou sua aposentadoria, foi o porta-bandeira brasileiro.

A prefeita local, Dora Bakoyannis, entregou a bandeira olímpica ao governador de Pequim, Wang Qishan. E Jacques Rogge (presidente do COI) e Gianna Angelopoulos-Daskalaki (presidente da organização) deram por encerrada a 25ª edição da Era Moderna.

A pira olímpica desceu, e uma criança colheu o fogo olímpico, que será guardado até 2008. Como tradição, o próximo hospedeiro do evento exibiu espetáculos de dança e música típicas. E, por fim, astros da música grega terminaram a festa.



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