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21/10/2004 - 11h35
Tribunal rejeita pedido coreano e mantém ouro a ginasta dos EUA

Das agências internacionais
Em Lausanne (Suíça)

A Corte de Arbitragem Esportiva (CAS) decidiu rejeitar o requerimento do ginasta sul-coreano Yang Tae-young, que pedia a revisão do resultado da modalidade individual geral masculino das Olimpíadas de Atenas. Com isso, o norte-americano Paul Hamm permanecerá com a medalha de ouro da prova.

Reuters 
Tang deixa coletiva de imprensa após anúncio da Corte de Arbitragem Esportiva
A decisão, tomada por três juízes da maior instância jurídica esportiva, põe fim a uma polêmica iniciada há mais de dois meses, quando o sul-coreano perdeu o primeiro lugar da competição por causa de um erro na contagem dos pontos. Caso seu pedido fosse aceito, Yang "trocaria" seu bronze pelo ouro, e Hamm ficaria com a prata.

Na prova, disputada no dia 18 de agosto, o norte-americano praticamente viu as suas chances de medalha desaparecerem após uma falha no salto sobre cavalo. O ginasta caiu sentado e precisou ser aparado pelos juízes, que estavam na mesa ao lado do aparelho. Haam, entretanto, conseguiu se reabilitar nas barras paralelas e na barra fixa com ótimas apresentações, que lhe subiram à primeira colocação.

Dois dias depois, porém, descobriu-se que Yang havia tido um décimo de ponto equivocadamente descontado nas barras paralelas. O sul-coreano, que acabou com 0,049 pontos atrás do norte-americano, teria ficado com 0,051 pontos à sua frente se o cálculo houvesse sido feito de maneira correta.

Por causa do erro, três árbitros foram suspensos pela Federação Internacional de Ginástica (FIG). O presidente da entidade, Bruno Grandi, chegou a escrever uma carta para Hamm lhe pedindo que devolvesse a medalha voluntariamente. No texto, o dirigente dizia que "o verdadeiro vencedor da prova é Yang Tae-young".

Reuters 
Norte-americano Hamm cai após salto sobre cavalo e é segurado por juiz
Apesar do pedido extra-oficial de Grandi, a própria FIG repetidamente alegou que não poderia alterar os resultados da prova porque os sul-coreanos não haviam protestado até o prazo permitido.

Em outro encontro da CAS para avaliar o requerimento no final de setembro, Jeff Benz, advogado do Comitê Olímpico dos Estados Unidos, argumentou que a ordem pódio não poderia ser revista porque ainda havia um aparelho a ser disputado após as barras paralelas, e não há garantias de que tudo teria ocorrido da mesma maneira se a pontuação fosse outra.

"Sinto-me como se tivesse que conquistar a minha medalha três vezes", afirmou Hamm em uma entrevista no mês passado. "Uma, obviamente, na competição. Depois na mídia. E, por fim, no tribunal. Realmente parece que estive disputando uma batalha durante todo este tempo".


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