! Reis do inverno vêm da Alemanha e Canadá - 27/02/2006 - UOL Esporte - Esportes de Inverno
UOL EsporteUOL Esporte
UOL BUSCA


  27/02/2006 - 18h17
Reis do inverno vêm da Alemanha e Canadá

Da Redação
Em São Paulo

Não poderia ser diferente. Dois dos três maiores destaques dos Jogos Olímpicos de Inverno de Turim-2006 vem da Alemanha, país vencedor do quadro de medalhas. Os maiores protagonistas foram Michael Greis, André Lange e a canadense Cindy Klassen.

EFE
Alemão Michael Greis sai das Olimpíadas de Turim com três medalhas de ouro na bagagem
Greis ganhou ouro o tempo todo. O primeiro foi logo na prova inaugural dos Jogos, os vinte quilômetros do biatlo. O segundo foi no revezamento de 7,5 quilômetros já na segunda semana do evento, e o terceiro nos quinze quilômetros, no penúltimo dia de competições, encerradas domingo.

Anre Lange ganhou dois ouros, no bobsled de duplas e no de quatro ocupantes, tornando-se o quinto homem a conseguir o feito em uma mesma edição olímpica de inverno.

Junto de ambos vem a canadense Cindy Klassen, que levou uma medalha em cada uma das cinco modalidades da patinação, sendo um ouro surpreendente nos 1,5 mil metros.

Já a Áustria, competindo em seu quintal, deu as cartas no esqui alpino. Ganhou 14 das 30 medalhas distribuídas. Benjamin Raich e Michaela Dorfmeister, que se aposentou após o evento, ganharam dois ouros cada.

O principal feito do país no esporte foi no Slalom. O trio composto por Raich, ouro, Reinfried Herbst, prata, e Reiner Schoenfelder, bronze, foi o terceiro na história dos Jogos a dominar integralmente o pódio. Apenas a Noruega, em 94, e os próprios austríacos, em 56, haviam conseguido o mesmo.

Vale ainda destacar a primeira medalha de uma finlandesa no esqui, com a prata de Tanja Poutiainen no slalom gigante.

Os russos chamaram a atenção na patinação artística, ganhando três das quatro finais. Tatiana Navka e Roman Kostomarov, Evgeni Plushenko e Tatiana Totmianina venceram suas provas. Irina Slutskaya aumentou a coleção com uma medalha de bronze.

EFE
Austríacos repetiram feito histórico de seus compatriotas cinqüenta anos mais tarde
Nos esportes coletivos o destaque ficou para os países nórdicos no hóquei. Fizeram a final masculina e estiveram também presentes na decisão masculina. Já no curling o destaque vai para o Canadá, com lugar no pódio entre os homens e entre as mulheres. A Alemanha sobrou no bobsled e no luge.

A final de hóquei masculina colocou no ringue finlandeses e suecos, ambos credenciados por derrotarem os temíveis russos e os tchecos, atuais campeões mundiais, nas semifinais. A Suécia levou a melhor e ficou com a medalha de ouro.

Entre as mulheres, a Suécia também chegou na final, mas perdeu para o Canadá. Na decisão do bronze, os nórdicos também se fizeram presentes, mas a Finlândia perdeu para as norte-americanas.

O Canadá, considerado o país do curling, saciou sua fome neste esporte. O país conquistou a sua primeira medalha de ouro na história, entre os homens, depois de bater na trave em 1998 e 2002. No feminino, mais um pódio e a medalha de bronze no peito.

No bobsled a Alemanha ganhou tudo. Além dos ouros no trenó de dois e quatro masculino, o país ainda ficou com o ouro no feminino de duplas. O luge também foi alemão, principalmente no feminino, com o pódio sendo todo dominado pelo país. O masculino em pares rendeu ainda uma prata.

Fiasco

HORA H

O ataque russo começou bem, marcando 23 gols nos cinco primeiros jogos, sendo o melhor da primeira fase. Fez três na Eslováquia, cinco na Suécia, um no Cazaquistão, nove na Letônia e mais cinco nos EUA. Mas no mata-mata fez só dois gols, nas quartas contra o Canadá. Passou em branco na semifinal contra a Finlândia e na disputa do bronze, contra os tchecos.

Os finlandeses também decepcionaram na decisão. O time foi o melhor na fase de grupos, vencendo todos os jogos, contra Suíça (5 a 0), Itália (6 a 0), República Tcheca (4 a 2), Canadá (2 a 0) e Alemanha (2 a 0). No mata-mata passou pelos EUA (4 a 3) e Rússia (4 a 0), na semi. Mas na hora de colocar o ouro no peito, perdeu para a Suécia, que foi campeã mesmo com uma derrota a mais do que os finlandeses.
A maior decepção dos Jogos de Turim estava em casa. O italiano Giorgio Rocca era o maior candidato ao ouro dos donos da casa, mas sua participação não foi além de alguns segundos no slalom. O norte-americano Bode Miller, e os finlandeses e russo no hóquei, também decepcionaram.

Com cinco vitórias na temporada da Copa do Mundo, o italiano era a maior esperança de o país acabar com o jejum de vitórias no esqui que vem desde 1992. Mas ele caiu logo na primeira curva, ainda próximo da largada, e o sonho acabou em poucos segundos.

Já Bode Miller era um dos maiores nomes dos Estados Unidos para vencer cinco provas no esqui, mas seu melhor resultado foi uma quinta posição. O esquiador conseguiu ainda um sexto lugar, sendo eliminado nas outras três em que esteve presente. O competidor foi visto mais dentro de bares e discotecas de Sestriere do que fazendo sucesso nas pistas alpinas.

Sem explicações sobre o mau resultado, evitou a imprensa e, quando não teve escapatória disse que não se interessa tanto pelas medalhas.

No hóquei masculino a decepção ficou por contra da Finlândia. Melhor equipe da fase de classificação e do mata-mata, com sete vitórias em sete jogos, o time resolveu perder justamente a final, para a Suécia, que havia sido derrotada duas vezes ainda na primeira etapa do torneio.

O ataque da Rússia também negou fogo na hora da decisão. Depois de ser o melhor na fase de classificação com 23 gols em cinco jogos, seus artilheiros perderam o caminho das redes no mata-mata marcando apenas dois na quarta-de final. Nas disputas pela final e, depois, pelo bronze, nada de gols.

Leia mais

Veja também
Fique de olho no calendário e nos resultados


ÚLTIMAS NOTÍCIAS
03/09/2007
Mais Notícias