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  31/01/2005 - 19h06
Processado por ginasta, técnico romeno deixa a seleção

Das agências internacionais
Em Bucareste (Romênia)

Octavian Belu, que levou a equipe feminina de ginástica a conquistar mais de 250 medalhas em competições internacionais, deixou o cargo nesta segunda-feira em meio a críticas sobre seu método de treinamento e um processo judicial movido por uma de suas ex-atletas.

Depois de 24 anos no cargo, Belu culpou os ataques à sua vida pessoal e profissional pela decisão de renunciar. Ele afirmou que pretende limpar seu nome de todas as acusações.

"É um gesto responsável para que todos esses problemas não afetem o esporte", afirmou. Belu assumiu o cargo em 1981, substituindo o lendário Bela Karolyi, que foi trabalhar nos Estados Unidos.

Sob seu comando, a Romênia ganhou a medalha de ouro por equipes nas Olimpíadas de Sydney-2000 e Atenas-2004. No total, as ginastas romenas ganharam 272 medalhas, sendo 104 de ouro, em Olimpíadas, Mundiais, Europeus e outras competições importantes.

Na semana passada, Belu foi à corte de justiça para se defender em um processo movido pela ex-ginasta Oana Petrovschi contra ele, sua assistente Mariana Bitang e a federação romena.

Ela pede uma indenização de cerca de US$ 50 mil, afirmando que sofre de sérios problemas nas costas porque foi forçada a treinar enquanto estava machucada.

Bitang também renunciou nesta segunda. Ela disse que sua saída não foi causada pelo processo de Petrovschi, mas devido a outros ataques na mídia romena.

"Estamos cansados de ficar sob as lentes. Somos pessoas, não os monstros que estão tentando mostrar. Ninguém é perfeito e todo mundo comete erros", afirmou.

Petrovschi, 18, ganhou a medalha de prata nas barras paralelas no Mundial de 2002 e a medalha de bronze na trave no Europeu do mesmo ano. A ginasta também acusa Belu de forçá-la a pagar a ele 30% de seus prêmios.

O treinador reconheceu na semana passada que recebia dinheiro da ginasta, mas afirmou que ela havia concordado em pagar uma parte dos prêmios. "Ninguém colocou uma arma na cabeça dela", disse, revelando que esse tipo de pagamento é comum, já que há competições em que os treinadores não recebem para acompanhar as ginastas.

Como conseqüência da polêmica, Catalina Ponor - ganhadora de três medalhas de ouro em Atenas e principal nome da ginástica romena na atualidade - parou de treinar na semana passada e está considerando dexiar o esporte.


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