! Assassinato de técnico inglês abala Copa do Mundo de críquete - 23/03/2007 - Reuters - Esporte
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  23/03/2007 - 12h16
Assassinato de técnico inglês abala Copa do Mundo de críquete

Por Jon Bramley

Da Reuters

Em Bridgetown (Barbados)

A revelação da polícia de que uma das mais famosos personalidade mundiais do críquete foi assassinada sacudiu a Copa do Mundo da modalidade, que nesta sexta-feira entra no 11o dia de disputa.

O técnico do Paquistão, Bob Woolmer, de 58 anos, foi morto por estrangulamento, disse o delegado-adjunto jamaicano Mark Shields em entrevista coletiva, na quinta-feira, em Kingston, onde o inglês foi morto quatro dias antes.

A notícia causou choque no mundo do críquete -- um esporte que segue concentrado nas ex-colônias britânicas -- e ofuscou completamente a ação na competição, que é disputada há 32 anos.

Há muito tempo o críquete já havia perdido a reputação de "atividade para cavalheiros". Por décadas, países como Índia e Paquistão seguiram o esporte com um fanatismo visto somente em estádios de futebol em outros cantos do mundo.

Em 1996, uma semifinal da Copa do Mundo foi abandonada devido a uma briga entre torcedores indianos em Kolkata, após a eventual derrota para o time de Sri Lanka. O governo paquistanês determinou um inquérito sobre o fracasso da equipe na Copa do Mundo no mesmo ano.

Apesar disso, o assassinato de uma personalidade como Woolmer é inédito e quase não há paralelos em qualquer esporte. O Conselho Internacional de Críquete (ICC), disse que a Copa do Mundo, que termina em 28 de abril, continuará a ser realizada.

A suspeita inicial foi que a "máfia das apostas" era responsável pelo assassinato de Woolmer. O delegado Shields disse que cada avenida seria vasculhada.

A manipulação de resultados no críquete é uma mancha há 15 anos, e no fim da década de 1990 o capitão sul-africano Hansie Cronje foi banido do esporte por envolvimento em um esquema.

Woolmer era o técnico da África do Sul nesse período, mas no meio do críquete ele era considerado inocente no escândalo.

A seleção do Paquistão, estarrecida pela morte de Woolmer, acordou nesta sexta-feira na Baía de Montego após ter deixado Kingston sob ordem do primeiro-ministro jamaicano.

A viagem aconteceu após um dia de depoimentos de todos os jogadores e outros hóspedes do hotel.

MORTE APÓS ELIMINAÇÃO

Woolmer foi encontrado inconsciente em seu quarto de hotel na manhã de domingo, menos de 24 horas após a derrota de sua equipe para a Irlanda que decretou a eliminação na primeira fase, uma das maiores surpresas do Mundial.

Ele foi dado como morto mais tarde no hospital. Os jogadores do Paquistão vão entregar amostras de DNA nesta sexta-feira, mas a diretoria da seleção disse que isso é normal nesse tipo de investigação.

O presidente do Conselho de Críquete do Paquistão, Nasim Ashraf, disse que nenhum dos jogadores era suspeito. Outras seleções também estiveram no Hotel Pegasus, em Kingston, onde Woolmer foi morto, e também foram interrogados.

"A morte de Woolmer é uma grande tragédia para nós e uma perda terrível, e os jogadores estão muito abalados. Eles não são suspeitos", disse", disse Ashraf à televisão paquistanesa.


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