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22h31 - 02/08/2003
Brasil é prata na ginástica artística masculina por equipes

Lello Lopes
Enviado especial do UOL
Em Santo Domingo (República Dominicana)

Com apresentações destacadas de Diego Hypólito e Mosiah Rodrigues, a equipe masculina do Brasil de ginástica artística ficou com a medalha de prata, garantindo ao país o segundo pódio no primeiro dia de competições do Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo. Este é o melhor resultado da ginástica artística masculina em toda a história do Pan.

A medalha de ouro ficou com a equipe de Cuba, que na pontuação geral somou 221,475 pontos. O Brasil teve 216,375 pontos, superando a atuação dos norte-americanos, que fizeram 215,925 pontos. A equipe brasileira é formada por Danilo Nogueira, Diego Hypólito, Mosiah Rodrigues, Victor Rosa e Vitor Camargo.

Ao término da competição, os brasileiros não contiveram a emoção. Em meio às lágrimas, Diego Hypólito, irmão de Daniele, tentava explicar a façanha. "Eu não acredito. Quero agradecer a Deus e às presenças da minha mãe e da minha irmã, que estiveram aqui para torcer pela gente", afirmou.

A torcida brasileira no Pavilhão de Ginástica do Parque Mirador del Este era composta basicamente por membros da delegação. Mesmo assim, incentivou os atletas do começo ao fim. "Vai lá, Diego", "força, Mosiah", "segura, Danilo", eram os gritos
mais frequentes. A cada exibição, uma certa apreensão, que acabava em aplausos com as notas boas e em sorrisos amarelos com as ruins.

A "torcedora" mais tensa da delegação era Geni Matias Hypólito. Quando o filho Diego entrou no solo, ela cruzou os dedos, abaixou um pouco a cabeça e prendeu a respiração. A fisionomia só mudou após os juízes divulgarem a nota: 9,500. Então, Geni voltou a sorrir e a aplaudir.

Mas a maior nota da equipe ainda estava por vir. Mosiah Rodrigues fez uma atuação quase perfeita no cavalo com alças e recebeu 9,550 pontos. Por aparelhos, o melhor desempenho do Brasil aconteceu no salto sobre o cavalo, onde todos os ginastas tiraram notas maiores de 9,150 pontos.

A certeza da medalha, entretanto, só veio no último aparelho, as argolas. Foi quando os ginastas começaram a fazer as contas e passaram a acreditar na conquista. Na torcida, a mesma coisa. "E aí, já deu medalha?", perguntava insistentemente Vicélia Florenzano, presidente da Confederação Brasileira de Ginástica (CBG), para suas assistentes.

A confirmação aconteceu quando o placar eletrônico do Pavilhão de Ginástica, instalado no chão e com péssima visualização, indicou o Brasil definitivamente em segundo lugar. A torcida/delegação desceu correndo as arquibancadas e se dirigiu para o fundo do ginásio, para abraçar os atletas.

"É inacreditável. É uma emoção muito forte. Eles competiram muito bem, foi uma equipe homogênea, unida. Eles deram um show", comemorou Vicélia.

Os próprios atletas pareciam não acreditar na conquista. "Acho que ninguém esperava a prata. Mas a virbração (da torcida) colocou a gente para cima, para cada um dar o melhor", disse Danilo Nogueira. "O meu pensamento era competir bem e conseguir uma quarta posição. E esse segundo lugar a gente não acredita", vibrou Diego Hypólito.

Mosiah Rodrigues, capitão da equipe, espera que com a prata "o esporte (ginástica artística) comece a ter mais valor (no Brasil)". "O objetivo era reverter a visão que tinham da ginástica masculina. Agora, não sei se é pior defender o segundo lugar ou ter que sair do último", afirmou, em referência à sétima posição da equipe em Winnipeg-99.


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