FOTOS
Veja como foi
a cerimônia
de abertura



09h00 - 17/08/2003
Com ouro no peito e missão cumprida, veteranos do Brasil se despedem do Pan

Dos enviados especiais do UOL
Em Santo Domingo (República Dominicana)

Dayane Camilo, Fernando Meligeni, Gustavo Borges e Hugo Hoyama formam um grupo que representa aquilo que há de melhor no esporte olímpico brasileiro. Juntos, eles já conquistaram 21 medalhas de ouro pan-americanas. Só em Santo Domingo-2003, foram responsáveis por seis dos 28 títulos vencidos pelo Brasil.

Quis o destino que as histórias de suas vidas se encontrassem em um mesmo ponto final, os Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo. Embora cada um tenha um caminho diferente a seguir - Meligeni já se aposentou, Borges, Dayane e Hoyama devem ir a Atenas (o último ainda pensa em estar no Rio-2007) -, os quatro atletas disputaram na República Dominicana o que muito provavelmente foi o último Pan de suas carreiras.

E a despedida não poderia ter sido melhor. Todos deixaram a competição com a medalha de ouro no peito. Comprovaram mais uma vez seu talento, lapidado com sacrifício pessoal de muitos anos, sempre lutando contra a falta de estrutura e apoio para o esporte brasileiro, o que valoriza ainda mais seus feitos.
COB/Divulgação

Gustavo Borges (centro) festeja
o ouro no revezamento 4x100 m

Maior medalhista do Brasil em Pans (16 no total, oito de ouro) e dono de quatro medalhas olímpicas (duas pratas e dois bronzes), o nadador Gustavo Borges fechou com chave de ouro sua carreira no evento ao liderar a equipe brasileira do revezamento 4x100 m livre.

Mais do que isso, ele foi o pilar de sustentação de uma equipe renovada, servindo como exemplo, dentro e fora da piscina, para os jovens nadadores que surpreenderam em Santo Domingo. "Deixo a natação brasileira em boas mãos. Esta molecada, tanto a do revezamento quanto a das provas individuais, ainda vai dar muito o que falar", disse o nadador.

COB/Divulgação

Hugo Hoyama (esq.) e seu parceiro
de tênis de mesa, Tiago Monteiro
Borges só não saiu de seu último Pan como o maior ganhador de medalhas de ouro do Brasil porque havia Hugo Hoyama em seu caminho. O mesa-tenista, que havia passado em branco em Winnipeg-1999, foi campeão nas duplas ao lado de Tiago Monteiro e o bronze no individual. Com isso, chegou aos mesmos oito ouros do nadador e atingiu um total de 12 medalhas pan-americanas.

"Eu queria muito essa medalha de ouro. Minha participação sem medalhas de ouro em Winnipeg ainda estava entalada na garganta. Vou aproveitar meus minutos de recorde porque sei que o Gustavo ainda vai ganhar muitas medalhas de ouro neste Pan. Torcerei muito para ele, assim como sei que ele torceu para mim", afirmou Hoyama depois de subir ao lugar mais alto do pódio pela oitava vez, ainda antes de Borges iniciar sua participação no evento.
COB/Divulgação

Dayane Camilo (1ª à dir.) com a
equipe brasileira de ginástica rítmica

Integrante mais antiga da equipe brasileira de ginástica rítmica, Dayane Camilo não tem a fama de Borges ou o carisma de Meligeni, mas nem por isso é menos vencedora. Com as três medalhas de ouro ganhas em Santo Domingo-2003, a ginasta já soma quatro na carreira (foi ouro também em Winnipeg-1999), igualando João do Pulo e superando Adhemar Ferreira da Silva.

"O sabor desse ouro é muito melhor do que o do Canadá, pois tivemos que treinar muito mais. As meninas são todas novas e me viam como uma referência. Vou parar depois de Atenas, meu corpo já dá sinais de que não está agüentando", lamentou Dayane, uma veterana de apenas 25 anos.

Antônio Gaudério/Folha Imagem

Fernando Meligeni: vitória
suada na partida de despedida
Quem acompanhou a carreira de Fernando Meligeni já tinha uma boa idéia de como seria o roteiro de sua última partida: uma missão quase impossível, um jogo decidido no tie break do último set, com o máximo de dramaticidade. Mas nem o próprio tenista esperava um final tão feliz.

"Foi uma vitória que consegui com o coração e que eu não esperava. O (Marcelo) Ríos estava jogando muito mais, mas eu queria muito ganhar essa medalha", disse um Meligeni com lágrimas nos olhos. "Foi tudo perfeito: ganhei de um grande jogador, a quem eu nunca havia vencido, acabei com a medalha de ouro para o Brasil. Agora, posso parar tranqüilo".

Pode sim, Fino. Assim como podem Gustavo, Hugo e Dayane. Se quiserem continuar, melhor para o Brasil. Mas todos já fizeram mais do que poderia se exigir deles e garantiram um lugar de honra na galeria dos grandes heróis do esporte brasileiro.



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