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27/06/2007 - 20h49

Sob pressão, presidente do Comitê Olímpico do Panamá renuncia

Das agências internacionais
Na Cidade do Panamá (Panamá)

O presidente do Comitê Olímpico do Panamá (COP), Roger Moscote, renunciou nesta quarta-feira ao seu cargo na junta diretiva, que conta com o aval do Comitê Olímpico Internacional (COI), mas é invalidada pelos tribunais de justiça panamenhos.

O COP, atualmente, está fragmentando em duas juntas diretivas rivais, uma eleita por 12 federações locais e apoiada pelos tribunais locais, e outra respaldada por seis federações e que conta com o apoio do COI.

A renúncia de Moscote é fruto de ameaças da Organização Desportiva Pan-Americana (Odepa) de impor sanções ao país se a crise do esporte olímpico não for solucionada.

Um tribunal panamenho deu a representação legal do COP para o advogado Miguel Vanegas, presidente da Federação de Judô, que tem o apoio de 12 das 18 federações que integram o Comitê.

Porém, Vanegas não tem é respaldado pelo COI e nem pela Odepa, que deu 48 horas para se obter uma solução do conflito - prazo que termina nesta quarta.

Se Panamá - que enviará 70 atletas ao Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro - for sancionado, irá competir nos Jogos com a bandeira da Odepa, declarou o presidente da Federação de Beisebol, Franz Wever.

"Seria uma vergonha se nossos atletas desfilarem com a bandeira da Odepa e escutarem o hino do COI no caso de o Panamá receber uma sanção", afirmou o dirigente.