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Skatistas relatam grave depressão enfrentada por Chorão após divórcio

Folhapress
Chorão foi skatista profissional e tinha pista particular em Santos Imagem: Folhapress

Bruno Thadeu

Do UOL, em São Paulo

06/03/2013 14h40

A morte do vocalista Chorão causou comoção entre os skatistas. Amigos do cantor, Sandro Dias e Karen Jonz relatam que o vocalista vinha enfrentando grave depressão, acentuada após divórcio com sua a ex-mulher Graziela Gonçalves, no fim do ano passado.

"Eu notei que ele estava em uma 'vibe' diferente na última vez que eu vi. Faz uns seis meses. Ele tinha acabado de fazer um show em São Paulo e não estava feliz. Não era aquele cara sincero e atencioso. Parecia muito fechado e falando coisas depressivas. Ele falava coisas estranhas para quem se aproximava", comentou a bicampeã mundial Karen Jonz, que participava de excursões com a banda Charlie Brown Jr. para fazer apresentações sobre quatro rodinhas.

Chorão foi encontrado morto na madrugada desta quarta-feira, em seu apartamento em Pinheiros, Zona Oeste. A polícia investiga as causas da morte. A família do cantor não crê em suicídio.

O skatista Sandro Dias tratava Chorão como "irmão". Chorão e Mineirinho se conheceram no início da década de 90, quando o vocalista do Charlie Brown Jr participava de circuitos profissionais de skate. Desde então, os dois regularmente participavam de eventos esportivos e jantares com os familiares.

"Vi o Chorão super feliz no meu último encontro com ele, no ano passado. Ele estava eufórico porque ia fazer o primeiro ensaio com o Champignon de volta. Mas ele era um cara genioso e às vezes explodia. Ele gostava demais da Grazi e sofreu muito por causa da separação. Por trás daquela imagem de malandro, o Chorão era muito dócil", disse Mineirinho.

"O Chorão mudava de celular e ficava longo tempo sem falar com todos. Se eu soubesse que ele estava tão mal, eu faria alguma coisa para tentar tirá-lo dessa ", complementou o skatista.

Um dos maiores incentivadores do skate no país, Chorão promoveu circuitos profissionais pelo país e construiu uma pista de skate coberta em Santos, cidade em que residia. Chorão atuou profissionalmente na década de 80 na categoria freestyle, sendo vice-campeão paulista.

"O Chorão tirou dinheiro do bolso para promover duas edições do circuito nacional. Em 2008, tivemos a maior premiação graças a ele. Ele montava pistas de skates para os lugares onde fazia shows. O skate está de luto", disse Ed Scander, presidente da Confederação Brasileira de Skate.

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