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Flyboard reduz preço e busca legislação para ser moda também no Brasil

REUTERS/Fadi Al-Assaad
Espanhol Lindsay McQueen fica de ponta-cabeça ao realizar manobra em evento de flyboard, em Doha, Qatar Imagem: REUTERS/Fadi Al-Assaad

Guilherme Costa

Do UOL, em São Paulo

22/08/2013 06h01

Leonardo DiCaprio usou. Vin Diesel também. Com mais de 50 pontos de aluguel no litoral da Espanha, o flyboard foi uma das maiores modas no verão europeu. De olho nessa febre, empresários apostam na redução dos preços, na criação de um calendário e em acertos na legislação para transformar o brinquedo em moda também no Brasil.

O flyboard foi criado pelo francês Franky Zapata. Praticante de jet-ski desde os 16 anos, ele começou a desenvolver em 2011 um brinquedo baseado em uma prancha acoplada a propulsores, cujos controles ficam nas mãos do praticante. O primeiro protótipo foi lançado no semestre inicial do ano seguinte.

O equipamento utiliza o motor de um jet-ski, e a força do flyboard depende basicamente da potência do bólido. O brinquedo pode levar o praticante a até dez metros de altura, com grande liberdade para manobras.

No ano passado, poucos meses depois do lançamento, o primeiro Mundial de flyboard foi realizado no Qatar. O país do Oriente Médio voltará a receber o torneio internacional em 2013.

Mais do que os torneios, porém, o que chamou atenção em âmbito internacional foi a adesão ao flyboard no último verão europeu. “Lá fora, todo mundo está voando com o brinquedo. É uma febre”, classificou Alessander Lenzi, que também é praticante de jet-ski e é um dos representantes oficiais do brinquedo na América Latina.

Lenzi conheceu o flyboard em maio do ano passado, quando foi convidado por Zapata para testar o brinquedo. Ele e Tchello Brandão, presidente da Federação de Esportes Radicais (FER), foram os precursores da prática no Brasil.

“O Zapata deu treinamento para mim e para o Lenzi. Nenhum flyboard é vendido sem curso. Se você quiser comprar um, precisa vir aqui fazer aulas comigo ou receber alguém para ter uma preparação. Foi assim que o flyboard começou a se desenvolver no Brasil”, explicou Brandão.

No ano passado, um equipamento de flyboard chegou a ser vendido por R$ 35 mil no Brasil. Hoje em dia, há versões disponíveis por até R$ 20.700. “Antes era muito manual, e por isso era bem mais caro. O modelo 2013 é feito a partir de um molde, que é até mais rápido”, disse Lenzi.

A redução nos preços é uma das grandes apostas dos empresários para o flyboard reproduzir no Brasil o sucesso que vivencia na Europa. O otimismo deles também está alicerçado na criação de um calendário.

Flyboard custa R$ 20 mil e conquista famosos como DiCaprio

“Estamos pensando nisso. É um grande desafio para o próximo ano. Queria fazer um campeonato nacional e até um sul-americano, mas ainda estamos atrás de patrocinadores. O legal do flyboard é que podemos fazer até em cidades de interior, em lagoas ou em rios. Não precisamos de um espaço muito grande”, afirmou Brandão.

Outra preocupação de quem trabalha com flyboard é a legislação. Por ser novo, o brinquedo ainda não tem uma regulamentação específica no Brasil. Isso já gerou alguns problemas.

“Havia uma dúvida porque o jet-ski não podia guinchar o flyboard, mas isso não acontece. Na verdade, o jet-ski é apenas a bomba propulsora do flyboard. Se você sentar e começar a acelerar o jet-ski, não vai conseguir definir a direção”, ponderou Eduardo Menezes, dono da página “Flyboard no Brasil” na rede social Facebook e revendedor do brinquedo.

A normam 3 da Marinha estabelece uma série de determinações para veículos rebocados. Tchello Brandão reescreveu o regulamento, incluindo uma série de novas plataformas (não apenas o flyboard), e apresentou a proposta de remodelação.

“Nós estamos conversando no sentido de haver uma lei até o próximo verão para exigir habilitação de quem estiver acelerando o jet-ski. Se não tiver ninguém, que o usuário do flyboard tenha habilitação. Além disso, que alguém ali tenha o certificado de uso do brinquedo. Essa é a sugestão”, relatou Brandão.

Enquanto trabalham para popularizar o brinquedo que vendem, os empresários que trabalham com flyboard temem a propaganda negativa. É o que eles consideram que aconteceu com o programa “Pânico na TV”, que usou o aparato em um quadro.

“O pessoal do Pânico só queimou o nosso filme. Eles ficavam derrubando as meninas de sacanagem, e com isso deram a entender que o uso do brinquedo é difícil. Na verdade, as pessoas que começam a usar percebem que é muito fácil”, disse Brandão.

Além da publicidade negativa, o que ameaça o flyboard no Brasil é a alta do dólar. “Até o ano que vem, com essa bagunça política, o câmbio deve dar uma oscilada. Esse é o problema”, afirmou Menezes.

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