Esporte

Tombos, choro e meditação. Como americana virou fenômeno em escalar rochas

Do UOL, em São Paulo

21/06/2017 04h00

Ela tem só 19 anos, mas já fez algo que, até então, só havia sido conquistado por homens. Em fevereiro deste ano, Margo Hayes se tornou a primeira mulher a escalar o nível mais difícil de La Rambla, em Siruana, na Espanha. Foram sete dias e 17 tentativas até a menina atingir algo que muito atleta experiente não consegue.

Qual o segredo dessa americana? São alguns. A infância dedicada à ginástica é um deles. Soma-se a isso o perfil destemido de Margo, como ela mesma define ao se recordar dos tempos de criança.

"Eu era muito audaciosa e não sentia muito medo", disse Margo à "ESPN" americana. Seu gosto pelo trampolim e as botas ortopédicas que faziam muita companhia devido às inúmeras lesões provam isso. O trampolim, inclusive, segue na rotina de treinos da americana.

Ela ainda faz exercícios de força na academia e corre de 5 a 8 km para aumentar sua resistência. Meditação também faz parte de sua rotina. E isso a ajudou a não se empolgar antes da hora ao se aproximar do fim da escalada em La Rambla.

"Eu já estava sentindo uma alegria grande, mas é importante não deixar isso tomar conta do seu corpo antes de realmente terminar", argumenta.

Quem acompanha Margo nas escaladas afirma que sua resistência mental e a confiança são determinantes em seu sucesso. As rochas íngrimes não costumam abalar a americana, como as 16 tentativas anteriores na Espanha mostram.

Margo Hayes começou escalar aos 10 anos, mas se dedica 100% a essa atividade física desde os 13. Ou seja, em seis anos durante a adolescência ela atingiu um nível que faz seu maior sonho se tornar uma meta real: disputar uma edição das Olimpíadas (a escalada está no programa olímpico já na edição de Tóquio, em 2020).

Enquanto isso, ela segue disputando competições em ambientes externos e internos. No indoor, por exemplo, foi segunda colocada em torneio de velocidade em Denver. Em rochas, já são mais de 15 escaladas nos níveis mais elevados. A da Espanha, inclusive, a fez chorar de forma diferente, segundo Margo. "Nunca vou esquecer esse momento".

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