Professor Alex

Ídolo do Palmeiras fala de passado (quase) corintiano, briga com CBF e certeza de que disputaria a Copa-2002

Adriano Wilkson, Fernanda Schimidt e Napoleão de Almeida do UOL, em São Paulo
Foto: Lucas Lima/UOL Ilustração: Di Vasca/UOL

Alex de Souza é uma estátua em Istambul, a maior cidade da Turquia. A homenagem na frente do estádio do Fenerbahçe ilustra o tamanho da idolatria da torcida pelo ex-jogador e atual comentarista da ESPN Brasil. Mas não é só lá: experimente falar dele para cruzeirenses, coxas-brancas e palmeirenses e você provavelmente ouvirá relatos saudosos sobre um jogador que marcou época.

Talentoso dentro e combativo fora de campo, Alex aprendeu com a maturidade a escolher as brigas que valem a pena encampar. Amado pelas torcidas que defendeu, continua crítico à atuação da CBF no comando do futebol brasileiro, lamenta ter fracassado no Flamengo e carrega uma única frustração da carreira: a ausência na Copa 2002, mesmo sendo um dos melhores jogadores brasileiros na época.

Nesta entrevista ao UOL Esporte, feita em um restaurante de comida turca em São Paulo, Alex disse que fará curso para ser técnico e relembrou seus melhores momentos no futebol e as polêmicas que protagonizou nos bastidores.

Briga com CBF: "Apelei, chamei de bêbado, mas não me arrependo"

"Felipão deu a entender que eu iria à Copa de 2002"

Alex começou a temporada de 2002 já consagrado em São Paulo. Três anos antes havia sido o meia que conquistara, junto com Luiz Felipe Scolari, a primeira e única Libertadores do Palmeiras. Com Felipão na seleção brasileira, Alex, que vinha sendo convocado desde 1998, dava como certo seu nome na lista que iria ao Japão e à Coréia do Sul tentar o pentacampeonato.

"Para mim foi péssimo, porque eu tinha absoluta certeza que iria", relembra ele. "Eu joguei a maioria dos jogos, era um treinador que me conhecia, que em várias conversas deixou sempre a entender que eu participaria. Em um amistoso no Mato Grosso contra a Islândia, tive uma conversa com o Felipão no corredor, e aquela conversa me dava mais certeza de que eu jogaria o Mundial".

"O que leva o Felipão à seleção é a campanha dele no Grêmio e no Palmeiras. E aí no Palmeiras eu sou indiscutível, porque eu ajudei demais. Eu fui um jogador supereficiente naquele período. Eu estou em casa, como a maioria do Brasil, esperando a convocação. Quando o meu nome não está, eu falo com a Daiane [Mauad, sua esposa]: 'Estou indo no Palmeiras porque eu vou rescindir o meu contrato'".

Sob comando de Vanderlei Luxemburgo, o clube jogaria o "Super-Campeonato Paulista", mas a frustração com a ausência na lista fez a Alex jogar tudo pro alto. "Liguei para o Vanderlei e falei: 'Eu vou ter que me apresentar no Parma depois da Copa, não tem mais lógica eu ficar aqui mais um mês, tendo que responder por que que eu não fui para a Copa. Então vamos parar por aqui".

No amistoso contra a Islândia, ele disse que ia usar os meninos, Kaká, Kleberson, Gilberto, Anderson Polga, e que eu não precisava jogar. 'É um time semiprofissional, não vai oferecer nada para nós, nós vamos ganhar ao natural'. Tanto que eu acabo o jogo como volante

Alex, sobre o duelo com a Islândia que definiu a convocação de Kaká

Entro no segundo tempo lá para trás. Em termos de observação, não valia nada. E eu já tinha sido observado, em partida oficial, em amistoso, jogando bem e jogando mal. Jogando com o próprio Felipe. Se o Felipe estava na Seleção, tinha muito daquele time do Palmeiras

Alex, lembrando que já tinha sido testado na seleção

Orlando Kissner/AFP

Palmeirense quase virou corintiano

Ídolo do Palmeiras, Alex por pouco não virou corintiano. "Eu nasci numa família 90% corintiana. E eu tinha uma queda pelo Corinthians, muito mais pela situação do Sócrates, que eu amava. Ficava no quintal tentando imitar as coisas que ele fazia. Com nove anos, fui para o Coritiba e me tornei coxa-branca".

Já jogador, Alex teve a chance de defender o Corinthians, mas preferiu o Palmeiras. Em um jogo do Coritiba em São Paulo, Edson Mauad, então presidente do clube paranaense (e sogro do meia), contou de duas propostas que tinha sobre a mesa para vendê-lo. "Ele me disse: 'Alex, tá na tua mão. Você tem duas propostas. Para o Coritiba [dá na] mesma'. Uma era do banco Excel, do Corinthians, e a outra da Parmalat, pelo Palmeiras". Eu avaliei os elencos, a chance de jogar mais e falei: 'Tá bom, vou para o Palmeiras'".

Não poderia ter escolhido melhor. No Palestra Itália, em tempos pré-Allianz Parque, Alex foi rei. Ganhou uma Copa do Brasil, uma Copa Libertadores e só não foi campeão mundial em 1999, contra o Manchester United, por detalhes.

Juca Varella/Folhapress Juca Varella/Folhapress
Paulo Giandalia/Folhapress Paulo Giandalia/Folhapress

"Título da Libertadores é inesquecível"

Logo que eu chego, era diário: 'Nós vamos ganhar a Libertadores. Ou vamos ganhar em 98 ou vamos ganhar em 99 ou vamos ganhar em 2000. Mas nós vamos ganhar a Libertadores'. Era mantra, era todo dias: 'Nós vamos ser campeões da América'.
Sobre o clima do Palmeiras em sua chegada, em 1997

Aí batemos na trave [para a classificação em 1997]. Você vê que loucura: hoje os caras ficam em sexto lugar e comemoram a vaga. A gente foi vice do Brasil em 1997 e ficou fora da Libertadores de 98. Aí nós vamos para 98, ganhamos a Copa do Brasil e a vaga para jogar a Libertadores em 99

Lembrando como chegou a vaga para a Libertadores

A Conmebol inventa a tal da Mercosul e o Felipão bate na tecla que aquilo ali era um cursinho para entender o que era jogar na América do Sul. Ganhamos a competição. Aí vem 99 e a gente ganha a Libertadores de um jeito muito legal, com dificuldades, com drama, com jogos dificílimos

Sobre os dois títulos internacionais

Falam que ganhamos "do Deportivo Cali na final". Mas era um time forte. E enfrentamos adversários fortíssimos naquele tornou. Era um Corinthians muito forte. Um Vasco muito forte. Um River Plate muito forte. Então, assim, o momento maior com certeza é o título da Libertadores

Defendendo a conquista palmeirense

Lucas Lima/UOL

O Mundial que o Palmeiras não ganhou

Em 1999, o Palmeiras era uma máquina. Marcos, Júnior e Zinho eram campeões mundiais. Júnior Baiano e César Sampaio tinham jogado a Copa do Mundo de 1998, na França. Arce é um dos melhores laterais que o futebol brasileiro já importou. Paulo Nunes, Oséias, Evair, Cleber e Euller não disputaram Copas, mas poderiam. Mas o maestro daquele time era Alex.

Quando o time venceu a final continental contra o Deportivo Cali, todos imaginavam que o título mundial era questão de tempo - ainda mais com a chegada do colombiano Faustino Asprilla, um dos melhores atacantes do mundo no fim da década de 90. Mesmo com o rival na decisão em Tóquio sendo o Manchester United, o time mais rico do mundo.

"Se nós olharmos o Manchester de 1999, era um Manchester forte? Era, mas tinha muitos ingleses no time. E os que não eram ingleses eram britânicos", analisa Alex. "Se nós olharmos o nosso time, tinha jovens com muito potencial, bons jogadores e os onze eram onze jogadores que estavam nas suas seleções. O Asprilla era o Asprilla, o Arce já era Arce. Os brasileiros ou já tinham jogado na seleção, como o Zinho ou o César Sampaio, ou eram jogadores de momento da seleção".

O Palmeiras, porém, não ganhou aquela partida. Apesar de ter dominado o jogo, um cruzamento de Giggs, que superou Arce, encontrou a cabeça de Roy Keane. Marcos, o herói do título da Libertadores, saiu errado do gol.

"Fizemos uma partida muito boa. Tivemos a chance: eu fiz um gol que foi mal anulado pela arbitragem. Tivemos um erro individual do Marcos, que normalmente ele não cometia. Se a gente chegou no Mundial, o Marcão tinha uma participação super efetiva. Não teria o que fazer de diferente. É futebol, às vezes as coisas funcionam bem, outras coisas funcionam de uma outra forma. Vários times foram ao Mundial, jogaram menos que o adversário e venceram. Nós tivemos o contrário. Nós jogamos muito mais que o Manchester, fomos muito superiores e acabamos perdendo"

Shaun Botterill /Allsport Shaun Botterill /Allsport

E o Mundial de 2000?

"Eu estava no Pré-olímpico com a seleção. Vi como uma competição que a Fifa, a Conmebol e a Uefa liberaram seus clubes para jogar, deram o nome de Mundial e o Corinthians ganhou. Para mim, é campeão mundial. Eu não discuto o título, eu discuto o critério", diz Alex, sobre o Mundial da Fifa de 2000.

O torneio teve Corinthians, campeão brasileiro em 1999, e Vasco, campeão da Libertadores de 1998, como representantes brasileiros. O Palmeiras, que no momento era o atual campeão continental, ficou fora. A promessa era que o alviverde disputasse o torneio em 2001, mas aquela edição de 2000 foi a única realizada no formato.

"O critério é discutível, mas o título do Corinthians não. o Corinthians enfrentou os adversários, venceu. Venceu o Vasco na final, e isso não se discute".

Lucas Lima/UOL

É a mesma lógica para o Mundial do Palmeiras em 1951:

É a mesma coisa. Entra naquela "Ah, a Fifa reconheceu, a Fifa não reconheceu". Para mim, a Fifa não tem moral nenhuma para reconhecer ou desconhecer alguma coisa. [O Palmeiras] jogou 51, era considerado um campeonato mundial? Era? Então beleza, o Palmeiras é campeão do mundo. A mesma coisa eu olho para os outros participantes, para os outros ganhadores

Alex, defendendo a importância do título de 1951

"Gol no Rogério para mim ainda é muito vivo"

No Parma, a maior confusão da carreira

Quando deixou o Palmeiras pela primeira vez, em 2000, como campeão da Libertadores, Alex foi para o Parma. Era a mesma patrocinadora, mas a organização era diferente. Ele percebeu isso logo em sua chegada à Itália: "Eu saio de um Brasil e Argentina, que foi aqui no Morumbi, viajo no dia seguinte para a Itália. Uma contratação de 15 milhões de dólares. Na época eu era um dos principais jogadores do Brasil. Chego em Milão, não tem ninguém. Aquilo já me deixou meio que assustado".

Não foi só isso: quando finalmente falou com o Parma, descobriu que não tinha vaga para ele no time. Os italianos queriam emprestá-lo, mas ele bateu o pé: não iria pra um clube pequeno. Foi emprestado para o Flamengo e, depois, para o Palmeiras. E aquele não foi o único problema: os italianos chegaram a pagá-lo via empresa offshore e falsificaram um contrato. "Veja o ridículo que o Parma me fez passar: mostraram uma assinatura minha em Jundiaí num domingo. Só que nesse dia eu estava no Uruguai jogando pelo Brasil nas Eliminatórias".

Alex ainda tentou defender o Parma em 2002, mas as brigas pesaram, ele foi impedido de jogar e ele terminou no Cruzeiro - o que foi positivo: na toca da Raposa, ele levou a Tríplice Coroa, ganhando o Campeonato Mineiro, a Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro em 2003.

Chris McGrath/Getty Images

Rivalidade na Turquia é "visceral"

O Restaurante Capadócia é um pedacinho simples da Turquia no bairro do Brooklin, em São Paulo. A camisa do Fenerbahçe está na parede, com vários ícones da cultura turca, as fotos de Istambul, da região da Capadócia e seus balões. Por isso foi o local escolhido para a entrevista do UOL com Alex. E, quando o craque entrou, os donos Eda e Izzet Oztovi choraram - depois do almoço, o jogador admitiu que se sentiu um pouco envergonhado com a recepção calorosa.

Ela é, porém, fruto de 378 jogos, 185 gols e seis títulos nacionais pelo Fener - o da camisa na parede do restaurante. Foi para lá que Alex foi depois do Cruzeiro. Foram oito anos de Turquia e uma idolatria que fez com que milhares de pessoas dormissem por dias em frente à casa do meia após o anúncio de sua saída do clube.

Até hoje, Alex não consegue andar na rua na Turquia. Virou estátua em uma praça (que você pode ver aí em cima e até expressão popular: "Bir Alex Degil" significa "não é nenhum Alex" e serve para elogiar algo que é bom, mas não é nada de mais - do mesmo jeito que nós, brasileiros, falamos "não é nenhum Brastemp". Foi lá, também, que conheceu a maior rivalidade que já encontrou em sua vida, entre seu Fener e o Galatasaray. "Você conhece a rivalidade de Grêmio e Inter. Você conhece a rivalidade de Athletico e Coritiba, de Corinthians e Palmeiras. Joga para cima isso. Vezes cinco, vezes seis. É o que acontece lá", afirma o ex-atleta.

Lucas Lima/UOL

São mais viscerais do que nós. Eles [do Galatasaray] brincavam com a gente: 'A bandeira de vocês não tem vermelho. Não tem vermelho é um sinal de que não teve guerra, não correu sangue de ninguém'. Se tem um torcedor do Fenerbahçe e um outro cara fala mal do Fenerbahçe, ele não pergunta, ele já quer sair no tapa com o cara, porque não pode falar mal do clube. É muito mais apaixonado do que aqui

Alex, sobre os torcedores turcos

Pedro Ladeira/Folhapress Pedro Ladeira/Folhapress

"O Bom Senso FC deu certo, apesar das retaliações"

Alex deixou a Turquia em 2012 para voltar ao Coritiba, seu primeiro clube. Ele encerrou a carreira em 2014, mas um ano antes, em 2013, foi um dos jogadores que se cobraram dos cartolas melhorias no calendário, nas condições de trabalho e no pagamento de salários. Era o movimento Bom Senso FC, que fez barulho, mas durou pouco. Três anos depois, o movimento chegava ao fim oficialmente, após retaliações sutis em cima dos atletas que externavam mais publicamente sua insatisfação.

"Ouvi de jogadores grandes, de nome: 'Cara, não se meta nisso, deixa isso para lá'. E de jogadores menores: 'Cara, eu preciso do dinheiro. O meu clube aqui está me pagando'. Mas por que nunca houve uma grande mobilização como uma greve que obrigasse os clubes a pagar em dia, como já aconteceu em outras ligas? Culturalmente, a gente é educado para não chegar nisso", afirma Alex.

"Eles podem até parar, mas o clube vai dar um jeito de meter um moleque sub-20, vai retaliar, o jogador vai sofrer uma situação ou outra. O Paulo André vivenciou isso na pele. O Paulo André saiu de referência na zaga do Corinthians a um cara que só trazia problema. Muito louco isso, né? O cara que resolvia os teus problemas passa a te dar problemas".

Mesmo assim, Alex acredita que o movimento foi vitorioso. "O Bom Senso é um sucesso porque atingiu um nível maior. Eu participei de mesas com o Romário, com deputados, com senadores... Existe a bancada da bola, mas bancada da bola é [formada por] funcionário da CBF, funcionário de clube. É um sistema no qual quem menos opina é o jogador e menos ainda o torcedor, que é quem paga a conta na arquibancada".

Lucas Lima/UOL

Silêncio de Tite sobre Del Nero causou decepção

Mas houve sequelas após o fim do Bom Senso FC. Uma delas é a decepção de Alex com o atual técnico da seleção, Tite, que assinara uma carta contra o presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, e depois calou suas críticas ao virar subordinado do cartola.

"Ele assinou um manifesto contra alguém que está sendo processado. O que a gente sempre quis era que o Del Nero se licenciasse e fosse se defender, como qualquer cidadão. E o Tite aceitou a seleção brasileira. Eu não via problema nisso, mas beijar o Del Nero, apoiar a situação do Del Nero, não tocar no assunto que ele tinha participado, sei lá, um mês antes, realmente, para mim, ficou uma situação meio estranha. Mas também não é uma coisa que eu critique direto porque tem a situação pessoal do cara, a seleção, a possibilidade da Copa do Mundo... Eu não concordo, mas aceito".

Lucas Lima/UOL Lucas Lima/UOL
Arquivo pessoal Arquivo pessoal

Namorou escondido a filha do presidente

Alex tinha 17 anos e já era ídolo do Coritiba, que ajudara a voltar à Série A em 1995. A torcida já o adorava, mas uma torcedora em especial passou a amá-lo: Daiane, com quem é casado até hoje. Alex lembra do dia em que Edson Mauad, presidente do Coritiba, apresentou a filha durante a comemoração de um acesso. "Edson empolgado, mamado, festejando a subida, o trabalho que tinha dado certo, me chama e fala: 'Venha conhecer a tua fã número 1'".

"Foi a primeira vez que eu tive aproximação, mas a gente foi se falar mesmo no início de 1997. Eu comecei o namoro, e o Edson me vendeu [pro Palmeiras]."

Alex e Daiane têm três filhos: Maria Eduarda de 15 anos, que joga tênis, Antonia de 12, e Felipe, de sete, que dá seus primeiros chutes no futsal.

Lucas Lima/UOL Lucas Lima/UOL
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Filho de boia-fria, Alex mantém amigos "favelados e milionários"

Alex gosta de falar de política. Cético, mas respeitoso em relação a Jair Bolsonaro, vê altos e baixos nos anos em que o Brasil foi governado por petistas. O antigo meia, que teve uma infância pobre na periferia de Curitiba e hoje leva uma vida confortável na cidade, carrega na história de vida um retrato das desigualdades sociais do país .

"Eu cresci numa favela e fui educado em Curitiba. Cresci com as dificuldades da periferia e convivia no dia a dia com pessoas que eram filhos de médicos, de empresários, de advogados. O meu pai era um boia-fria que veio morar na cidade. Quem deu emprego a ele foi um empresário milionário. E eu casei com a filha desse cara. Comecei a vivenciar os dois mundos muito cedo. Hoje, eu vou num samba na favela e talvez vá escutar tango em Buenos Aires".

Questionado sobre em que posição se colocaria no espectro político, Alex afirmou que tenta sempre olhar para todos os lados.

"Não consigo ter a hipocrisia de dizer: 'Ah, não, porra, eu sou de esquerda por isso, mas vou passar férias em Nova Iorque... ou 'Ah, não, eu sou muito de direita. Por isso eu não posso fazer nada para alguém que não tenha uma condição menor, porque é uma minoria'. Não sei se eu seria de centro, mas pela minha condição de vida, pela maneira como eu cresci, eu tenho que tentar olhar para todos os lados. Até mesmo porque eu tenho amigos milionários e tenho amigos favelados. Conheço a realidade das pessoas, como elas vivem e qual sentimento delas".

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