Por uma TV menos chata

Benjamin Back conta como um economista se tornou o apresentador mais irreverente da TV esportiva por aqui

Alexandre Araújo e Bruno Braz Do UOL, no Rio de Janeiro
Ricardo Borges/UOL

Um economista para animar a TV

Estilo despojadamente construído com inspiração na alma roqueira. Na oratória, muita gíria e, principalmente, falta de papas na língua sobre os mais variados temas. Aos 49 anos, Benjamin Back solidificou sua carreira com um estilo peculiar que contrasta com seu passado formal. Benja é economista e foi executivo por anos.

"Meio perdidão", classificou o apresentador sobre o período em que escolheu o curso voltado para finanças na PUC-SP. Ele brinca tanto com sua formação que aproveita para alfinetar o "jornalismo quadrado":

"Eu sou um visionário. Já previa que, 20 anos depois, os programas de futebol iam ficar tão chatos que eles iam falar de economia, entendeu?"

Benja se formou, ingressou no mundo corporativo a contragosto e foi funcionário da tradicional Vale Refeição. Quando a empresa assumiu alguns dos serviços de bilheteria do Campeonato Paulista, porém, sua vida mudou. Ele entrou no futebol e nunca mais saiu.

Sua fórmula de sucesso é simples: ser "curto, objetivo, irreverente, bem humorado, polêmico e, principalmente, informativo". Com estes sete elementos, ele avisa que "o cara vai estar cagando e andando se você estará de camiseta e tênis ou de terno e gravata".

É esse estilo que ele mostra nessa entrevista, em que relembra como virou um dos apresentadores mais importantes da TV brasileira, analisa os programas esportivos e fala de sua paixão pelo Corinthians - é, também, o mesmo estilo que ele vai trazer ao seu novo blog, que estreia no UOL amanhã (18/6).

Ricardo Borges/UOL Ricardo Borges/UOL

Futebol, Mulher & Rock and Roll

A vida de Benja foi mudando para o futebol aos poucos. Depois de trabalhar com aspectos operacionais do Campeonato Paulista pela VR, foi convidado para trabalhar no Fanáticos Futebol Clube, o primeiro fantasy game do Brasil. Por lá, contratou colunistas como Renato Gaúcho, Bobô, José Silvério...

Certo dia, resolveu ele mesmo escrever. Batizou sua coluna de "Futebol, Mulher & Rock and Roll": "São três coisas que eu gosto bastante e é uma música do Dr. Sin, que são amigos meus", explica.

Em paralelo, o FFC patrocinava o programa de rádio "Estádio 97", e Benja se aproximou dos integrantes. "Um dia, quando o clima entre eles não estava bom, após uma briga, o Sombra (um dos apresentadores) me chamou pra um almoço. Achei que era pra romper o patrocínio porque o programa ia acabar. Nisso, ele falou: 'Você não quer fazer o programa?'"

Ele aceitou. Agora, colunista e participante de um programa de rádio, ele criou coragem para dar um passo maior: "Peguei minhas coluninhas, imprimi, coloquei naquelas pastas pretas de plástico, de faculdade, e fui no Lance!: 'Quem é o editor?'. Era o MAG, o Marcos Augusto Gonçalves, que trabalha na Folha há muitos anos. Eu falei: 'Tudo bem? Meu nome é Benjamin, me chamam de Benja, escrevo uns negocinhos. Se tiver uma oportunidade para ter uma coluna...'. E ele falou: 'Porra, isso aqui (Lance!) está careta demais. Vamos fazer'. E me deu a contracapa, cara!".

Começava ali, naquele período, oficialmente a carreira de Benjamin Back no jornalismo.

Eu fui começar nisso aí com 30 anos. Não tinha mais tempo para perder. Tinha uma bala na agulha, não tinha duas. Eu adoro o Juca, acho o Juca o máximo, mas eu não podia ser o Juca Kfouri. Até porque o Juca tem um milhão de vezes mais talento do que eu. Então, eu pensei: se quiser imitar os caras, vou ser mais um. E eu não quero ser mais um. Não faço questão de ser o melhor. O que eu me cobro, sempre, é ser diferente. Sempre

Sobre seu início como colunista

Eu não me considero jornalista. Gosto da palavra comunicador. Eu me considero um cara que gosta de entretenimento porque, se pegar os meus programas, não consigo ficar o tempo inteiro falando de futebol. Na época do Papo com o Benja, do Lance!, a maior audiência não foi com um jogador de futebol. Foi com o Eduardo Sterblitch, do Pânico, que foi vestido de Poderoso Castiga. As maiores audiências eram da bola

Sobre porque não se vê como jornalista

Benja sobre as tretas da TV: "sim, extrapolamos"

"Se o objetivo sempre foi ser autêntico, por que não falar o time que eu torço?"

Benjamin Back é muito corintiano. E nunca fez questão de esconder isso. Pelo contrário. Corintianismo, por sinal, que passa longe de ser algum personagem. "O que me levou a trabalhar com futebol? Eu adorava futebol, nasci na cidade de São Paulo. Não posso falar que eu não torço pra ninguém. Não posso esconder porque tenho amigo pra caceta. Você acha que não iam, a qualquer hora, soltar uma foto minha? Se, desde o começo, queria ser eu, ser autêntico, por que não falar o time que eu torço?"

Apesar do fanatismo, ele só pediu liberação do trabalho uma vez para acompanhar uma partida como torcedor: a final da Libertadores de 2012, quando o Corinthians enfrentou o Boca Juniors, da Argentina. "Na Bombonera, eu fui. Falei: 'Ah não, meu. Pelo amor de Deus. Eu esperei a vida inteira".

Benja ressalta que ser torcedor não quer dizer ser imparcial. Ele avisa que faz o programa para todas as torcidas, se colocando na pele dos rivais e imaginando o que gostariam de ver após um bom resultado ou título. "Por exemplo: o Jô faz um gol de mão contra o Vasco, na Arena Corinthians, escandaloso. Se eu chegar no dia seguinte, na Fox, e falar 'Gente, não foi mão', aí é ser sacana, mentiroso. Agora, o Palmeiras é campeão, faço o programa como se fosse palmeirense. É a hora da alegria do torcedor. Se o Flamengo é campeão, São Paulo, Vasco, Cruzeiro, Galo... Entro com a cabeça de fazer o programa pra eles".

O dia em que Benja mandou Zico para a PQP

"Eu tenho uma coisa na minha vida: se não fizer uma cagada, não sou eu. Na época da coluna do Lance!, eu escrevi algo assim: 'A minha grande frustração foi não ter visto o Zico jogar em São Paulo'. Na época, o Zico já era treinador. Eu falei: "Pelo menos, o Zico podia dar essa alegria de ser treinador num time em São Paulo". Até o Fernando Calazans, na época no Globo, respondeu: 'O Zico é do Rio de Janeiro, não tem nada de São Paulo'.

Nisso, eu recebi um e-mail. Era Galinho arroba bá, bá, bá. 'Benja, é o Zico. Tô aqui na Turquia. Muito obrigado pelo carinho'. O Zico vai mandar um e-mail pra mim? Eu escrevi 'vai pra puta que o pariu, babaca'. Xinguei. Mandei. Passou uma semana, estava com um amigo que era um empresário e fazia uns negócios na Turquia. Eu falei: 'Realiza um sonho meu, cara. Vê se o Zico não dá entrevista pra mim quando vier pro Brasil'. Ele falou: 'Peraí, vamos ligar pro Zico'. Aí o cara: 'Ô, Galo, tudo bem? Eu tô com um amigo meu aqui do Lance!, o Benja'. Aí ele botou a mão no fone e falou: 'Meu, você mandou o Zico pra puta que o pariu?'

Eu falei: 'Gente do céu. Era o Zico? O e-mail era o Zico?'. Só que o Zico, o Zico é demais, você acha que o Zico não tá acostumado? Se o Zico ligar, falar 'é o Zico', ninguém vai atender. E o Zico tava superbem humorado. Passou um mês, dois, ele veio de férias pro Brasil e me ligou. Eu lembro até onde eu tava. Eu gaguejava. 'Aí, Benja. Tu entrevista todo mundo e não vai me entrevistar?'."

O jeitão que conquistou Eurico no restaurante

Benja teve oportunidade de estar frente a frente com alguns personagens controversos, tanto fora quanto dentro do mundo do futebol. Um deles foi o ex-presidente do Vasco Eurico Miranda, que morreu em 12 de março deste ano.

O bate-papo com Eurico, que por muitas vezes declarou a imprensa como inimiga, dele e do Vasco, aconteceu em setembro de 2016. Eurico havia acabado de voltar à presidência do Vasco.

"Eu vinha todo domingo para o Rio pra apresentar o 'A Última Palavra'. Chegava, fazia o programa e segunda-feira, cedo, ia embora. O programa acabava às 23h30. Eu morava em um hotel aqui no Jardim Oceânico (Barra da Tijuca). Um dia, acabou o programa e ninguém queria jantar. Eu estava morrendo de fome. Perguntei pros caras do hotel: 'Tem algum restaurante aqui?'. Me mandaram para o restaurante ao lado. Cheguei lá, domingo, 23h45, meio vazio, sozinho. Quando eu vou passar no corredor, vejo o Eurico sentado sozinho, fumando um charuto".

Benja hesitou ao ver o dirigente com fama de quem não gosta da imprensa, mas foi cumprimentá-lo mesmo assim. "Falei: 'Puta, e agora?'. Os caras falavam que o Eurico era grosso, que maltratava jornalista. O que eu faço? Tenho que passar por ele. Ele tá sentado, fumando charuto. Eu vou fazer a minha parte, falar e cumprimentar. Se ele me tratar mal, tratou. Tem que respeitar porque é uma pessoa mais velha. Passei: 'Eurico, boa noite. Prazer, eu sou o Benja. Tudo bem com o senhor?'. Cara, estou vendo a cena hoje. Ele tava com charuto, olhou assim (para cima): 'Porra, gosto de você pra caralho'. Falei: 'É mesmo?'. 'Gosto, porra. Tu fala de futebol de uma forma que eu gosto. Legal pra caralho'. Falou assim! Nisso, ficamos 30 minutos conversando. Não tinha ninguém. Uma hora, peguei e falei: 'Eurico, você falou que gosta de mim. Gosta mesmo?'. 'Gosto, porra'. 'Me dá uma entrevista?'. Ele falou: 'Dou, não tem problema nenhum'".

Só tinham três condições: a entrevista tinha de ser no Rio, Eurico responderia o que quisesse e o programa tinha que ser ao vivo. Eu falei: 'Eurico, aí ferrou. Meu programa, Aqui com o Benja, não tem como fazer ao vivo, mas deixa eu te falar. Não tenho o menor interesse de editar qualquer coisa. Pra mim, quanto mais o senhor falar, melhor'. Ele disse: 'Tá bom, confio em você'

Sobre como convenceu Eurico a dar uma entrevista

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Entrevista com Neymar: "se você não desce o pau te chamam de baba-ovo"

Outra entrevista importante de Benja aconteceu há pouco tempo: ele foi para Paris conversar com Neymar na semana da final da Copa da França, em que o PSG perdeu para o Rennes no Stade de France. O jogo, porém, ficou marcado pela agressão de Neymar a um torcedor nas arquibancadas, quando o time da capital subia para receber as medalhas pelo vice-campeonato.

"O Brasil tá vivendo um momento complicado, acho engraçado. As pessoas cobram opinião, mas tem que ser a opinião que as pessoas querem ouvir. Então, se você gosta do Neymar, é 'baba-ovo', 'puxa-saco', 'neymarzete'. Você tem que descer o pau no cara. Eu fui entrevistar o Neymar e ele deu uma entrevista muito legal pra mim. Estava supertranquilo, bem-humorado, solto. Perguntei, ele respondeu. Cara, ele estava superbem. Foi uma entrevista bacana demais, rodou o mundo".

No dia do jogo, o apresentador estava próximo do local em que aconteceu a agressão. "Eu estava numa tribuna de honra e tinha um cara na minha frente que estava xingando todos os jogadores", lembra. "O Neymar perdeu a cabeça. Quando eu falo isso, não estou protegendo. Eu acho que o Neymar errou. A partir do momento em que dá um soco em alguém, você perde a razão. O cara, provavelmente, estava lá pra isso, tentar tirar alguém do sério".

No Brasil, também, você tem que criticar. Eu não posso falar que eu acho o Neymar um baita jogador. Eu não posso falar que eu acho, sim, o Neymar gente boa demais. Sempre me tratou superbem, um cara do bem. Agora, quando ele erra, a gente critica. Eu não trocaria o Barcelona pelo Paris Saint-Germain. Jamais. Eu acho que o caminho é o inverso. Eu trocaria o Paris Saint-Germain pelo Barcelona. Agora, é gosto do cara, a opinião do cara, vou fazer o quê? Mas não pode. Você tem que descer o pau. No Brasil, se você não desce o pau no Neymar é porque você é baba-ovo, puxa-saco e neymarzete

Sobre Neymar

Em junho de 1983, fui no meu primeiro show. Foi do Kiss, no Morumbi (SP). Sempre curti rock & roll, desde moleque. Com 13 anos, resolvi ir para o conservatório aprender a tocar batera. Cheguei a tocar nos barzinhos em São Paulo. É mais um hobby, um tesão. Viver da música talvez eu não conseguiria, acho que não tenho esse talento, mas é um tesão, uma paixão. Música é paixão

Sobre sua ligação com o rock

Lucas Lima/UOL Lucas Lima/UOL

Amigo de Mano Brown e Chorão

Obter uma entrevista com Mano Brown, o líder do grupo de rap "Racionais MC's", está longe de ser das tarefas mais simples. Avesso à grande mídia, o rapper costuma selecionar a dedo seus entrevistadores. Benja conseguiu.

"Está vendo? Você está falando para mim de um programa de dez anos atrás. Foi legal demais! O programa estava no YouTube, tinha milhões de acessos. Quando eu fui para a Fox Sports, o Brown também foi no meu programa. Eu respeito ele, sei o que falar para ele e como falar com ele", destaca.

Benja o considera um dos maiores nomes da música brasileira de todos os tempos: "Eu acho o Brown um gênio. Coloco o Brown num patamar de Jorge Ben, de Tim Maia. Se você pegar o álbum 'Sobrevivendo no Inferno', é um dos dez maiores álbuns da história da música brasileira. Os Racionais falam com o povo como ninguém fala. O Brown é o Tupac brasileiro".

Reprodução Reprodução

Chorão, ex-vocalista do Charlie Brown Jr., também era amigo de Benja. A melhor lembrança que tem do cantor, que morreu em 2013, foi quando gravou um programa especial do centenário do clube santista e Chorão organizou um pocket show dentro da Vila Belmiro.

"Aquele programa é uma coisa emocionante demais. Cheguei na Vila Belmiro, sentamos lá eu, Chorão, a banda, rolava um som... O Luis Álvaro (de Oliveira, ex-presidente do Santos que morreu em 2016), que Deus o tenha, também chegou lá. O Canalha, sabe o Canalha? O João Carlos Albuquerque, da ESPN, estava lá em cima gravando com o Muricy Ramalho. Ele e Muricy falaram: 'vamos aí'. Acabou que todo mundo fez o programa. O Chorão ainda fez um som em homenagem ao Santos que foi demais. Que loucura! O cara foi embora tão cedo... Cagada!".

"Entre final de Copa e show do Iron Maiden, vou no show"

Mania de interagir com haters: "minha mulher me deu uma bronca"

Nas redes sociais, Benja acumula seguidores e haters. São 1,3 milhão no Twitter e mais de 400 mil no Instagram. Com seu jeito autêntico, ele não foge de defender sua opinião e discutir com quem não concorda. Já até tomou bronca da esposa por ficar respondendo aos haters.

"Semana passada minha mulher me deu uma carcada. 'Pô, para de responder os caras que te xingam'. Ela falou meio brava. Entrou no meu Instagram e falou: 'Os caras tão te xingando e você tá xingando, pô. Deixa esses caras pra lá'. Ela tem razão. Mas eu posso te falar? Eu acho as mídias sociais demais. Quem tem incomoda, quem te enche o saco, quem te xinga é zero vírgula nada".

Mas nem só de ódio vive a internet. Benja tenta responder a todos aqueles que mandam mensagens positivas. "Eu penso no cara que tá me mandando uma mensagem e eu penso em mim. Eu tiro foto com todo mundo que gosto. Imagino, por exemplo, mandar, no Instagram, uma mensagem no direct pro Bruce Dickinson, do Iron Maiden, e ele me responder. Isso eu não vou esquecer nunca mais. Eu estou longe de ser essas estrelas, mas se um cara manda uma mensagem pra mim: 'Pô, Benja. Sou seu fã'. Custa responder? Às vezes falam: 'Benja, minha mulher não acredita que eu tô falando com você'. Eu gravo um vídeo e mando".

Uma vez, fiz uma promoção. Sorteei um seguidor do Twitter para ir ao show do Iron Maiden comigo, no Morumbi. O cara foi no carro. Ganhou ingresso, chegou na hora, e essa eu também não sabia, um amigo arrumou o backstage e o cara foi junto. No dia que eu liguei pro cara para falar que ele ganhou, o cara gritava, falava palavrão, ficou louco. Você acha que esse cara vai esquecer de mim um dia? Se eu tivesse dado de prêmio uma TV de 42 polegadas? É legal? É. Você acha que três anos depois, ele vendo a novela com a mulher, vai falar: 'Puta, lembra essa TV foi o Benja que deu?'

Sobre o prêmio inusitado que sorteou

"Vocês vão para a casa do palmeirense?"

A pergunta do segurança, com um sarcástico sorriso no rosto, para a reportagem do UOL Esporte na entrada do condomínio em que o apresentador mora mostra que Benja se enturmou no Rio de Janeiro. A irreverência da abordagem do funcionário, que todo dia é religiosamente abordado por para um bate-papo informal, traduz um pouco como tem sido a vida do apresentador.

"Esse segurança filha da mãe faz isso com todo mundo que vem aqui (risos). Você tem que ver os motoristas de Uber. Quando eu chego eles falam: 'É verdade que você tem camisa do Palmeiras aí (risos)?'. Com todo mundo ele faz isso, mas é o legal do Rio. O carioca é mais bem-humorado do que o paulista. É diferente", avalia.

O sotaque paulistano segue intacto, mas a mudança o "acariocou". Os trajetos de bicicleta elétrica se tornaram uma rotina, para ir ao trabalho ou desfrutar da orla da Barra da Tijuca, onde mora e curte, nos momentos de lazer, "um quiosque que rola um Rock and Roll espertíssimo sábado e domingo".

"Eu adoro o Rio, cara. A vida não é sempre do jeito que a gente quer, mas a vida que eu levo no Rio de Janeiro é espetacular. A forma como eu fui recebido aqui pelos cariocas é demais. Se um dia eu for embora do Rio, além de sentir muita saudade, será uma coisa que vai ficar no coração", frisa.

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