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Corinthians repete roteiro de se reinventar e conquista o tricampeonato paulista depois de 80 anos

Arthur Sandes e Diego Salgado Do UOL, em São Paulo
Arte/UOL

O DNA corintiano está cravado no Corinthians há uma década e novamente deu resultado. O clube alvinegro é tricampeão paulista depois de 80 anos. Sob o comando de Fábio Carille, o time corintiano mostrou outra vez uma extrema capacidade de se adequar a situações adversas, sempre com uma filosofia nítida como base: a de que um bom time começa pela solidez defensiva.

Carille assumiu o comando do Corinthians pela primeira vez no começo de 2017. Na primeira entrevista, deixou claro que a o passo inicial seria arrumar a linha defensiva, uma das heranças deixadas pela dupla Tite e Mano Menezes, técnicos que foram seus mentores no clube.

O treinador conquistou o título de 2017, repetiu a dose no ano seguinte, e, depois de oito meses longe do clube, voltou para ser tricampeão. Nas três campanhas, moldou o Corinthians diante de dificuldades: Carille enfrentou a descrença de 2017, o desmanche de 2018 e o tempo escasso de 2019 diante de muitas caras novas. Se não conseguiu dar brilho à equipe, o treinador mostrou mais uma vez um forte pragmatismo, com os melhores momentos registrados nos clássicos em Itaquera.

Com três esquemas táticos diferentes e poucos jogadores remanescentes - apenas Cássio, Walter, Fagner, Pedro Henrique, Pedrinho, Jadson e Gabriel continuaram no elenco -, o Corinthians manteve sua hegemonia no futebol paulista. Agora são 30 conquistas, com quatro tricampeonatos estaduais na história.

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O retorno triunfante de Carille

Marcello Zambrana/AGIF Marcello Zambrana/AGIF

O mentor e comandante do tri

Ele é o líder maior, que rege o grupo fora do campo de batalha. De perto, de olhos atentos e pernas inquietas, orienta seus comandados em busca de objetivos. Os de Fábio Carille são nítidos: organização, trabalho e concentração, especialmente em jogos grandes. As três características marcaram as campanhas vitoriosas do Corinthians no Estadual a partir de 2017.

Todas essas metas tiveram como pano de fundo uma imensa capacidade de se reinventar diante de situações adversas. No ano passado, por exemplo, Carille precisou tirar da cartola um esquema tático sem centroavante depois de perder Jô para o futebol japonês.

Em 2019, pôde contar novamente com a força de um jogador de área, Gustagol. Com mais opções no elenco, o treinador conseguiu fazer o Corinthians jogar de forma bem distintas como mandante e visitante. Trabalhador, com turnos de até 12 horas no CT Joaquim Grava, Carille conseguiu novamente administrar o elenco e superar os rivais.

Como um legítimo líder, Carille também chegou a defender jogadores do elenco publicamente, como o atacante Gustagol e o lateral-esquerdo Danilo Avelar. Com o apoio do chefe, ambos deram a volta por cima.

De volta ao comando do Corinthians, quebrou marcas que duravam muito tempo. Ele é o segundo treinador corintiano a ser tricampeão paulista seguido, repetindo Guido Giacominelli, que conseguiu o feito em 1924, há 95 anos. Carille é também agora o segundo técnico mais vitorioso da história alvinegra, com quatro conquistas, mesmo número de Oswaldo Brandão - Tite é o primeiro, com seis taças.

Estou muito feliz por ele [Danilo Avelar]. Porque vocês da imprensa e boa parte da torcida tratam o ser humano muito mal. Não sei porque essa cobrança toda nele se todo o time foi mal no ano passado. É um ser humano. Que puta felicidade! Se não tivesse cabeça boa, teria parado. De todos jogos que fiz, ele foi o mais regular.

Carille sobre Danilo Avelar

São mudanças. Com pouco tempo, tivemos mudanças de jogadores na posição. Muitos falam dos zagueiros na bola aérea, mas a bola não está sendo só neles. Daqui a pouco, começam a pegar no pé de um jogador e não param mais. Ainda bem que parou, mas vai ser assim com outros jogadores. E eu acredito nos meus atletas

Carille sobre zagueiros

Ele teve muitos problemas não só profissionais, mas principalmente pessoais. Imagina como fica a cabeça de um jovem ainda. O que mais me chama atenção nele, conversei com alguns técnicos que trabalharam com ele (Tarcisio Pugliese), que me falou que é de muita personalidade. Para jogar no Corinthians precisa ter, e ele tem.

Carille sobre Clayson

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Cássio, herói para todas as horas

Se você pudesse escolher um superpoder, qual seria? Cássio decerto se deparou com um dilema destes, optou por ser decisivo e de alguma forma foi atendido pelo destino - afinal, como explicar sua maestria em ser gigante sem partir do misticismo? No gol do Corinthians, o camisa 12 parece mesmo ser sobre-humano.

O título paulista é o 30º da história do Corinthians e o quarto de Cássio, que no geral tem nove taças e de agora em diante já pode se considerar o maior campeão que o Timão já viu. O mais impressionante nele é a naturalidade com que lida com o sucesso, como se cada ano no clube fosse apenas um capítulo de uma história que ele já conhece até de trás para frente.

Cássio, o cara que "salvou o mundo alvinegro" em 2012, salvou o Paulistão 2019 com o mesmo semblante sério, focado, tratando pênaltis defendidos como parte de sua rotina. Foi herói contra a Ferroviária, foi ainda maior no tempo normal contra o Santos, mas nunca se viu no direito de se autopromover. "Quando a gente ganha, todo mundo ganha", é uma de suas frases preferidas.

Na semifinal, aliás, após o maior sufoco que o Corinthians passou em anos, o goleiro mostrou a naturalidade de sempre. "Tomara que no próximo a bola não chegue tanto em mim", esperou. O São Paulo incomodou nas finais - não tanto quanto o Santos, mas incomodou. E Cássio teve que vestir sua capa de novo para salvar o Corinthians. Um goleiro cheio de poderes, acostumado a ser heroico em decisões.

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Um colosso de centroavante

Gustagol não passa despercebido em um campo de futebol, e nem poderia. Visto como terceira opção no começo do ano, ele desbancou Vagner Love e Boselli e rendeu tão bem que influenciou até o estilo de jogo do Corinthians: com ele em campo, qualquer chuveirinho na área virou meio gol em 2019.

Antes referência improvável, Gustavo virou um colosso. Um Colossus, como o personagem de X-Men, de força invejável e impulsão quase inacreditável. Pode ser meio desajeitado às vezes, mas dentro da área é perigosíssimo. Também voluntarioso e, quando menos se espera, aparece correndo atrás de lateral no campo de defesa do Corinthians.

O início avassalador neste ano fez de Gustagol um refém do próprio sucesso. O ritmo de gols caiu ao longo do Paulistão, mas ele seguiu firme e forte no time, sendo a cara do ataque campeão.

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Love, decisivo como sempre

Quis o destino que o lance decisivo do título corintiano caísse nos pés de um veterano. Vagner Love tem três gols em 2019, todos eles em decisões: contra Racing (ARG), Ceará e o de ontem, o mais importante da temporada até aqui. O atacante não joga como em 2015, não faz tantos gols como em 2015, mas é tão decisivo quanto.

O camisa 9 pode não ter o mesmo fôlego dos tempos de garoto, mas virou uma espécie de 12º jogador neste ano e não à toa participou de todos os jogos do Corinthians desde que estreou - são 20 seguidos. Ontem, na grande decisão, precisou de 25 minutos em campo para garantir o 30º título paulista ao Alvinegro.

Em certo momento da temporada, o próprio Vagner Love abriu o jogo sobre suas condições no Corinthians: não dá para jogar os 90 minutos sempre, mas dá para dar uma mãozinha. "Eu quero é ajudar, seja de qual forma for: marcando, correndo ou tirando uma bola", disse há cerca de 40 dias. Ontem, Love mais do que ajudou: resolveu.

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Ralf: o coadjuvante perfeito

O volante não tem cara de super-herói nem se comporta como um. Discreto e dedicado, tem mais a ver com um cidadão que faz o serviço que ninguém gosta ou sonha em fazer. É difícil imaginá-lo como personagem de quadrinhos, porque Ralf tem características típicas de um homem simples da vida real: gosta das coisas descomplicadas, cotidianas, e assim se faz indispensável.

Neste Paulistão Ralf mais uma vez "carregou o piano" sem se preocupar com os holofotes. Assim, mantém-se como uma espécie de coadjuvante despretensioso: você pode até esquecê-lo durante a partida, mas ele está sempre ali quando for necessário. E não vai falhar.

Ralf iniciou o ano lesionado e, quando entrou no time, solucionou o buraco que havia na marcação à frente da área. A contusão de Gabriel e o tempo de adaptação de Richard fizeram dele o dono do meio-campo, onde faz seu papel de "cão de guarda" sem nunca ser desleal - tanto que passou a campanha inteira sem receber um cartão amarelo sequer. Quietinho, quietinho, o volante já tem mais de 400 jogos e agora oito títulos pelo Corinthians. A simplicidade também é recompensada.

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O lateral que renasce das cinzas

Tal qual a entidade "Fênix", Danilo Avelar mostrou ser indestrutível no Corinthians. Na temporada passada ele esteve abaixo da crítica e sofreu perseguição nas redes sociais por torcedores, mas voltou mais forte do que nunca e renasceu do vazio em 2019. Quando dele menos se esperava, o lateral esquerdo teve jogos como protagonista e foi bastante seguro durante a campanha do título.

Ele começou o ano como titular e ganhou sequência por força das circunstâncias: o concorrente Carlos Augusto estava longe, na seleção brasileira sub-20, enquanto a negociação do clube por Guilherme Arana emperrou e logo naufragou. Alternativa única para a lateral, Avelar já mostrava gradual evolução quando um chute certeiro ajudou a amolecer o coração dos torcedores: contra o Palmeiras, no Allianz Parque, ele fez o gol da vitória no primeiro clássico da temporada.

De lá para cá ainda haveria mais dois gols de Danilo Avelar no Paulistão, incluindo aquele que sacramentou a classificação alvinegra às quartas de final, na vitória sobre o Oeste. Com quatro gols neste ano, o lateral atualmente é o vice-artilheiro do Corinthians. Para quem era xingado em 2018, virar "Avelenda" em 2019 não está nada mal.

Não tinha o que fazer, não tinha para onde correr. Vou fugir das críticas? Vou enterrar? Cair no esquecimento para pararem de falar de mim? Tinha que enfrentar críticas e transformar em aplausos. Não rebati crítica porque responder gera mais crítica, é uma bola de neve. Responder calado e dentro de campo é a melhor resposta para o crítico.

Danilo Avelar, sobre como superou o período de críticas

Daniel Vorley/AGIF Daniel Vorley/AGIF

O anti-herói na visão dos rivais

Fagner é o tipo de jogador que transmite segurança aos companheiros de time e que também não faz questão de aliviar para os rivais. Extremamente regular, o jogador da seleção brasileira mostrou força tanto no ataque quanto na linha defensiva bem montada por Carille.

O lateral-direito é, principalmente pelo papel desempenhado na defesa, uma espécie de anti-herói na ótica dos adversários que teimam em rotulá-lo como violento. Sempre em cima da jogada, encarnou o espírito guerreiro tão venerado pelos torcedores alvinegros.

Prata da casa, Fagner dá início à sua sexta temporada seguida no Corinthians da forma que lhe é habitual, afinal já são cinco títulos com a camisa do clube alvinegro. Ao lado de Cássio, foi titular absoluto nas campanhas dos três títulos paulista. Ele virou também um dos líderes do elenco - na primeira final do campeonato, ele foi o capitão da equipe.

Ale Cabral/AGIF Ale Cabral/AGIF
Peter Leone/futura Press/Futura Press/Folhapress Peter Leone/futura Press/Futura Press/Folhapress

Clayson de 2019 é o Jadson de 2017

O Corinthians viu Jadson inconstante na campanha do tri, mas encontrou em Clayson um refúgio importante nos momentos decisivos. Quase imbatível no um contra um, o lépido atacante desequilibrou partidas importantes, sobretudo na reta final do campeonato.

Adaptado ao time de Carille, Clayson conseguiu apagar a má fase da segunda metade de 2018. Tal desempenho fez o jogador virar moeda de troca no mercado. Depois de uma negociação frustrada entre Corinthians e Atlético-MG, ele voltou aos poucos ao time até viver seu melhor momento no clube paulista.

Jadson, por sua vez, tornou-se um dos nomes mais importantes da conquista do Corinthians no Estadual 2017. Líder técnico do time alvinegro, o meio-campista fez a diferença na criação de jogadas e até fez gols importantes, como na primeira final do campeonato, contra a Ponte Preta, em Campinas.

O protagonismo de Jadson caiu um pouco na campanha do bicampeonato numa função um pouco distinta - versátil, o atleta atuou por dentro do meio-campo em vez de aberto à direita. Na trajetória do tri, o camisa 10 pouco contribuiu, mas mostrou sua importância como líder do elenco. A maior mostra disse aconteceu depois de um gol marcado na Copa do Brasil, após voltar de lesão. Naquela oportunidade, todo o time do Corinthians correu para abraçá-lo.

As caras novas no tri

  • Boselli

    O início do argentino no Corinthians ainda não corresponde à enorme expectativa criada em sua chegada. Vítima da excelente fase de Gustagol no início do ano, Boselli por enquanto não consegue se firmar. Mesmo assim é importante no grupo e humilde ao admitir sua condição de substituto.

    Imagem: Daniel Vorley/Agif
  • Manoel

    O zagueiro chegou ao Corinthians sem muito prestígio no início do ano e enfrentou críticas desde que virou titular. Aposta de Carille ao lado de Henrique, compensou as falhas individuais com gols em clássicos (contra São Paulo e Santos) e, aos poucos, melhorou.

    Imagem: Marcello Zambrana/AGIF
  • Vagner Love

    A função do camisa 9 no Corinthians hoje é muito diferente daquela exercida em 2015, quando ele era o homem-gol. Desta vez Love é como um 12º jogador, usado por Carille em diversas funções no ataque a depender da necessidade. Assim mostrou-se importante, um homem de confiança que só não joga todas porque já não tem idade para isso.

    Imagem: NEWTON MENEZES/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
  • Júnior Urso

    Peça importante no meio-campo, Urso assumiu função essencial como "elemento-surpresa" no ataque e virou titularíssimo assim que passou a ter condições de jogo. Encaixou no time de forma surpreendente e, apesar de não ter o mesmo protagonismo de volantes recentes do Corinthians, já caiu nas graças da torcida.

    Imagem: Daniel Vorley/AGIF
  • Sornoza

    O equatoriano já entrega o que dele se espera: assistências. É fortíssimo na bola parada e disparou como líder de assistências do 2019 corintiano (oito passes para gol). Ele é questionado pela baixa mobilidade, mas foi peça fundamental para criar chances em um time que preza pela força defensiva.

    Imagem: Ale Cabral/AGIF

As coisas acontecem naturalmente; sem ansiedade...Voltei muito mais tranquilo do que em 2015, quando queria fazer gol o tempo todo. Hoje quero ajudar, seja de qual forma for: marcando, correndo, tirando uma bola. Claro que quero fazer gols, é algo que fiz a vida inteira, mas ansiedade não tenho mais.

Vagner Love

Vagner Love

Eu saí da China com minha situação encaminhada para vir para o Brasil, e surgiram algumas coisas....Estava tentando assimilar o que fazer. Quando recebi a ligação (do Corinthians) mudou meu pensamento, independentemente de valores era aqui que eu queria estar. Esse lado venceu qualquer valor financeiro.

Junior Urso

Junior Urso

Se perguntasse a qualquer jogador que não joga, obviamente ele não está contente. Mas uma coisa é estar triste e outra é não apoiar meus companheiros. Estou aqui para somar sempre. O Corinthians não me paga para ser titular, me paga para estar entre os atacantes e poder jogar quando o técnico quiser.

Boselli

Boselli

Daniel Vorley/AGIF Daniel Vorley/AGIF

Aos trancos e barrancos

Um empate com o São Caetano em plena Arena Corinthians, com direito a um gol do último lance, deu a letra de como seria a campanha corintiana no Estadual 2019. O bicampeão começou o campeonato bem ao seu estilo, com sofrimento, tal como na reta final da edição 2018, marcada por viradas épicas e decisões por pênaltis.

O time demorou a engrenar, conseguiu certa estabilidade na segunda metade da fase de grupos, mas ficou perto de ser eliminado pela Ferroviária em Itaquera, depois de um empate por 1 a 1 no jogo de volta das quartas de final.

Naquele momento, Cássio surgiu mais uma vez para salvar o Corinthians. Nas semifinais, a equipe de Carille abriu vantagem sobre o Santos em um clássico movimentado na Arena. No jogo que valia vaga na final, a postura adotada pela equipe de Carille virou alvo de críticas.

Com pouquíssima posse de bola e raras finalizações, os corintianos viram pelo menos dois milagres de Cássio no Pacaembu, apesar do revés por 1 a 0 que levou a decisão para a marca da cal outra vez.

Na abertura da final, o jogo reativo veio mais uma vez à tona, assim como o papel de salvador do goleiro alvinegro. O Corinthians, no entanto, assustou o São Paulo no Morumbi. O empate sem gols com estádio lotado abriu caminho para a conquista em casa. Diante dos seus torcedores, o time corintiano venceu e levantou a taça pela terceira vez seguida.

  • Tropeço em Campinas diante do Guarani

    O Corinthians conheceu sua primeira derrota no Estadual logo na segunda rodada, diante do Guarani de Osmar Loss e depois do empate com o São Caetano na estreia. O revés foi de virada: Gustagol abriu o placar, mas viu o time de Campinas fazer dois gols ainda no primeiro tempo.

    Imagem: Eduardo Carmim/Photo Premium/Folhapress
  • Derrota para o Red Bull na Arena

    O Corinthians espantou a crise ao bater a Ponte Preta na Arena Corinthians e alcançar a sua primeira vitória no Paulistão. Na sequência, porém, o time de Carille voltou a decepcionar. O algoz da vez foi o Red Bull, que conseguiu vencer por 2 a 0 mesmo atuando em Itaquera.

    Imagem: Marcello Zambrana/AGIF
  • Pênaltis contra a Ferroviária

    Na reta final da fase de grupos, o Corinthians emendou seis partidas sem perder, com direito a uma vitória por 2 a 1 sobre o São Paulo. O sofrimento, porém, voltaria nas quartas. A equipe até arrancou um empate por 1 a 1 em Araraquara, contra a Ferroviária, mas não evitou os pênaltis na volta, na Arena.

    Imagem: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians
  • Retranca e sufoco contra o Santos

    Não foram poucos os que chamaram o clássico entre Santos e Corinthians no Pacaembu de massacre. Acuado, o time corintiano teve de se defender por quase 90 minutos. Cássio, diante disso, tornou-se herói outra vez. Depois de perder o jogo por 1 a 0, a equipe obteve a classificação nos pênaltis.

    Imagem: Marcello Zambrana/AGIF
Marcello Zambrana/AGIF Marcello Zambrana/AGIF

Rei dos clássicos

Corinthians de Carille fez história em 2017 e 2018 ao conquistar três títulos em menos 16 meses. No período, os corintianos mostraram uma imensa capacidade de crescer em jogos contra os maiores rivais. Não à toa o treinador ostenta um retrospecto impressionante em clássicos: são apenas quatro derrotas em 26 partidas.

Na temporada 2019 não foi diferente. As derrotas para os pequenos na primeira fase contrastaram com as vitórias sobre o Palmeiras no Allianz Parque e o São Paulo em Itaquera. Diante do Santos, também em casa, o empate sem gols persistiu por puro acaso, pois o time corintiano teve seu melhor desempenho até ali.

O dono da melhor campanha em clássicos manteve a chama acesa na partida de ida da semifinal ao bater o Santos por 2 a 1. A derrota na partida de volta foi o único resultado negativo dos corintianos, ofuscado pelo triunfo nos pênaltis. Na final, um empate por 0 a 0 no Morumbi deixou o Corinthians a uma vitória do tri. Em Itaquera, a conquista virou realidade.

Rodrigo Coca/ Ag. Corinthians Rodrigo Coca/ Ag. Corinthians

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