Espírito Brasileiro

Como todo brasileiro, Ricardo Rocha sofreu. Mas ele escolheu olhar para a vida sorrindo

Diego Salgado e Felipe Pereira Do UOL, em São Paulo
Simon Plestenjak/UOL

"A minha história é um pouco dolorida, velho. Meu pai vem de uma família de muito dinheiro. Pai dele era promotor e ele estava se formando em advocacia quando nasci. Minha mãe era empregada doméstica. Trabalhava na casa dele, engravidou. Então, colocaram ela pra fora.

Eu fui morar na casa de uma tia minha, que é uma segunda mãe. Eu cresci em San Martin, bairro de Recife. Via muito pouco o meu pai. Tinha um problema, algo que, para uma criança, era difícil entender. Fui criado até os dez anos longe dele.

Não quer dizer que eu não o via. Ele dava assistência, mas era um sofrimento. Doze, 14 pessoas dividindo dois quartos e um banheiro numa casa de taipa. Eu era novinho e ajudei a construir a casa. Mesmo muito pequeno, tenho uma vaga lembrança desses dias. Eu recordo, também, que uma vez a casa caiu. Uma tia minha foi soterrada. Por sorte, conseguimos tirar ela viva.

Foi muito sofrido. Eram problemas gravíssimos naquela época. Até de alimentação."

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O Ricardo que deu o depoimento acima é um pernambucano de 56 anos que superou a pobreza e virou o ídolo que você conhece como Ricardo Rocha, zagueiro do bigode campeão do mundo em 1994. Como você já percebeu, ele carrega o espírito brasileiro na alma: ele sofre, mas prefere levar a vida de forma leve, com o sorriso aberto.

Ricardo Rocha mudou seu destino com o futebol. Não foi fácil porque nunca é. Antes de despontar no Santo Amaro, de Pernambuco, ia a pé para os treinos. Quando conseguia, usava a bicicleta. Não havia dinheiro para o ônibus.

Chegou ao Santa Cruz em 1983, trocado por dez jogos de camisas, dez pares de chuteiras e 20 bolas. Alheio a isso, passou a brilhar e não parou mais. Com direito a uma passagem pelo Real Madrid oito anos depois.

O tetracampeão mundial em 1994 sabe que também teve sorte na trajetória sofrida. Por isso, prefere enxergar o lado bom da vida. Uma vida bem melhor do que a expectativa do garoto da década de 1960. "Hoje, as facilidades são imensas, mas aquilo me fortaleceu como homem."

Na pobreza, a mãe chora e o filho não vê

"Peguei minha mãe chorando umas duas ou três vezes. Eu não entendia. Pensava: 'Porra, não morreu ninguém!?'. Tinha dez, 12 anos. Com aquela idade, não compreendia o desespero. Fui entender mais velho, quando conversei com ela sobre algumas coisas. Nenhuma mãe quer que seu filho passe fome.

E minha mãe ainda ficava o dia inteiro fora, trabalhando de doméstica, chegava tarde. Na cabeça dela vinha muita coisa. Quem é pai e mãe sabe. Um dos medos é que lá no Nordeste, antigamente, tinha o cara do pão. Ele passava nas casas deixando pão e recebia por mês ou semana. Um dia ela desabafou comigo. 'Se o cara do pão não aparece, como vocês vão comer?' É foda.

Fome, fome eu não passei. Só que era tudo muito regulado. Por isso que, quando eu tinha 14, 15 anos, fazia bicos. Pintava uma casa, capinava com meu irmão. Coisas para você ganhar um dinheirinho e ajudar em casa.

Todo mundo falava para minha mãe: 'Esse menino tem 15 anos e podia trabalhar'. Ela não deixava. Respondia que logo eu ia ter 18 anos e uma vida toda de trabalho pela frente. Ela me apoiava no sonho de ser jogador. E eu caminhava seis quilômetros a pé para ir treinar no Santo Amaro. E outros seis para voltar. Todo dia.

Mesmo com toda dificuldade, minha mãe só me passava alegria. Era uma pessoa muito feliz. Tenho isso dela. Eu aprendi essa lição dela assim: 'Tá difícil, agora? Vamos mudar isso, vamos trabalhar'. Dentro das dificuldades, ela tinha este espírito e essa alegria. Ela é a minha grande inspiração."

Meu pai era maravilhoso. Cara bom, engraçado. Eu sei que aquilo não é culpa dele, também. Porque o pai dele abraçou todo mundo e disse: 'Eu não quero que ninguém saia'. É difícil. Eu dei uma vida diferente a ele. A gente morava em San Martin e já foi para Boa Viagem, que era o sonho dele

Sobre a relação com o pai

Beijo no asfalto

O pai de Ricardo Rocha morreu antes de o filho voltar para o Brasil com o tetra, em 1994. A pressão sobre a seleção era imensa naquele ano. Eram 24 anos sem ganhar a Copa do Mundo, em uma época em que os brasileiros se importavam muito mais com o futebol. O time parou em Recife pela importância da cidade na campanha - foi lá que, antes de enfrentar a Bolívia já pelo segundo turno das Eliminatórias, a seleção entrou em campo de mãos dadas pela primeira vez.

"Eu tenho uma foto daquele voo rasante e o povo esperando a gente de braços abertos. Um milhão de pessoas. O primeiro cara a descer com a taça de campeão do mundo fui eu. O Dunga era o capitão e disse: 'Não, não, Ricardo. A Fera, ele me chamava de Fera, vai descer com o troféu'. Então, eu desci e beijei o chão como o Papa".

A cena foi bonita, mas teve um problema: o chão estava fervendo. Os companheiros de seleção avisaram que ele podia queimar a boca, mas Ricardo Rocha fez troça. Disse aos corneteiros que qualquer coisa faria uma plástica, afinal, o momento permitia extravagâncias. Questionado se queimou a boca, ele desconversa.

"Ah, estava quente. Mas, assim, muito legal isso e como vocês estão lembrando desta história. É muito bom reviver tudo isto".

Chorando no chuveiro

O final foi feliz, mas Ricardo Rocha passou por maus bocados. O zagueiro titular da seleção não pôde fazer a Copa para a qual se preparou a vida toda. "Deixa eu te falar, esse foi um dos piores momentos da vida. Eu participei das Eliminatórias e tive a lesão no primeiro jogo da Copa. Quando senti a fisgada, meu Deus do céu! À noite, no quarto, esperei o Márcio [Santos, também zagueiro e seu companheiro de quarto] dormir e fui tomar um banho. Chorei muito."

No dia seguinte, um exame confirmou o que todos já sabiam. Ricardo Rocha precisaria de 15 a 20 dias para voltar a jogar. Os jogadores foram até ele manifestar apoio. A importância do zagueiro para o grupo era enorme e os atletas procuraram Parreira para manter o jogador no time. Quando a equipe era contestada nas Eliminatórias, foi dele a ideia de entrar de mãos dadas no Recife e mostrar união e entrega ao torcedor.

Respaldado pelo respeito dos pares, Ricardo Rocha sentiu que podia ajudar. A história da Copa é um resumo da vida dele. Havia motivos para chorar, mas, dono do espírito brasileiro, escolheu ser alegre. "Aquilo me reascendeu. Na primeira madrugada, chorei a noite toda. Mas 48 horas depois, falei: 'Se for para ficar aqui triste, prefiro ir embora. Então, vou voltar a ser melhor do que eu era ontem, mais brincalhão, passando confiança, sendo um cara de confiança dos jogadores, do treinador'. Isso foi seguindo toda a Copa do Mundo".

Romário não estava na lista de batedores

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Protagonista do tetra

Ricardo Rocha é associado a brincadeiras e histórias engraçadas. É verdade. Como também é verdade que sabe a hora de falar sério. Como poucos, ele conhece os caminhos para conduzir um grupo de jogadores. A liderança era tão grande que, mesmo numa seleção de jogadores cascudos como Dunga, Jorginho, Romário e Bebeto, era ele quem puxava as rezas e falava primeiro nas palestras.

"Na hora de brincar, vamos brincar. Na hora de trabalhar, vamos trabalhar. Eu tenho o limite da brincadeira. Eu sei onde é o limite".

A importância dele foi tão grande que ganhou abraço especial dos comandantes do time depois da disputa de pênaltis contra a Itália. "Quando a gente foi campeão do mundo, todos vibrando no estádio, eu recebo um abraço do Parreira, do Zagallo e do Américo Faria [coordenador da seleção]. Eles comigo ali, todo mundo chorando, felizes: 'Você é um grande campeão, você merece tudo isso. Você foi um cara espetacular com a gente'. Aquilo me emocionou muito porque às vezes você não é um protagonista, mas acaba sendo".

Quando a gente tá disputando a final, quando vai para os pênaltis, tem uma foto que resume toda a união que estou falando. Bebeto e vários jogadores sentados e TODOS estão de mãos dadas. Aquilo para mim é o seguinte: estamos cansados, estamos mortos, mas estamos juntos

Sobre foto que simboliza o espírito do time do tetra

A música do tetra, para os jogadores

AP/Luca Bruno AP/Luca Bruno

O problema na Copa de 1990

A Copa de 1990 foi marcada pela eliminação da seleção brasileira nas oitavas de final. A campanha do Brasil no Mundial da Itália está entre as piores da história. Titular do time de Sebastião Lazaroni, Ricardo Rocha admite que os problemas começaram antes mesmo da viagem à Europa.

"A gente saiu daqui sem ter uma definição de prêmio e isso foi muito ruim. Foi decidido lá. Aquilo mexeu muito com o grupo. Como é que vai ser dividida? A comissão técnica tem um preço, os jogadores tinham outro. Foi muito dolorido para todos nós", disse o ex-zagueiro.

Segundo ele, a experiência ruim se tornou um exemplo a não ser seguido quatro anos depois. Com muitos remanescentes, a derrota e a preparação de quatro anos antes serviram de aprendizado. "A gente sentiu na pele uma coisa que eu sempre digo: o ensinamento maior vem na derrota, não vem na vitória, porque na vitória você termina ganhando e esquece tudo que passou. Até problemas gravíssimos".

No Mundial dos Estados Unidos, a premiação foi dividida entre todos, do cozinheiro aos jogadores, do roupeiro aos integrantes da comissão técnica. E tudo foi definido ainda em solo brasileiro. Apertamos a mão. Não teve nem muita história. Você não fica rico ganhando uma Copa do Mundo com um dinheiro daquele. Não fica. Talvez você compre um apartamento, mas não fica milionário. Você ganha dinheiro com outras coisas", ressaltou.

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Chitãozinho e Xororó

Houve um tempo em que um corte de cabelo peculiar fez parte do futebol brasileiro. Jogadores entravam em campo com fios longos na parte de trás da cabeça. Os mullets eram moda no fim dos anos 1980 e começo dos anos 1990 e Ricardo Rocha era um dos ícones do visual.

Três décadas depois, o ex-jogador conta como o estilo se espalhou entre os boleiros. "Tem uma coisa, gente, que é importante nisso tudo. Chitãozinho e Xororó. A verdade é essa", disse Ricardo Rocha.

Quando jogava no Guarani, ele e outros jogadores costumavam visitar o sítio da dupla sertaneja para peladas ao lado dos cantores. A partir desses encontros os mullets começaram a se multiplicar, numa cópia do estilo da dupla. Ricardo Rocha aderiu ao corte em 1985 e só o deixou de vez em 1993 - até mesmo na passagem pelo Real Madrid o estilo foi mantido. "Era uma coisa simples, mas legal. Eu ditei moda, mas ditei através de Chitão e Xororó."

"O bigode é uma marca em mim"

Os mullets se foram, mas o bigode de Ricardo Rocha continua firme e forte. É tanto tempo que nem o próprio Ricardo sabe quando começou a carregar a marca. O ex-jogador conta que um dia resolver deixar e pegou gosto pelo estilo.

"Na verdade, é o seguinte: nada se cria, tudo se copia. Pegar os anos, vão trazendo ideias. Você olha assim e pensa: 'Pô, essa barba, esse bigode era de 1930, de 40, de 50'", ressaltou.

Na Espanha, o famoso bigode de Ricardo Rocha fez sucesso. Ele era chamado de "el bigode que juega". Havia também uma faixa com o desenho de um bigode. "Eu achei aquilo muito legal. O bigode é uma marca em mim".

Durante uma fase da vida, já como jogador aposentado, Ricardo Rocha resolver tirar o bigode. Voltou atrás na decisão depois de pedidos de pessoas que sentiram falta do velho estilo.

Dono de um dos bigodes mais famosos do futebol brasileiro, o ex-zagueiro pede mais exemplos no esporte. "É muito raro você ter um jogador só com bigode. Você tem a barba mais cheia, o cavanhaque, mas o bigode em si, aquela referência do bigode, não tem."

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Vaidade fez moda virar paixão

Ricardo Rocha concedeu a entrevista ao UOL Esporte com uma roupa pensada para a ocasião. A calça foi cuidadosamente escolhida para o tênis da Louis Vuitton. As cores combinavam com a camiseta azul e branca. A preocupação tem sentido: Ricardo Rocha é apaixonado por moda, desde os tempos de adolescente.

"Eu sempre fui muito vaidoso. Muito. Eu gosto de moda, acho fantástico. Eu gosto de acompanhar. Então, eu sempre gostei de me vestir bem, dentro das tuas possibilidades. Antes de começar, eu era um garoto que não tinha uma condição, mas eu sempre gostei", disse o ex-jogador, que tinha dificuldades de seguir tendências.

"Primeiro, por mais que você tivesse dinheiro, era tudo lá fora. No Brasil, era tudo muito restrito, em relação a carro, a vestimenta, a tudo. Tudo era difícil nos anos 80, quando eu comecei a jogar. Mas eu já acompanhava a moda naquele tempo."

Para ficar por dentro de tudo, Ricardo Rocha utiliza a internet, mais precisamente a rede social Pinterest. Segundo ele, as ideias são tiradas de lá e colocadas em prática no dia a dia. Tanto que a ferramenta é tratada como uma "salvação".

Certa vez, no São Paulo, Ricardo Rocha chegou ao CCT da Barra Funda com um macacão pouco usual. Muitos atletas ficaram olhando, mas isso não trouxe incômodo. Nas redes sociais a história foi diferente.

"Eu até brinco com isso, não tenho problema nenhum, eu levo isso na esportiva, mas muitos vieram duvidando da minha masculinidade por causa de um macacão. Eu fiquei olhando assim, eu falei: 'Meu Deus do céu. A pessoa pode não gostar, mas juntar as coisas'. Eu acho que cada um faz o que quer", frisou.

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Gosto um pouco amargo

Ricardo Rocha foi coordenador do departamento de futebol do São Paulo por quase um ano. Ele deixou o cargo em dezembro de 2018, depois de o time tricolor, que chegou a liderar o Brasileirão, deixar escapar até a vaga direta na Libertadores.

Para o ex-atleta são-paulino, a passagem como dirigente não foi ruim, mas poderia ser melhor. "A gente pegou um clube lutando há dois anos para não cair. Uma coisa que eu sei fazer bem, vou te falar. O que é que todos falam o que Ricardo faz [bem]? [Ser] de grupo, ali, aglutinar as coisas. Eu fui para isso. Ser o cara do Raí com a direção", explicou.

O São Paulo conseguiu ficar perto da final do Campeonato Paulista, mas acabou eliminado pelo Corinthians nos pênaltis, com um gol no último minuto. O desempenho deixou Ricardo Rocha animado. "Eu falei com o Raí: 'Estamos no caminho certo'. Porque aquele São Paulo que perdia toda estava sendo respeitado".

Algumas situações, porém, frustraram Ricardo Rocha durante o Campeonato Brasileiro. Uma delas o fez chegar à conclusão de que o time "não tinha espírito para chegar" ao título. Isso, segundo ele, causou espanto.

"O jogo contra o Paraná Clube. A gente empatou o jogo. Eu vi alguns jogadores falando: 'O time que vier aqui vai se complicar. Esse time do Paraná vai complicar'. Eu falei: 'Como é que é? O Paraná caiu, o Paraná caiu. Vocês tão equivocados. Vocês estão vendo um jogo que eu não estou vendo'".

Para o ex-jogador, o elenco do São Paulo tinha qualidade inferior aos de Flamengo e Palmeiras. E quando precisou de jogadores, não tinha. "Quando precisou do elenco, eles tinham elenco. A gente teve problema. O Everton se machucou em seu melhor momento, perdemos o Rojas e não teve essa mudança", afirmou.

Agora, eu tinha uma solução dentro do que eu acreditava. Como é que você muda isso? Com a base. Quando você tira um jogador da base. Isso aconteceu com todos, com Corinthians, com Palmeiras. O jogador da base vem amando esse clube, torcendo por esse clube, o lado de lá pode ter o dinheiro que for

Falando sobre o que pensava para o São Paulo

Dinheiro não quer dizer nada. Ajuda. O Flamengo não ganhou nada o ano passado com o dinheiro que tem. Então, às vezes, o dinheiro não te traz tanta felicidade de te dar certeza de ser campeão. Ele ajuda, mas não te dá. Como é que vai ser o campeonato? É quem gasta mais dinheiro? Não. Não é

Divagando sobre os rumos do futebol brasileiro

Faltou ambição aos jogadores do São Paulo?

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Proibido de falar

Na função de elo entre jogadores e dirigentes, Ricardo Rocha seguia uma ordem de não falar com a imprensa. Essa incumbência era de Raí. Por isso, o ex-zagueiro foi criticado por jornalistas.

"Quando você não ganha, vem a parte negativa. Alguns dos jogadores que hoje são comentaristas falaram isso. Isso me deixou muito chateado. Caras que jogaram comigo. Eu tinha uma ordem de não falar, o Raí falava. Eu acho que o São Paulo está certo. Eu trabalhei cinco anos na imprensa. Eu não preciso falar", disse.

A passagem pelo São Paulo foi abreviada por questões pessoais. Ricardo Rocha ressaltou que não era um problema grave, mas que era preciso cuidar mais da saúde. Ele tomou essa decisão ao analisar o destino da própria família.

"Eu perdi minha família muito cedo. Perdi um irmão em dezembro. Perdi um irmão antes com 40 e poucos anos. Perdi meu pai e minha mãe antes dos 60 anos. A vida é um alerta. Eu estou ótimo, fiz todos os exames, deu uma pressãozinha, algumas coisas, mas estou ótimo", frisou o ex-jogador, que assumiu um cargo de assessor no Criciúma, mas deixou o clube em março passado.

Rivais não são barreiras

Ricardo Rocha foi jogador do São Paulo, conquistou títulos importantes no clube e ainda teve a passagem como coordenador de futebol no ano passado. Apesar disso, não descarta trabalhar nos maiores rivais do time tricolor, porque é "profissional".

Uma passagem ocorrida num shopping da cidade de São Paulo também ajudou a chegar a essa conclusão. Na ocasião, torcedores de Corinthians e Palmeiras pediram selfies com ele.

"[Isso] me envaidece muito. Eu nunca tive problema com clube nenhum. Zero. Vasco, Flamengo, nada. E não vai ter. Sabe por quê? Porque de um lado tem um torcedor que você tem que respeitar", ressaltou.

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