Sincerona

Fernanda Venturini fala sobre política, seleção e casamento com seu estilo sem filtro

Luiza Oliveira e Léo Burlá Do UOL, no Rio de Janeiro
TV UOL

Fernanda Venturini chegou para a entrevista com o UOL Esporte com os cabelos arrumados em uma trança e um vestido leve branco. Pode parecer um visual simples, mas não era. Fernanda tem o ar natural de mulher poderosa. Nem precisava, mas o cenário marcado para a conversa, o clube Caiçaras, um dos mais elitizados do Rio de Janeiro e com uma vista deslumbrante para a Lagoa Rodrigo de Freitas, só aumentou essa impressão.

O problema é que ela não gosta do ar autoridade que impõe. Acredita que parece ser antipática, um pouco nojenta, até, para quem não a conhece. Bastou cumprimenta-la para perceber que ela é bem mais acessível do que parece. Fernanda faz o tipo sincerona. Não pensa muito antes de falar, não tem medo de se expor e nem foge de qualquer assunto. Fala tudo na lata, gostem ou não.

Eu tenho sincericídio. Eu sou 100% sincera. Aí o Bernardo: 'Olha o que você vai falar, hein!' Tudo o que eu falo dá polêmica".

No meio de opiniões francas, ela se revela uma pessoa engraçada que mistura os assuntos com facilidade - e que, definitivamente, não tem questões com autoestima. Nessa entrevista, ela relembra a carreira como uma das maiores jogadoras de vôlei do país, polêmicas, o badalado casamento com Bernadinho e, claro, política.

Daniel Marenco/Folhapress Daniel Marenco/Folhapress
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Uma revolução no vôlei

Venturini começou a carreira como atacante. Foi batendo na bola que ela jogou sua primeira Olimpíada, em Seul-1988. Pouco depois, percebeu que teria mais sucesso como levantadora e não teve medo de mudar. O resultado? Ela revolucionou a posição e se tornou a única brasileira entre as quatro melhores jogadoras do século XX, de acordo com a FIVB.

"Eu gostava de fazer jogada. Hoje, você vê aquele voleibolzinho muito café com leite, uma coisa arroz com feijão. Eu não. Eu gostava de fazer between, desmico. Eu acho que eu dei um up nisso porque, hoje, as levantadoras são muito quadradinhas, não tem essa coisa. Naquela época, o vôlei era mais legal de ver".

"Eu treinava muito. Chegava mais cedo e saía. Treino, treino, treino. Saía de férias, levava uma bola pesada e fazia repetições. Vivia aquilo: 'Quero ser a melhor e vou ser a melhor'. Ralei pra caramba, tanto que hoje tenho uma hérnia fodida, dois joelhos fodidos, porque gastei".

Fernanda também exalta o trabalho em conjunto com o técnico Bernardinho, hoje seu marido, que foi levantador e havia trabalhado na Itália. "Tem a Fernanda antes do Bernardo e a Fernanda depois do Bernardo. Ele entrou e mudou toda a metodologia de treinamento. E depois que a gente começou a namorar, aí que eu treinava mais. Eu acho que ele sentia meio que uma culpa, inconscientemente. Igual ao Bruno. O Bruno treinou muito mais que os outros".

Meus amigos falam: "Nossa, você levou tanta gente ruim para a Seleção". Imagina! É que eu botei Denise na seleção, botei a Bia na seleção. Jogadoras que não tinham tanto destaque, mas que comigo se tornavam um destaque. Jogavam comigo nos clubes, a gente ganhava, a pessoa crescia e acabava indo para a seleção

Sobre sua contribuição às colegas

Eduardo Knapp/Folhapress Eduardo Knapp/Folhapress

"A cubana ia matar a Ana Paula"

Fernanda Venturini fez parte de uma das principais gerações do vôlei brasileiro nos anos 90. Colecionou vitórias, polêmicas e protagonizou duelos quentes contra a seleção de Cuba. O mais marcante foi na semifinal das Olimpíadas de Atlanta, em 1996, em que o Brasil perdeu e as jogadoras chegaram a se agredir em quadra. Mas ela se lembra também de um episódio no Grand Prix da China.

"Em Xangai, tinha umas cortinas antes de você chegar no vestiário. Eu estava entrando e a Regla Torres estava atrás da cortina esperando a Ana Paula. Sabe quando a pessoa fica escondidinha assim? Só que eu cheguei antes, a vi e gritei: 'Sai correndo!'. Porque a mulher ia pegar ela, mas ia matar ela. Ela era gigante, ela dá duas da Ana Paula. Tiveram cenas dessa briga que eu falava: 'Ai meu Deus'".

"Quando ia jogar com Cuba era um estresse dentro e fora quadra, mas nunca foi comigo a briga. Mais a Ana Paula, a Ana Moser e a (Márcia) Fu um pouco. Eram as três contra elas. E a gente ficava na retaguarda".

Curiosamente, no início dos confrontos brasileiras e cubanas tinham uma relação de amizade. "Se a gente não tivesse incomodado, nunca ia mudar nossa relação. Acho que a partir do momento em que a gente conseguiu jogar com elas de igual para igual. Não era mais 3 x 0 rapidinho, acho que elas pensaram: 'Epa, vamos separar as coisas'".

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A geração que abriu caminho para o ouro

A geração de Ana Moser, Márcia Fu, Ana Paula e Fernanda abriu caminho para a seguinte, bicampeã olímpica em 2008 e 2012. Na visão da ex-levantadora, a decadência de Cuba no cenário mundial, o legado que aquele grupo deixou e a mudança de mentalidade dos treinadores transformaram o vôlei feminino do Brasil.

"As cubanas pararam, Cuba ficou ridícula depois. Dali já virou e o Brasil começou a crescer. O Brasil foi medalha de bronze, mudou a mentalidade dos treinadores. O Bernardo chegou na seleção e ele já tinha mais treinamento, mais musculação. As jogadoras que eram dos clubes já levaram isso. Na seleção foi parando uma, as mais novas entraram e pegaram esse final da minha geração. Já estavam com experiência e aí foi fácil".

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"Não era para eu ganhar medalha de ouro"

Uma das derrotas mais duras da vida de Fernanda Venturini foi nas Olimpíadas de Atenas em 2004. Ninguém esquece o fatídico jogo contra a Rússia, na semifinal, em que a seleção teve várias chances de vencer a partida ao fazer 24 a 19 no terceiro set, mas acabou derrotada. A levantadora era uma das mais experientes do grupo e responsável por distribuir as bolas.

"Foi dura (a derrota) porque a gente teve tanta chance, né? Era para fazer um ponto e a gente não conseguia fazer. Foi triste", conta. "Eu como levantadora que decidia as bolas. Na minha carreira, 90% eu acertei, mas uns 10% eu errei. Então, lógico, algumas derrotas eu tive. Isso faz parte".

Apesar disso, Fernanda tem uma maneira prática de lidar com a vida. "Eu nunca deixei de assumir os meus erros. Eu acho que a pior coisa é quem não assume os erros. Eu perdi, pronto, acabou. E assumo. Vai mudar alguma coisa? A bola vai voltar? O ponto vai voltar? Não vai. Deixa, ué... Perdeu, perdeu. Não tem mais nada para falar".

Muitas daquelas atletas acabaram se tornando campeãs olímpicas em Pequim nos Jogos de 2008. Fernanda já não estava na seleção. Mas isso não é uma frustração. "Gente, não era para eu ganhar medalha de ouro. Não era, pronto, acabou. Não era para eu chegar à final. Quem sabe na outra encarnação... Não me faz menor ou maior essa medalha de ouro. Eu não me sinto menos ou mais por isso. Não me atinge".

Problemas com Zé Roberto

A maneira que foi, não foi às claras. Para mim, tudo tem que ser às claras. Eu odeio coisas que ficam obscuras. Eu sou muito direta. Se eu gostar de você, você vai saber. Se eu não gostar, eu não vou gostar. Não fico escondida, fingindo. Mas não é uma coisa que me afetou, que estragou a minha vida

Sobre não ter ido para as Olimpíadas de 2008

O namoro com Bernardinho

Wallace Barbosa/AgNews Wallace Barbosa/AgNews

"Já falaram que apanho em casa"

A vida de Fernanda Venturini fora das quadras desperta curiosidade especialmente pelo casamento com Bernardinho. "Todo mundo fala: 'Nossa!' Lembra a época que ele berrava, brigava? Falavam: 'Apanha em casa!' Achavam que eu apanhava em casa. Era punk. E quem convive com ele em casa vê: é um lorde. Não tem problema nenhum, super calmo. Muito tranquilo, muito, muito".

Na vida familiar, é Fernanda quem dá as cartas e toma todas as decisões. "Ele não dá palpite em nada. Eu posso fazer o que quiser. Já fiz três obras e a única coisa que ele queria era um chuveiro com pressão. Eu marco as viagens, ele nunca pagou uma conta de luz, de água, ele não sabe quanto custa. Agora tem que renovar os seguros do carro, eu que vou ver. Tudo eu que faço e eu organizo. Eu gosto. É uma pessoa superfácil de lidar. Tudo está bom, não reclama de nada. Ele compra roupa quase nunca, não compra nada, não gasta dinheiro. Ele tem que ser estudado".

Bernardinho muitas vezes ficou distante até da criação das filhas. "As meninas cresceram e ele nem viu. Hoje a Júlia tem 17 anos, já está uma mulher. Aí ele: 'Mas você vai nessa festa não sei aonde?'. Falei: 'Bernardo, você está chegando agora e você quer sentar na janelinha?'. Sabe assim? Graças a Deus ela é super independente, super responsável", brinca ela.

O perfil de líder se estende à vida profissional do marido. Ela dá palpites no Sesc-RJ, time que ele comanda, sem pudor. "Eu falo: 'Nossa, podia fazer isso, fazer aquilo'. A bola da Kosheleva (ponteira) tem que ser mais alta, no teto. Ela fica encolhida batendo. Me irrita profundamente porque, cara, levanta a bola para essa mulher! Me dá uma aflição. Às vezes mando um WhatsApp para a Roberta (levantadora): 'Faz isso, faz aquilo'. No jogo, eu queria ter megafone: 'Tira essa! Bota outra! Não sei quê'. Ah, dá uma aflição!"

Bruno Miranda / Folhapress Bruno Miranda / Folhapress

Jogou com filhas recém-nascidas

Fernanda teve duas filhas durante a carreira e nunca teve dificuldade para conciliar maternidade e trabalho, dilema comum a tantas mulheres. A rotina após o nascimento de Júlia, hoje com 17 anos, e Vitória, 9 anos, foi facilitada por ter uma estrutura que lhe dava tranquilidade.

"Nunca foi um peso. Eu sempre lidei muito bem com isso. Nunca tive problema para jogar, nada. Que nem eu te falo, eu não acho nada problema. Eu sou prática. Então arrumei uma casa boa, babá, arrumei não sei o quê. E aí fui".

Após a primeira gravidez, Fernanda voltou às quadras quando Júlia tinha apenas seis meses para jogar no Finasa, em 2002. "Me ligaram do Finasa, que não tinha ganhado a Superliga ainda. O Bernardo abriu um olho desse tamanho: 'A Júlia pequenininha e você vai voltar a jogar?'. Falei para a minha enfermeira: 'Você vai comigo?' 'Vou!' 'Então vamos embora!' Fomos com a Júlia e ganhamos o título. Eu voltava do treino e amamentava".

O retorno ao trabalho depois que a caçula Vitória veio ao mundo também foi supetão. "O Bernardo ficou sem levantadora, né? Porque a Dani Lins saiu, a Fofão estava em outro lugar, a outra que vinha não veio... Aí estávamos em Angra em um final de semana de férias, ele falou: 'Estou sem levantadora'. Eu falei: 'Ai meu Deus, vai sobrar para mim!' Foi quando eu voltei a jogar".

Eu falei: 'Vamos chamar ela de Vitória. Vai ser menina'. Porque a gente teve uma vida vitoriosa, em todos os sentidos. Então a Vitória é uma homenagem. E acabou que agora ela vai ser jogadora de vôlei. Me salvei da Júlia, mas a Vitória acho que não, vai ser

Sobre a escolha do nome da filha caçula

"A política ia acabar com meu marido"

A família mais badalada do vôlei brasileiro se engajou na política recentemente. Bernardinho se filiou ao Partido Novo e estava inclinado a aceitar o convite para se candidatar ao Governo do Rio. Mas Fernanda vetou o projeto. Ameaçou se mudar do país com as filhas caso ele aceitasse. Acreditava que não teria tranquilidade para viver no Rio de Janeiro.

"Eu falei: 'Você pode entrar, eu vou com as meninas para os EUA, ou para Portugal. Eu vou para algum lugar'. Imagina ter que andar com segurança? Vir aqui com segurança? Não ia poder sair para pedalar na Vista Chinesa e ia ter um segurança atrás de mim. Isso é vida? Isso não é vida. Ele tem que pensar que hoje ele tem uma família, três filhos e não é tão simples assim".

Fernanda se interessa por política. Foi uma figura engajada nas últimas eleições, é adepta da ideologia de direita, faz duras críticas ao PT e diz que é preciso fazer uma limpa no país que está "corrompido pela corrupção em todas as áreas". Ela ainda acredita que o marido possa contribuir para o país, mas diz que ele não teria estômago para lidar com as mazelas do cargo.

"Ele ia começar a cortar tudo que está de errado. E a gente sabe: quanta gente morre por causa disso? Quem começa a tentar a se meter no vespeiro. Imagina querer se meter com miliciano, com traficantes? Ele não aguentaria. Por poucas coisas que se desgastou na vida já teve quase um câncer no rim. Para ele, bandido é bandido, não vai falar com você. Sinceramente, ia acabar o meu marido".

"Ele fala: 'Imagina eu responsável vendo alguém morrer no hospital? Você acha que eu ia conseguir dormir?'. Umas coisas que a gente acha um absurdo as pessoas não estão nem aí. Ele não, ele ia se sentir a pessoa mais culpada. Então não dá, não combina o Bernardo com a política nesse sentido".

Matheus Reche/Futura Press/Folhapress Matheus Reche/Futura Press/Folhapress

Bolsonaro recusou seu presente

Ela é defensora do presidente da República Jair Bolsonaro e até conta um episódio inusitado em que deu a ele um livro de presente em um encontro campanha. O mimo, no entanto, foi 'recusado', mas Fernanda viu com bom humor.

"Eu levei um livro para ele, que é um livro famoso da Suécia porque lá os governantes lavam a louça, fazem tudo. Aí ele falou: 'Fernanda, você acha que eu vou ler? Não tenho tempo'. Eu falei: 'Então me dá o livro de volta'. É muito sincero. É pá, pum, isso que é bom. Porque ele ia levar o livro, aí ia ficar o livro lá jogado e muita gente quer ler esse livro".

O episódio é tratado com bom humor por ela, que fecha um pouco a cara quando a conversa vai por um caminho sobre a polarização do país. Como toda bolsonarista, a ex-levantadora defende algumas medidas do presidente, como nomear Sergio Moro para o Ministério da Justiça, e não disfarça seu desprezo pelos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff: "Odeio o PT".

As últimas eleições deixaram marcas em alguns relacionamentos de Fernanda e no contato com os fãs. Ela ganhou seguidores ao declarar seu apoio a Bolsonaro, mas também calcula que perdeu 3 mil fãs no Instagram.

A homossexualidade no vôlei

"Acho errado Tifanny jogar"

Recentemente, Bernardinho se envolveu em uma polêmica na discussão de gêneros com a jogadora Tifanny . Ao ver a atleta do Bauru acertar uma bola em uma partida contra seu time, o comandante do Sesc-RJ escorregou: "Um homem. É f..."

Fernanda foi mais delicada do que o marido e vê o tema como complexo. Mas acredita que a jogadora leva vantagem em quadra. "Você vê a força que ela tem. Por mais que ela tenha tirado 'o coiso', mas os hormônios, a força dela perto de outras jogadoras... Acabou de jogar como homem", diz.

Ela afirma que não permitiria que a atleta jogasse se tivesse direito a um voto. "Eu acho errado. Eu, se tivesse que votar, acho que não poderia jogar. Daqui a pouco vai ter um time, vai ter uma liga só disso. No futuro vai calhar isso aí. Porque tem muita gente mudando de sexo".

Mas logo depois muda sua opinião sobre o tema que considera complexo. "Eu acho que é complicado. Mas, também, vai impedir a mulher de jogar? A mulher, né? Vai impedir? É difícil. Ainda não dá. Ainda não tem uma liga para ela jogar, né? Então deixa ela jogar".

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As muitas faces de Venturini

Fernanda relembra com carinho a sua trajetória vitoriosa no vôlei. Mas tão logo deixou a carreira nas quadras, tratou de dar um novo rumo na vida e logo encontrou no ciclismo um meio de seguir ligada à atividade física.

"Já fiz provas. Eu vou lá no Cristo, volto, uma coisa mais light. É uma coisa que eu adoro fazer. Eu adoro pedalar, você conhece o mundo pedalando, você vê o mundo, você sobe aquela Vista Chinesa e você vê milhares de pessoas. É uma loucura, como cresce, assim, todo dia".

E o um hobby também compartilhado por Bernardinho virou um modo de ganhar dinheiro. Ela é sócia de uma loja de bicicletas e acaba de se associar a Luísa Jucá, famosa no meio por organizar provas da modalidade. Fernanda agora vai lançar uma linha de macaquinhos (malha usada por ciclistas) com a sua assinatura.

Outra face de Fernanda foi também exposta no programa de Ana Maria Braga na TV Globo. Ela participou do quadro de culinária Super Chef Celebridades. Admite não ter intimidade com as panelas, mas a experiência fez com que se interessasse pelo assunto.

"Tocou o telefone: 'Oi, Fernanda, aqui é do Super Chef. Você quer participar?' Eu falei: 'Eu não cozinho nada'. 'Mas é isso mesmo, é de personalidades'. Tem uma amiga minha que é cozinheira, tem um buffet, aí eu fui lá e ela me ensinou a fazer o primeiro prato: peixe com batatas. Cara, eu estava indo bem, só que aí eu caí com o Minotauro, votação na internet. Mas foi muito legal".

Marcos Michael/Folhapress Marcos Michael/Folhapress

"Me acham nojenta"

Fernanda sabe que tem personalidade forte. E acredita até que carrega consigo uma fama de ser uma pessoa antipática. Ela atribui essa sensação à primeira impressão que causa nas pessoas.

"Quando eu chego, minha apresentação é antipática. Eu não tenho uma chegada boa. As pessoas me acham nojenta... Mas é porque eu sou quieta, sou na minha, eu fico mais observando, depois que eu vou falar, entendeu?".

Mas ela contrariou a fama de difícil ao longo da conversa e, entre muitas gargalhadas e algumas interrupções em sua linha de raciocínio, se mostrou especialmente entusiasmada com o tema esoterismo. A ex-jogadora é do tipo que adora astrologia, tem fé nos búzios e no tarot. "Eu sou biescorpianina, com Lua em Leão. Adoro tudo que é esotérico. Se você falar que tem uma cartomante ali, eu vou pegar o telefone e eu vou. Já fui em milhares".

Ela até perguntou aos repórteres sobre seus signos e ascendentes, fez comentários de "expert" no tema e ainda deu uma dica. "Se você gosta de cartomante, eu vou te passar uma. É boa. Lá em Engenho de Dentro. Muito boa, a mulher é um fenômeno. Eu vou voltar nela porque eu quero saber se o time do Bernardo vai ou racha, né?".

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