Ultimato

Ícones de uma geração, Marta, Cristiane e Formiga podem ter sua última chance em uma Copa do Mundo

Ana Carolina Silva Do UOL, em Montpellier (FRA) Arte/UOL

As três jogadoras de futebol mais respeitadas do Brasil não são fominhas, mas também não dividem recordes. Tem um para cada. Aos 33 anos, Marta está isolada no topo por ter sido eleita a melhor do mundo seis vezes; aos 34, Cristiane é a maior artilheira da história dos Jogos Olímpicos entre homens e mulheres; e Formiga, aos 41, vai para sua sétima Copa do Mundo, marca que nunca foi alcançada no futebol, feminino ou masculino. Mas este trio não é eterno.

Antes delas, nunca tínhamos chegado tão longe. Sem elas, para onde podemos ir? A pergunta que tem sido feita há algum tempo não admite mais adiamento. Cristiane comunicou ao mundo que esta será sua última Copa; Formiga já chegou a se aposentar da seleção, mas voltou atrás ao descobrir que o técnico Vadão não saberia o que fazer sem ela. Marta, por enquanto, diz que não se decidiu sobre o futuro.

Nas vozes e nos pés de jovens atletas como Geyse, Ludmila e Brena, que têm entre 21 e 24 anos, uma nova geração da seleção brasileira começa a pedir passagem. Mas o esporte respeita o ciclo natural da vida, e a experiência das veteranas pode valer ouro. Talvez valha aquele ouro desejado por elas em todos estes anos. Em uma viagem no tempo, o UOL Esporte conta histórias divertidas e emocionantes do passado das três e apresenta possibilidades do que está por vir.

Arte/UOL
Daniel Rosini

Marta chorava. Era saudade

Hoje em dia, Marta chora ao falar sobre as dificuldades que teve de enfrentar na vida e como torce para que as futuras craques da seleção tenham um caminho mais fácil. Mas a camisa 10 sempre teve perfil de quem se emociona com relativa facilidade - a diferença é que, na adolescência, ela parecia ter "raiva da vida" e se mostrou muito tímida quando chegou ao Vasco aos 14 anos.

"Ela chorava, e a gente sabia que era saudade. Ela era firme, mas estava triste. Ela já era habituada a ter pouco dinheiro, só que desta vez estava sozinha", conta Helena Pacheco, primeira treinadora de Marta no clube cruz-maltino. "Isso a deixava com muito medo das coisas. Era muito calada fora de campo, só olhava para a bola e respondia tudo com monossílabos: sim, não, não sei."

A professora acredita que a dor preparou aquela menina para os obstáculos que teria pela frente. "Foi ela quem quis deixar Dois Riachos [sua cidade natal, em Alagoas] e ir para o Rio de Janeiro. O talento dela é grande, mas a coragem sempre foi tão grande quanto. Coragem, talento e vontade é a combinação perfeita. Ela tinha um sentimento de tristeza, de saudade, e muita vontade de aprender tudo. É um diferencial dela", exalta Helena.

A ex-treinadora explica o que chama de "raiva da vida": Marta tinha pressa para triunfar. "Ela tinha um olhar de 'quero muito vencer, e, para poder vencer, eu tenho de aprender rápido e aprender tudo'. Então essa 'raiva da vida' que eu falo era a fome de vencer. Meninas carentes comem como se fosse o último prato do dia, da semana. Nós tínhamos de vigiar para que elas entendessem que teriam comida todos os dias. Demorou seis meses para a Marta entender que seria alimentada, teria segurança."

Emoção ao falar sobre a evolução do futebol feminino

Daniel Rosini

Cristiane era chamada de Zôio

A formação de René Simões ensinou o ex-técnico da seleção brasileira a não gostar de apelidos, principalmente quando há carga pejorativa. Ao chegar ao grupo para Atenas 2004, onde ganhou medalha de prata, o treinador descobriu que o elenco chamava Cristiane de "Zôio". Ficou tão incomodado que decidiu conversar com a atacante, mas foi surpreendido com a descoberta de que ela gostava da brincadeira.

O técnico ainda se lembra do que ouviu: "Não, professor, eu gosto! Se você olhar o meu material, em todos eu escrevo Zôio, não escrevo Cristiane". A craque tinha um problema em um dos olhos que a impedia de enxergar com perfeição; por isso, tinha dificuldade para levar seu futebol para os dois lados do campo. René procurou Rogério Neves, então médico fisiologista da seleção.

Cristiane e Elaine, conhecida como Baiana, foram levadas para São Paulo e ganharam lentes adequadas às suas necessidades. "Eu estava dando treino na Granja Comary quando elas voltaram e pularam em cima de mim, me derrubaram. A alegria delas era muito grande. Diziam que estavam vendo o mundo diferente. A Cristiane passou a jogar para os dois lados", conta René.

"Essa é a história da Zô, que acabou sendo esquecida como Zôio e passou a ser chamada de Cris Rozeira, que é muito mais agradável. Eu não gostava de Zôio e fico feliz por ter ajudado a acabar com esse apelido, que não era legal", comemora.

Sonhos com Copa do Mundo e ouro olímpico

Para mim, jogar a última Copa com Marta e Formiga... Tem o ano que vem ainda, né! Vamos tentar a Olimpíada. Mas vai ser tenso não jogar com essas duas. A gente está desde o comecinho, a Fu [Formiga] mais ainda. Vou sentir muita falta de jogar com as meninas

Cristiane, atacante de 34 anos

Daniel Rosini

Formiga manipulou um "tribunal"

Formiga é uma das mulheres gigantes da história do futebol, mas um simples pedido de entrevista feito por qualquer repórter pode fazer com que ela se encolha, abaixe a cabeça e diga algo como "não quero, não", enquanto ri como uma menina encabulada e quase indiferente ao próprio sucesso.

Ela também é a mais "moleca" de todas; quem convive de perto com Formiga a descreve como brincalhona e gozadora. Uma de suas vítimas foi a goleira Marlisa, conhecida como Maravilha. "A Formiga escondeu a bola de tênis da Mara, que ficou louca quando viu que não estava mais lá", relata René Simões.

Para casos como esse, havia um tribunal na seleção feminina. Kátia Cilene era juíza, Tânia Maranhão e Juliana Cabral atuavam como promotoras, e Milene Domingues era presidente do júri. Mas até mesmo a Justiça de brincadeirinha operava sob influência de Formiga. Em uma reviravolta, a vítima Mara foi a julgamento ao lado de Pretinha e Renata.

"Quem nadava no júri era a Formiga, ela mandava em todas na sacanagem. Ela arrumou para que a Pretinha e a Renata fossem absolvidas, e a Mara considerada culpada. Fazia parte da sacanagem dela com as outras. A Mara era toda certinha, não errava em nada e era intelectual. Foi hilário, criatividade pura", recorda René.

Festa surpresa para a Fu

A alegria contagia as mais novas, que acabam chegando meio retraídas. Eu brinco para deixar à vontade, mas também puxo a orelha. Falo para elas: 'isso aqui não é um parque'. Mas eu brinco porque elas, mais novinhas, têm de pagar alguma coisa... Se eu paguei quando era nova? Não, graças a Deus não paguei, não. Já era tempo de mudar isso [risos]

Formiga, volante de 41 anos

Arte/UOL Arte/UOL

Caravana da meia-noite para o McDonald's

O supervisor de futebol feminino da CBF, Romeu Castro, ri ao se lembrar de uma história que viveu com a seleção.

"O Mundial de 1995, na Suécia, foi a primeira viagem internacional de Formiga, a primeira competição. Em Helsingborg, nós estávamos em uma época do ano em que havia o fenômeno do sol da meia-noite. Você tinha o entardecer, escurecia um pouco por volta das 22h30, e às 23h45 já estava saindo o sol de novo. E o blecaute não funcionava. No hotel da seleção sempre acabava entrando um pouco de luz nos quartos.

E aí você tinha a caravana da meia-noite para o McDonald's [risos]. Porque as meninas não conseguiam dormir, acordavam no meio da madrugada, e lá perto tinha o McDonald's. Elas ficavam no pé da comissão técnica para poder comer um lanche no McDonald's à noite.

Elas não aguentavam. A comissão não podia deixar todo mundo sair, obviamente, mas existia a caravana da meia-noite. Às vezes, acontecia às 2h ou 3h da manhã para as meninas comerem alguma coisa, porque ninguém mais conseguia dormir com aquela luz do sol entrando pela janela dos quartos."

Ronald Martinez/Getty Images

Marta não é jogadora de grupo?

René Simões diz ter ouvido coisas ruins sobre Marta antes de assumir o comando da seleção. Hoje em dia, o técnico explica que as histórias negativas partiram de uma pessoa da CBF cujo nome não quis citar, mas que, segundo ele, maltratava as meninas. Antes de saber disso, porém, o treinador desconfiou da camisa 10 nos primeiros dias de trabalho.

Como só havia um roupeiro, o Serginho, para todo o elenco, René combinou com as atletas que todas o ajudariam a carregar as malas e sacos com equipamentos. Para agilizar o trabalho, ele criou uma brincadeira contra o cronômetro: elas tinham de tentar bater o recorde de tempo. Ele ainda não conhecia Marta pessoalmente e teve seu primeiro encontro com ela no aeroporto.

"Quando eu olhei, ela estava ao telefone, no orelhão. Eu bati nas costas dela e disse: 'Boa tarde, e as malas?'. Ela disse que já estava com a mala dela. 'Não, eu estou falando das malas e equipamentos da equipe toda'. Ela desligou o telefone e foi ajudar. Aí no primeiro dia [de trabalho] com ela vi um comportamento exemplar, fazendo tudo o que as outras faziam", relatou.

No terceiro dia, ainda desconfiado, René a chamou para conversar. De acordo com ele, este foi o papo:

- Marta, senta aqui. Você está querendo enganar a quem?
- Como, professor? Como querendo enganar?
- Eu soube das suas histórias todas, e você não é isso que está mostrando para mim. Qual é a história?

Marta riu.

- Professor, eu vim muito novinha para a seleção. Quando eu cheguei aqui, queriam me obrigar a fazer tudo o que não cabia a mim. Eu me rebelava mesmo, eu brigava, dizia que não tinha de fazer, que só ia fazer aquilo que eu vim para fazer, que é jogar futebol. E nada mais do que isso.

"E aí ela ficou com esse rótulo. Mas a menina é excepcional. Isso tudo que aparece quando ela chora, quando ela diz essas coisas sensíveis, é a verdadeira Marta. Foi muito legal. Tivemos um relacionamento maravilhoso", fala René.

Jose Breton/NurPhoto via Getty Images

Lição na juventude

Em 2017, Neymar chocou o mundo ao discutir com Cavani, então responsável por cobrar os pênaltis do Paris Saint-Germain -- o brasileiro acreditava que deveria ser o batedor oficial da equipe. Marta viveu algo muito parecido quando era ainda uma adolescente em início de carreira, no Vasco. "A Marta queria fazer tudo: bater corner, falta, queria fazer tudo", conta Helena Pacheco, ex-treinadora do clube. Ela relaciona esta vontade excessiva à pressa que a jogadora tinha de vencer na vida.

"Eu tinha uma batedora de pênaltis no time sub-17, a minha camisa 9. No primeiro jogo que nós tivemos, houve um pênalti. A Marta pegou a bola para bater. Nós falamos: 'Não, você não bate pênalti'. Ela falou: 'Mas eu também sei bater', como se a questão fosse essa. Eu avisei que a batedora oficial era outra: se houver outro pênalti, você bate. E pênaltis não são o forte da Marta até hoje. Ela tinha muita vontade de crescer, queria aprender e fazer tudo, mas teve de entender que não estava sozinha no time", relata.

Helena sabe que a melhor do mundo aprendeu a lição, e hoje ri com a história. "Foi divertido para a gente, mas duvido que ela tenha achado divertido naquele momento. Ela queria tirar a bola da mão da batedora! Quando a chamavam de bicho do mato, ela aceitava na boa. Em campo, ela mandava em tudo, não tinha nada de bicho do mato. Sorrir, para ela, era difícil. Só sorria quando ganhava chuteira nova. Agora ela ri à beça, que bom."

Arte/UOL Arte/UOL
Nicholas Kamm/AFP

São Bernardo vibrou com Cristiane

A história não é muito conhecida pelos moradores do ABC Paulista, mas a região foi palco dos primeiros gols de Cristiane.

"Tinha meninas de todos os lugares na minha escolinha. Na época, tinha uma menina que morou dois anos aqui em São Bernardo no alojamento das meninas, que é a Cristiane da seleção. Ela jogou com a gente, então a gente ganhava tudo. Era um time espetacular. Ela é de Osasco, mas morou aqui por dois anos. O alojamento era uma casa no bairro do Baeta Neves", contou em 2015 o antigo técnico de Cris, Luís Carlos Campioto.

Formada no São Bernardo, a craque foi convidada a desfilar pela cidade em um carro de bombeiros em 2003, após a conquista do Pan com a seleção. Ela fez questão de levar o time junto, de acordo com relato feito por Campioto. Ele morreu em fevereiro de 2018 aos 53 anos durante uma cirurgia cardíaca. Na época, a jogadora escreveu em seu perfil no Instagram: "Ele foi nosso treinador, amigo, paizão e uma pessoa de grande coração".

O veículo percorreu a rua Marechal Deodoro, no centro de São Bernardo do Campo, para que a medalha fosse exibida. O resultado para a região foi instantâneo: "Aí o que aconteceu? Com essa mídia toda da Cristiane, tinha emissora de televisão direto aqui. O Baetão lotava de criança. Foi um negócio maravilhoso!" O assédio era tão grande que até a família de Campioto sofreu: "A minha esposa estava de saco cheio, não aguentava mais responder perguntas sobre Cristiane".

Vincent Yu/AP

"Formiga" para valer

Formiga chegou à seleção em 1995, aos 17 anos, e se mostrou introspectiva durante a preparação para os Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996. Ciente de que a jovem gostava de doces e nem sempre era liberada pelo nutricionista, o técnico Zé Duarte teve uma ideia: fazer jus ao apelido da volante Miraildes.

"Ele tinha um carinho paternal por ela, tinha muito cuidado. Ele carregava uma bolsinha com o dinheiro do pedágio. Ela pegou a manha: tinha uma cantina nos locais de treinamento, e ela ficava de olho na bolsinha do Zé. Ele deixava umas moedas a mais, além do pedágio, para que ela pudesse pegar e comprar um doce, um chocolatinho. Ele escondia a bolsa para só ela achar", lembrou Romeu Castro, rindo.

Nova geração se espelhou no trio

Eu acho que está vindo uma geração nova e muito boa. Mas vai ser difícil para algumas atletas... Como posso dizer isso? Vai ser difícil para qualquer atleta ocupar o lugar de Marta, Cristiane e Formiga um dia

Geyse, atacante de 21 anos

  • A ex-velocista

    Ludmila se identifica com Cristiane, é veloz como ela e tenta observá-la nos treinamentos em busca de exemplos. A jovem atacante deve este atributo ao atletismo, esporte que ocupava sua cabeça antes de descobrir o amor pelo futebol. Depois de passar parte da infância em um orfanato, a vida de atleta a salvou de um caminho ruim que tentava seduzi-la "em todo canto, a todo momento": muitos amigos da atacante morreram por causa de drogas, além de sua irmã mais velha. Capoeirista, Ludmila mostra independência na forma como relata sua vida, mas a história fez com que Marta passasse a agir como uma "irmã mais velha" na seleção. "Eu não gosto muito de falar do meu passado no dia a dia, mas a Marta veio falar comigo e disse que gostou muito da minha história, e que tem um carinho muito grande por mim. Isso é bom, porque ela também passou por dificuldade. Não foi igual, mas ela sabe. Eu me senti bem acolhida", disse.

    Imagem: Jose Breton/NurPhoto via Getty Images
  • Alagoana como ela

    Quase 300 quilômetros separam Dois Riachos, terra em que Marta nasceu em Alagoas, de Maragogi, cidade-natal de Geyse. Aos 21 anos, a atacante fez impressionantes 49 gols em 28 jogos pelo Benfica, de Portugal, e é a mais jovem das 23 atletas convocadas por Vadão. "Eu me sinto privilegiada por estar no meio delas, era um sonho desde criança. Quero aproveitar ao máximo e aprender. Sempre vi os jogos delas pela TV, e hoje estou aqui com elas para participar de uma Copa do Mundo! Ainda nem acredito", disse a caçula do elenco. No entanto, a atacante ainda não quer imaginar como será uma seleção sem o trio que o Brasil aprendeu a respeitar. "Prefiro nem pensar nisso. Eu queria participar de várias Copas ao lado das três, mas pelo visto não vou ter essa honra novamente", contou a tímida Geyse, que tem como principal referência a veterana que mais combina com sua personalidade: "Eu admiro muito a Formiga dentro e fora de campo. Ela brinca bastante comigo, é super de boa. É séria, mas é sempre brincalhona", disse.

  • Nova melhor volante

    O desempenho de Brena com a camisa do Santos a fez ser eleita a melhor volante do Campeonato Brasileiro 2018. Agora, aos 22 anos, ela defende o norueguês Avaldsnes e sonha em voltar à seleção no próximo ciclo - Vadão não a levou para a Copa. Entre os torcedores, há quem diga que ela deveria ter sido chamada para revezar com Formiga na função. "É uma honra as pessoas cogitarem essa ideia. Eu tenho a Formiga como ídolo, então imagina como é ser apontada como possível substituta dela no futuro? Mas mantenho meus pés no chão. Assim como a Formiga fez a história dela, espero poder fazer a minha como Brena", disse. Formiga tem 41 anos, 19 a mais do que Brena, e vai para a sétima Copa do Mundo de sua carreira, mas não é a única que inspira a jovem volante. "A força de vontade que elas têm... A gente que joga futebol feminino toma muita pancada de diversas pessoas que não sabem o que a gente passa. Elas sofreram muito e nunca desistiram, e hoje a gente tem mais espaço, estrutura. A gente tem de ser grata a elas sempre", afirmou a ex-santista.

Defina Marta em uma palavra

Neste vídeo, atletas mais jovens da seleção tentam descrever a camisa 10

A gente busca não conversar sobre isso porque é triste. Marta, Cristiane e Formiga? Vai ser difícil ter outras jogadoras como elas. Vamos aproveitar este momento, que é especial para todas nós e para o Brasil todo. Dá uma tristeza

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