Dez anos incomodando

Uma década de Neymar como melhor do Brasil e com ninguém indiferente - marcadores, críticos, seguidores...

Bruno Freitas, Gabriel Carneiro e Napoleão de Almeida Do UOL, em São Paulo
Arte/UOL

Já faz dez anos da estreia profissional de Neymar, acredita?

O atacante entrou no lugar do colombiano Molina aos 14 minutos do segundo tempo contra o Oeste, em jogo do Santos no Pacaembu, pelo Paulistão em 7 de março de 2009. Ainda tinha o corpo franzino de um menino de 17 anos e não ostentava nenhum penteado ousado. Mas logo colocou uma bola no travessão. Primeiro sinal de que era especial.

Depois de um primeiro ano de oscilação, o jovem nascido em Mogi das Cruzes (SP) despontou como um cometa a partir de 2010. Ainda adolescente, começou a acumular troféus de campeão, façanhas individuais e uma multidão de fãs. Paralelamente, não conseguiu se livrar de controvérsias: sobre transferências, provocações em campo, agitos na vida social e rumores sobre namoradas.

Pois é, faz dez anos que é impossível ficar indiferente a Neymar no Brasil. 

Numa era de escassez de talento no futebol brasileiro, o ex-santista sobra como o melhor de sua geração, sem contestações. Pelo contrário, chega até a inspirar debates sobre hierarquia histórica lado a lado com nomes como Ronaldo, Ronaldinho, Romário e Zico.

Em uma década, Neymar jogou duas Copas, faturou um ouro olímpico, venceu a Libertadores com o Santos, a Liga dos Campeões com o Barcelona e se tornou o jogador mais caro da história ao reforçar o Paris Saint-Germain. Hoje, aos 27 anos, já não é mais um "menino". Mas certamente ainda tem um bom tempo para incomodar e triunfar por aí. 

Craque

Mesmo para quem não simpatiza muito com Neymar é difícil negar: o camisa 10 da seleção é um jogador fantástico. E nem é necessário se ater ao currículo de títulos. Muito além dos números, o atacante é um dos poucos do futebol atual que carregam aquela aura de "pode decidir uma partida sozinho". 

Quem não lembra da histórica virada do Barcelona sobre o PSG na Liga dos Campeões? Foi o dia em que Neymar, ainda no time espanhol, comandou a goleada por 6 a 1 no Camp Nou, tendo Messi como um coadjuvante. Mais atrás, no Santos, foram incontáveis os jogos em que o então Menino Ney fez a diferença.

Neymar transcende um único momento iluminado, desses eternizados no Prêmio Puskas - que ele também já ganhou. Ainda aos 27 anos, a estrela do PSG caminha rapidamente para alcançar a artilharia histórica da seleção e se coloca entre os grandes. Pelé tem 95 gols marcados, enquanto Neymar já contabiliza 60 com a amarelinha. Recentemente, a revista Placar causou alvoroço na mídia nacional ao eleger o atacante como o melhor jogador do país desde que Pelé se aposentou, à frente de Ronaldo, Romário, Rivaldo e Zico. Será muito para ele?

Raio-X dos gols

  • 369

    como jogador profissional

    Imagem: Leandro Moraes/UOL
  • 60

    pela seleção (4º maior artilheiro da história)

    Imagem: Pedro Martins / MoWA Press
  • 9

    contra o São Paulo, jogando pelo Santos

    Imagem: Reprodução
  • 7

    contra o Palmeiras, na época de Santos

    Imagem: Reprodução
  • 4

    contra o Corinthians, jogando pelo Santos

    Imagem: Reprodução
  • 3

    contra o Real Madrid, jogando pelo Barcelona

    Imagem: Reprodução
  • 3

    nos duelos contra a Argentina pela seleção

    Imagem: Cristiane Mattos/Reuters
  • 49

    jogando pelo PSG, seu atual time

    Imagem: Anne Christine Poujoulat/AFP

Mascarado

Aos 18 anos, Neymar ofereceu ao público uma faceta inesperada ao ofender Dorival Júnior em campo, quando o então técnico do Santos impediu o jovem de cobrar um pênalti. "Estamos criando um monstro", disse René Simões, treinador da outra equipe, o Atlético-GO, em frase que viraria emblemática na trajetória do craque.

"Quando um atleta famoso se porta daquele jeito, ele passa uma mensagem de que 'a lei não é para mim'. No Brasil que vivemos, esse é o sentimento que tem sido passado para a juventude: se eu sou político, cantor, jogador, sou rico, a lei não é para mim", analisa René Simões.

Neymar às vezes coloca em xeque sua condição de estrela por deslizes antidesportivos. O atacante Nunes é outro que se envolveu em polêmica: ele tomou um chapéu e foi alvo de uma tentativa de carretilha quando defendia o Botafogo-SP. Era uma jogada sem muita objetividade, na linha de fundo. No dia seguinte, Nunes disse que se segurou para não agredir o santista.

Ele provoca bastante, até o adversário cometer um erro. Talvez seja uma malandragem, para o adversário cair na pilha. Às vezes funciona, às vezes ele próprio é prejudicado, como foi nessa última lesão."
Nunes, analisando o estilo de Neymar e entendendo um pouco melhor o antigo rival

Reprodução Reprodução

Carta de René Simões

René enviou carta a Neymar após um comentário de Hebe Camargo sobre o caso de 2010. "Mexeu comigo. Não agredi ele; falei: 'mal-educado desportivamente'. Sei que ele leu e disse que estava tudo bem. Mas nunca nos falamos".

Reprodução Reprodução

Duelo com Nunes

Em um lance do jogo Santos x Botafogo-SP em 2013, Neymar parou na frente de Nunes e colocou as mãos na cintura. Em seguida tentou dar uma carretilha no marcador. "Falta de respeito", falou o adversário na época

Reprodução Reprodução

Choro para provocar

Em jogo do Campeonato Francês, o craque foi comemorar um gol na frente de uma faixa da torcida do Nîmes que dizia: "Neymar chorão da Copa 2018". Fingindo chorar, o ídolo foi festejar bem na frente dos torcedores locais

Rebelde

A característica de confrontar a norma estabelecida rendeu a Neymar a fama de rebelde. Entre as correntes críticas, há dúvidas sobre sua seriedade esportiva. Para João Ricardo Cozac, presidente da Associação Paulista da Psicologia do Esporte, o ídolo colaborou para a construção desta imagem graças a "atitudes evitáveis".

"Há alguns exageros que poderiam ser minimizados, de atitudes que são absolutamente evitáveis e que acabam desnecessariamente expondo a essas críticas mais agudas. Algumas reações, sorrisos irônicos para arbitragem, cavando falta, fazendo faltas e tomando cartão com dez minutos de jogo eliminatório... são comportamentos danosos, imaturos emocionalmente, que muitas vezes lembramos do menino Neymar, com 17 anos", diz.

A espontaneidade de Neymar também gerou uma série de comportamentos fora de campo que muitos viram como rebeldia - com uma perspectiva positiva, inclusive. Ao ser contratado pelo Barcelona, por exemplo, acatou a uma sugestão do clube de investir em penteados mais discretos, abandonando o moicano loiro que desfilava nos meses anteriores.

Pedro Martins/Mowa Press Pedro Martins/Mowa Press

Cabelo

O fato de Neymar ter levado cabeleireiro à Rússia para a Copa motivou críticas. Na verdade, cada cabelo novo era visto como marca de rebeldia, indisciplina ou subversão. Já teve moicano, trancinhas, fios descoloridos, tiara, raspado, cacheado, rastafári, topete...

EFE/Alberto Estévez EFE/Alberto Estévez

Dancinhas

Comemorar gol com dancinhas coreografadas é outra marca de Neymar desde o Santos. Mesmo no Barcelona, quando se cobrava mais seriedade, elas estavam lá. Apesar de já ser um carimbo do ídolo, ainda há debates que tratam as dancinhas como imaturidade

Ostentador

Neymar ultrapassou a barreira de jogador. Ele se aventura em outras áreas sem relação com o futebol: participa de shows de amigos cantores, é empresário, modelo, gamer, ator em comerciais e até em novelas - participou de três produções na TV Globo: Malhação (2010), Aline (2011) e Amor à Vida (2013/2014).

O craque não se omite de ostentar, seja no visual, na fama ou no dinheiro.

Nas últimas semanas, por exemplo, mostrou um relógio cravejado de diamantes da coleção dele da grife italiana Gagà Milano - um de seus patrocinadores. Ele também já ostentou tênis, carrões, jatinho, mansões e festas. Seu aniversário de 27 anos teve comemoração em Paris mesmo com o jogador em tratamento, de muletas. 

Reprodução/Instagram Reprodução/Instagram

As viagens são um capítulo à parte na fama de ostentador. Um dos lugares preferidos é Fernando de Noronha. Também exibe várias fotos em frente ao seu jatinho

Thomas Samson/AFP Thomas Samson/AFP

A última festa de aniversário em Paris foi também uma data comercial para patrocinadores, em que houve inclusive lançamento de um novo fone de ouvido

Reprodução/Instagram Reprodução/Instagram

Uma imagem associada ao luxo: o jogador é dono de uma coleção de relógios e ainda tem contrato até 2020 com uma marca que lança itens assinados por até R$ 150 mil

Divulgação Divulgação

"É difícil um atleta como ele, Cristiano Ronaldo e Messi não estarem expostos tendo todo o seu dia a dia na mídia. Fui atleta em outro momento, mas sei que é parecido. Quando você joga em clubes como Real Madrid e Flamengo a pressão é diária e automática. Eu sempre tentei que meu comportamento fosse o máximo introvertido para fugir de polêmicas. Porque, se você entra na polêmica e alimenta, ela podia até ser tranquila, mas vai se tornar uma coisa maior. Não existe só jogador de futebol."

Sávio, ex-jogador e dono de empresa de gerenciamento de imagem de atletas

Julgado

O brasileiro não dá valor ao seu ídolo. Vou em Portugal e o Cristiano Ronaldo é idolatrado. Na Argentina, o Messi tem toda a moral. Mas aqui no Brasil o Neymar é linchado. Por que? Por que ele é bom? Por que é um orgulho nacional? Por que é cercado de amigos? Por que é um dos maiores do mundo? Por que é o mais caro? Não consigo entender

Léo

Léo, ex-companheiro de Neymar no Santos

Tem sempre alguém apontando o dedo para Neymar e isso revolta os amigos.

O ex-lateral Léo, que atuou com o ídolo no Santos e é casado com uma assessora do craque, expõe esse sentimento: "Você não precisa enaltecer, mas faz uma crítica que não vá muito de encontro ao cara. Se faz uma crítica ao seu trabalho é normal, mas sempre vão além, usam termos que não cabem."

Os julgamentos se acumulam: ele se joga demais, 'pipoca' em decisões, quebra a harmonia dos elencos, quer ser celebridade, não leva a carreira a sério, não está pronto para ser capitão da seleção, errou ao jogar no PSG, é mal assessorado...

Estrela

Antes mesmo de chegar ao futebol europeu, Neymar já era tratado como um grande nome internacional do futebol. No Velho Continente, depois de um estágio de quatro anos ao lado de Lionel Messi, o brasileiro tomou uma decisão arrojada, radical para muita gente. O craque da seleção optou por deixar a sombra do argentino no Barcelona para ser a grande estrela do Paris Saint-Germain.

Tudo em nome do topo, ou seja, pelo posto de melhor do mundo. Mas há quem acredite que furar o domínio de Barça e Real no prêmio da Fifa é quase impossível, ainda mais tentando levantar um time que ainda não sabe o que é grandeza.

Mas, antes mesmo de reclamar a coroa de melhor do mundo, Neymar precisa ser unanimidade dentro de casa. Em Paris, o brasileiro ganhou recentemente a concorrência de Kylian Mbappé, jovem goleador de apenas 20 anos, destaque da França na conquista da Copa do Mundo de 2018.

AFP PHOTO / OLIVIER MORIN AFP PHOTO / OLIVIER MORIN

Na Fifa: perto, mas nunca no topo

Neymar "escoltou" Messi e Cristiano Ronaldo entre os finalistas do prêmio da Fifa em duas oportunidades: foi 3º lugar em 2015 e 2017. Foi sua melhor performance na disputa individual até aqui.

Na última edição, marcada pelos desempenhos na Copa da Rússia, Neymar não conseguiu ficar nem entre os dez primeiros. Foi a primeira vez desde 2011 que o atacante não foi mencionado.

Mimado

Um capitão de seleção se apresentar à comissão técnica com roupas extravagantes não combina com os padrões convencionais do futebol, mas faz sentido no mundo de Neymar. Desde o começo, o atacante se chocou com algumas normas estabelecidas. E, quando chegou a hora de lidar com as consequências, escondeu-se.

Técnico da seleção brasileira, Tite já defendeu seu jogador. Assim como companheiros de time. Até mesmo a alcunha de "menino Neymar" mostra isso. Quantos jogadores, além dele, foram chamados assim até os 27 anos? Parece ser fruto de todo um universo criado em sua volta para protegê-lo - incluindo uma série de amigos que está sempre por perto. Os parças, como são chamados, recebem salários,viajam com o jogador, moram com ele em Paris e defendem o amigo de críticas sempre que essas aparecem.

Sem falar na relação com o pai, sempre contestada por analistas, que costumam ver interferência exagerada do chefe da família na condução da carreira do filho.

Não à toa, o espírito de "menino mimado" pode aparecer, às vezes, em campo. Fingir que vai ajudar um adversário a levantar do gramado e depois recolher a mão colabora para criar essa imagem. Passar reto em direção ao vestiário sem saudar a torcida do seu time - aquele mesmo que pagou milhares de euros para contar com o seu talento - também.

Neste quesito, a imagem mais recente de Neymar é a da Copa de 2018, em que o brasileiro teve disseminada a fama de "cai-cai". Foram muitos os memes, as críticas de ex-jogadores e, no fim, a sensação de reputação esportiva arranhada. E como ele respondeu? Fazendo um meme ele mesmo, em que mandava as pessoas atrás dele caírem.

Quem já "cornetou"

Reprodução Reprodução

Eric Cantona

"Sem mais trapaças. Sem mais lágrimas de crocodilo. Sem mais narcisismo. Deixem-nos amar o Brasil como costumávamos"

Getty Images Getty Images

Joey Barton

"É a Kim Kardashian do futebol. Neymar não é o melhor jogador do mundo, vimos na Rússia. É um fenômeno publicitário"

Reprodução Reprodução

Casagrande

"O futebol é coletivo. O Neymar ainda não tem o tamanho de um Maradona, de um Messi, de um Cristiano. Os brasileiros se iludem"

Influente

Uma dancinha na comemoração de um gol pode turbinar uma carreira artística que se inicia. Qualquer comentário em redes sociais certamente virá acompanhado de repercussão. Neymar uniu carisma pessoal e uma equipe eficiente a seu lado para construir uma marca pessoal poderosa.

O jogador do PSG tem atraído uma legião de marcas patrocinadoras. De remédios a bebida energética, empresta seu rosto a uma série de produtos e serviços, que tentam pegar carona na imagem descolada do astro do futebol. 

Assim, cada passo nesses últimos dez anos parece atrelado a alguma estratégia de marketing calculada, seja colocando uma chuteira em cima da testa dentro de campo, escolhendo o tema da festa de aniversário ou se defendendo das críticas em uma Copa do Mundo que deixou a desejar. 

As marcas adoram

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Fast food

Neymar Júnior em uma ação especial para o McDonald's

Reprodução Reprodução

Remédios

O craque divulga a farmacêutica brasileira Sidney Oliveira

Reprodução Reprodução

Site de pôquer

Como garoto-propaganda internacional da PokerStars

Francisco Seco/AP Francisco Seco/AP

Neymar S/A: a engrenagem por trás do jogador

A NR Sports e a N&N Consultoria compõem o grupo responsável por gerir todos os aspectos extracampo da imagem e carreira do jogador. No malabarismo estão relações com clubes, patrocinadores, seleção brasileira e imprensa, com palavra final sempre de Neymar pai. O UOL Esporte foi fundo na engrenagem da "Neymar S/A", em cerca de três meses de acompanhamento intenso da estrutura que, em 12 meses entre 2014 e 2015, por exemplo, movimentou R$ 62,4 milhões.

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Popular

Justin Bieber, rappers e outras estrelas da música adoram tirar fotos com Neymar. O atacante também é adorado por estrelas da NBA. No Brasil, frequentemente é visto junto de celebridades do entretenimento, do pagodeiro Thiaguinho a atores da Globo.

Nos últimos anos o brasileiro sempre esteve entre as personalidades com maior número de seguidores nas redes sociais. Só no Instagram são 111 milhões - praticamente 9 Madonnas!

Mas a vida social é só um reflexo da popularidade criada e cultivada dentro de campo. Virou rotina para Neymar, por exemplo, inspirar aglomerações e histeria a cada parada da seleção brasileira mundo afora, não importa que seja na África, na Rússia ou pelas Américas. Assim, mesmo sem dominar o idioma inglês, o brasileiro virou uma celebridade internacional peso-pesada.   

Reprodução/Instagram Reprodução/Instagram

Estrelas brasileiras

Com Anitta e Marina Ruy Barbosa. Mesmo antes de namorar Bruna Marquezine, Neymar já era um queridinho das celebridades

Ezra Shaw/Getty Images Ezra Shaw/Getty Images

Meu parça Hamilton

Neymar encontrou um parceiro à altura para badalar em festas na Europa ou eventos nos EUA: o campeão da F-1 Lewis Hamilton

Reprodução Reprodução

Na TV americana

Para ir aos talk-shows dos EUA sendo estrangeiro, só se você for uma celebridade top. Neymar conseguiu no Jimmy Kimmel Live!

Arte/UOL

Inconsequente

O Carnaval de Neymar rendeu polêmica neste ano. Em recuperação de uma fratura no quinto metatarso do pé direito, o craque foi liberado pelo PSG por dez dias e seguiu tratamento no Brasil. Mas, no meio do caminho, tinha o Carnaval... e o brasileiro aproveitou. Três dias após tirar as muletas, ele marcou presença em um camarote de Salvador e foi filmado enquanto dançava. A coreografia chamou atenção, porque Neymar desceu até o chão e mostrou desenvoltura.

Dois dias depois, Neymar foi à Marquês de Sapucaí e causou rebuliço. Até um novo affair apareceu: a cantora Anitta, com quem chegou acompanhado para os desfiles das escolas de samba do Rio. O jogador deixou o local de madrugada, cercado por amigos. Novamente, as atitudes do atleta foram tema de debate sobre seu compromisso com o time. O ídolo acompanhou ontem, na França, o jogo entre PSG e Manchester United, pela volta das oitavas de final da Liga dos Campeões.

Band/Divulgação Band/Divulgação

"Ninguém pode falar de você. Você pode ir no Carnaval. Qual o problema? O que você não pode é falar que está machucado do metatarso de novo, não pode jogar, e fazer o que você fez. Se você está desse jeito, tinha condições de jogar a Liga dos Campeões. Vai para a terceira Copa do Mundo e nós estamos falando de você como celebridade, e não como jogador. O que eu falei é o que eu penso. E se você ganhar a Copa do Mundo não faz mais do que a sua obrigação. Só que o Brasil faz o quê com você, o Tite? Dá a faixa de capitão. Aê, Tite! O seu capitão estava em Salvador arrebentando até aqui embaixo. O Neymar era para ser melhor que Cristiano Ronaldo e Messi, só que o Neymar não é jogador, ele é celebridade. E outra coisa: ele é mimadinho, não pode falar dele porque o papai fica bravo."

Neto, apresentador da Band, em comentário no programa "Os Donos da Bola"

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