Vítimas do Ninho do Urubu

A história do incêndio no CT do Flamengo, o segundo maior acidente do futebol brasileiro

Do UOL No Rio de Janeiro e em São Paulo
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A comunidade de Vargem Grande, zona oeste do RJ, acordou na madrugada de sexta-feira, 8 de fevereiro, com o soar de alarmes de emergência. Labaredas altas já tomavam conta de parte do Ninho do Urubu, o Centro de Treinamento do Flamengo. Mais precisamente, no alojamento destinado aos times de base do clube, habitado por jogadores de 14 a 17 anos.

O Corpo de Bombeiros, acionado às 5h17 da manhã, chegou ao local em pouco mais de 20 minutos. Em menos de uma hora, as chamas haviam sido totalmente apagadas. Tempo insuficiente para evitar a tragédia. Dez pessoas morreram e três foram feridas, uma delas em estado grave com cerca de 40% do corpo queimado - foi o segundo maior acidente do futebol brasileiro, atrás da queda do voo da Chapecoense, em 2016. 

De luto, a comunidade esportiva prestou solidariedade ao Flamengo e às famílias afetadas pelo incêndio, enquanto autoridades e imprensa trabalhavam para tentar compreender o que aconteceu. Relatos iniciais apontam para um suposto curto-circuito no sistema de ar condicionado do alojamento, que teria pegado fogo durante o sono dos jogadores.

Contamos aqui a história dos jovens que tiveram o sonho de uma vida no futebol interrompido abruptamente e do CT, palco do acidente.

O acidente

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Quem eram as vítimas?

Foram dez mortes no Ninho do Urubu, jogadores que acumulavam títulos e seguiam em busca do sonho de chegar ao elenco profissional do Flamengo. A reportagem confirmou os nomes diretamente com parentes e entidades próximas às vítimas.

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Samuel Thomas

Jovem quis dormir no CT para viajar à Baixada Fluminense no dia seguinte

Samuel Thomas de Souza Rosa, 15 anos, era morador de São João do Meriti e preferiu ficar no centro de treinamento do Flamengo porque iria para a cidade natal no dia seguinte. Não fez a viagem porque morreu no incêndio.

Familiares demonstraram tristeza no Facebook. "Mais um sonho interrompido priminho te vi pequenininho e hoje, um rapaz, Deus te chamou", escreveu Monique Magalhães. Leonardo Santana também era parente e foi mais passional.

"Nunca me senti tão impotente na minha Vida! Hoje vocês estão lendo uma postagem de um homem que perdeu um dos seus maiores Amores da Vida. Meu Neguinho, Meu irmãozinho".

Eram estas pessoas que Samuel iria visitar. A noite, antes de dormir, ele conversou com Sebastião Rodrigues, tio dele, via WhatsApp. Recebeu algumas instrução de como jogar no dia seguinte e terminou a conversa prometendo colocar em prática o que leu.

"Ele disse: "Benção, tio, vou fazer o que você me pediu", contou Sebastião Rodrigues em entrevista ao SporTV.

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Arthur Vinícius

O "sobrinho" de Felipe Melo

O zagueiro Arthur Vinicius tinha uma forte ligação com Felipe Melo. O volante do Palmeiras mandava chuteiras e mensagens de aniversário ao jogador, que faria 15 anos neste sábado (09).

A conexão se dá porque Felipe Melo e o pai do garoto era melhores amigos - os dois moraram juntos quando o volante jogou no Cruzeiro. Arthur perdeu o pai, assassinado, quando tinha apenas 4 anos. A relação de carinho com o atleta palmeirense cresceu. "Amanhã comemoraríamos seu aniversário", disse Felipe Melo em mensagem em rede social lamentando a morte do jogador.

Arthur começou no futebol aos 10 anos, quando chegou às categorias de base ao Volta Redonda. O bom desempenho despertou o interesse do Flamengo, que incluiu o atleta em seu elenco em 2017. As boas atuações continuaram e, no ano passado, o zagueiro foi convocado para a seleção brasileira.

Uma coincidência é que o garoto fazia aniversário no mesmo dia da fundação do clube onde começou, o Volta Redonda. Por este motivo, o presidente da equipe do Vale do Aço cancelou as festividades.

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Athila

Atacante falava com o pai todas as noites antes de dormir

O pai do atacante Athila Paixão, 14 anos, falou pela última vez com o filho horas antes da tragédia. "Ele ia treinar, eu ia junto. Ele ia jogar e eu ia junto. Dava gosto vê-lo jogando. Toda noite falava com ele. Só dormia quando eu falava com ele. Eu perguntei como ele estava, falou que estava bem, que ia treinar no Maracanã", contou Damião Santos Paixão, em entrevista ao SporTV.

Damião e Athila eram da cidade de Lagarto, no Sergipe. Arielson Bezerra, que treinou o garoto na escolinha Geração Futuro, em Lagarto, definiu o atacante como "rápido e habilidoso". Ele conhecia o atleta desde os 12 anos. O atacante estava no Flamengo desde abril de 2018.

O pai, claro, era só elogios ao filho. "Desde pequeno, era um cara muito habilidoso, diferenciado. Participou de uma escolinha em Lagarto, depois foi disputar uma Copa Zico há pouco mais de um ano. Quando chegou lá, mais de dois clubes se interessaram".

A morte de Athila foi confirmada pela empresa responsável por gerenciar a carreira do jogador. "A CMK Sports acordou de luto ao saber da tragédia ocorrida no centro de treinamento de base do Flamengo. Ficamos estarrecidos ao saber que entre as vítimas fatais estava o nosso garoto Athila Paixão. Ele era um garoto alegre, com ótimo coração e com um futuro brilhante para se tornar um grande jogador e, o mais importante, uma grande pessoa", falou a empresa em nota oficial.

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Gedinho

Dois dias de Fla e trajetória meteórica

O atacante Gedson Santos, 14 anos, havia chegado ao centro de treinamento do Flamengo há somente dois dias. A morte do menino foi confirmada pelo Athletico Paranaense. Ele experimentava uma trajetória meteórica: tinha fechado com o clube de Curitiba no final do ano passado. Levado ao Rio de Janeiro pelo empresário, foi bem nos treinos e ficou para um período maior de testes no Flamengo.

A morte do garoto comoveu a cidade de Itararé (SP), onde nasceu e moram os pais. Houve várias manifestações de solidariedade e um post da tia Quézia Florêncio Beltrão lamentando a tragédia recebeu inúmeros comentários de solidariedade.

Gedinho, como era chamado pelos familiares e amigos, também foi homenageado pelo meia Marcos Guilherme, que jogou pelo São Paulo e Athletico Paranaense. Além de passagem pelo clube de Curitiba, os dois são de Itararé. "Exemplo este garoto que está na foto, Gedinho, da mesma cidade que eu, Itararé, com os mesmos sonhos que os meus, que hoje infelizmente se encerraram com esta terrível tragédia", escreveu Marcos Guilherme.

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Rykelmo

"Pensava o bem do próximo", diz prima

Rykelmo Viana iria subir de categoria na base do Flamengo em 2019. Não deu tempo. A prima do segundo volante do Flamengo contou ao UOL sobre a personalidade do jogador de 16 anos.

"Ele era uma pessoa que pensava o bem do próximo, o pai dele fala com a boca cheia o orgulho que ele trazia para eles, uma pessoa incrível. Ele focava pois queria ajudar a mãe dele e seus irmãos. Isso me faz lembrar que ele era uma pessoa incrível e que só queria o bem, pensava no futuro", comentou Nicole Cristina Leme, prima.

A última foto de Rykelmo em sua rede social foi ao lado de Gabigol, recém-contratado no rubro-negro e espelho para qualquer jogador de base e símbolo do que ele gostaria de se tornar um dia.

O volante usava a camisa 8 no Flamengo. Nascido em Limeira-SP, Rykelmo estava há 3 anos no Flamengo. Antes do clube carioca, atuou pela Portuguesa Santista.

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Bernardo

"Educado e de ótima família", diz treinador

Bernardo Pisetta tinha 14 anos e grande currículo para a idade. O atleta passou por Avaí e Athetico antes de chegar ao Flamengo, em 2018. O goleiro foi descoberto para o futebol por Lucas Klein, hoje técnico da base do Figueirense. Na época, em 2015, o atleta jogava futsal em Indaial (SC). Foi o início da carreira promissora do menino que tinha como principal característica a disciplina e educação.

Lucas Klein fazia parte da comissão técnica do Avaí na época. "Conheci Bernardo jogando futsal e convidamos ele para integrar o sub-11. Em janeiro de 2016, viajamos para uma competição no Rio Grande do Sul, passamos uma semana no alojamento, era um menino muito educado, de uma família ótima", comentou o treinador em entrevista ao UOL.

"Tinha grande potencial técnico para crescer no futebol. No retorno deste torneio ele acabou se transferindo para o Athletico. Principalmente pela dificuldade da família em acompanhar os treinos do Avaí em Florianópolis. Ele era muito novo ainda, mas sempre acreditamos muito no potencial", analisou Klein.

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Não dava para dizer que ele tinha apenas potencial, até por estar no Flamengo"

Diogo Fernandes, coordenador da base do Avaí sobre Bernardo Pisetta

Bernardo era fã do goleiro Danilo, falecido na tragédia da Chapecoense em 2016. Seu perfil no Facebook tem uma foto junto ao goleiro do time catarinense, em homenagem ao jogador. "Sem palavras", disse na época.

A mãe e a avó de Bernardo são conhecidas na cidade de Indaial pelo trabalho na área da educação. Lêda Raquel Pisetta é professora e a avó, professora aposentada.

O jogador tinha grande proximidade com a cidade natal, onde era conhecido como Beno Pisetta. A prefeitura de Indaial decretou luto oficial de três dias pela morte do atleta.

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Christian

Orgulho de defender a seleção brasileira

A primeira vítima identificada foi Christian Esmério Candido, 15 anos. Ele era goleiro do Flamengo, da seleção brasileira e considerado um dos nomes mais promissores da categoria sub-15 no Brasil. O garoto foi estrela na campanha do título invicto rubro-negro na Nike Premier Cup, que rendeu ao Fla vaga na competição mundial - considerada o torneio de clubes mais importante da categoria no planeta.

A decisão foi por pênaltis contra o São Paulo e Christian pegou duas cobranças.

"Atleta excelente, muito potencial, muita projeção. Um menino muito bom, alegre, brincalhão. É como o Djalma (Djalminha, comentarista da ESPN e ex-jogador do Flamengo) falou, a gente sente como a perda de um companheiro, de um familiar, um ente. Porque a gente se envolve, cria vínculo, laços afetivos. O futebol tem isso da intensidade", disse Dudu, técnico da seleção brasileira sub-17, em entrevista à ESPN.

O pai de Christian chegou ao Ninho do Urubu chorando, abraçado por familiares. O goleiro tinha bastante orgulho de ser lembrado pela seleção e sempre colocava em suas redes sociais fotos na Granja Comary, que fica em Teresópolis (RJ) e é o local de treinamento do Brasil.

O jovem "printava" no celular a lista em que seu nome aparecia nas convocações para a seleção. Em dezembro do ano passado, tirou uma foto com Tite, treinador da seleção, e escreveu "referência" na legenda.

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Pablo Henrique

Fama por ser primo de zagueiro do Vasco

O zagueiro Pablo Henrique da Silva, 14 anos, era de Oliveira (MG), de apenas 43 mil habitantes onde todos se conhecem. A cidade está desolada com a morte do garoto, que era bastante conhecido na região por ser primo do zagueiro Werley, do Vasco.

Pela manhã, muitas pessoas foram à casa em que os pais de Pablo moram para prestar solidariedade. As pessoas se dirigem ao pai do jogador pelo apelido: Leitão do bairro Aparecida.

Pablo Henrique começou no futebol jogando em um clube amador chamado Dom Bosco. Na sequência, foi para as categorias de base do Social, time do interior mineiro. A oportunidade em um clube grande apareceu aos 12 anos, quando o zagueiro se transferiu para o Atlético-MG. Estava no Flamengo desde o ano passado.

A trajetória tornou o garoto famoso na cidade e sempre havia a comparação com o primo Werley, que também passou pela base do Atlético-MG, além de Grêmio, Santos, Coritiba e Figueirense.

Os dois costumavam participar de jogos beneficentes em Oliveira. Pablo Henrique levou companheiros do Atlético-MG para o último desses jogos. A arrecadação foi para um asilo e para a Apae de Oliveira, atraindo simpatia da população. O carinho pelo jovem atleta era tão grande que a comoção foi manifestada nas redes sociais.

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Vitinho

Seis meses de Flamengo

Vitor Isaías, 15 anos, nasceu em Florianópolis (SC). Atacante, Vitinho, como era conhecido, começou a carreira no futsal. O bom desempenho rendeu uma vaga nas categorias de base do Athletico Parananse e, no ano passado, ele foi contratado pelo Flamengo.

A apresentação foi em agosto. O atleta publicou uma mensagem sobre o novo clube na época. "Muito feliz com a nova casa. Só agradeço ao Senhor por estar nesse clube...o maior do Brasil", disse nas redes sociais na época. 

Vitinho também teve passagem pelo Figueirense, clube procurado por vários familiares do garoto desde a notícia da tragédia. O clube emitiu uma nota sobre o período em que Vitor atuou no clube, lembrando das passagens pelo sub-13 e os apelidos do atacante com a camisa da equipe. Atualmente, sua carreira era gerenciada pela Sávio Soccer.

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Jorge Eduardo

Um pitbull dentro de campo

Jorge Eduardo Santos, 15 anos, atuava como volante. O atleta nasceu em Além Paraíba, cidade de Minas Gerais, com 35 mil habitantes. 

O jogador do Flamengo João Pedro, é morador do CT e não dormiu no local na noite da tragédia. Ele postou uma mensagem emotiva sobre o amigo em um comentário no Instagram. "Jorge Eduardo, um pitbull, dentro de campo, um cara que sempre apoia, sempre trabalha sério, sempre focado, um dos mais respeitados do clube", escreveu. 

Segundo o site G1, o adolescente começou a jogar futebol aos sete anos, no Democrata de Além Paraíba, projeto mantido pela Associação de Pais e Amigos do Clube. Jorge Eduardo chegou em 2016, às categorias de base do Flamengo. Ele estava com 12 anos na época e, desde então, havia se tornado um dos líderes e capitão da equipe campeã carioca sub-15 em 2018. 

Nas redes sociais, o garoto mostrava personalidade. Em um post no Instagram, posou de braços cruzados, exibindo um relógio chamativo, com o texto: "Marra é o que você tem. Eu tenho postura".

Os sobreviventes

Jhonata Ventura

15 anos

Francisco Diogo

15 anos

Cauã Nunes

14 anos

A tragédia poderia ter sido ainda maior: vários dos jogadores que costumavam dormir no CT Ninho do Urubu contaram que os treinos de sexta-feira foram cancelados e, por isso, foram dormir em outros pontos da cidade. Outros jogadores também acordaram com o incêndio e conseguiram se salvar.

Estavam no CT na noite do incêndio Caike Duarte, Felipe Cardoso, Felipe Chrysman, Gabriel de Castro, Jean Sales, João Vitor Gasparini, Kayque Soares, Kennedy Lucas, Naydjel Callebe, Pablo Ruan, Rayan Lucas, Samuel Barbosa e Wendel Alves. Todos saíram ilesos.

Apenas três jogadores ficaram feridos. Jhonata Cruz Ventura e Francisco Dyogo Bento Alves, ambos de 15 anos, e Cauan Emanuel Gomes Nunes, de 14. Jhonata teve 35% do corpo queimado - incluindo rosto, pescoço, tórax e membros superiores - e está em estado gravíssimo no Centro de Tratamento de Queimados, referência da área, no Hospital Municipal Pedro II, em Santa Cruz.

Dyogo, que segundo seu pai sofreu queimaduras nas mãos, e Cauan estão internados no hospital Vitória, na Barra da Tijuca. Os dois passaram a noite pós-acidente na UTI, apresentando quadro que não representa perigo de vida.

Eu não estava no local. Fiquei sabendo que não ia ter treino hoje e vim para a casa do meu amigo que mora na Barra da Tijuca. E esses três amigos estavam pedindo para eu ficar, dormir lá, mas eu praticamente nesta semana não dormi lá no alojamento

João Pedro, de 16 anos, jogador da base do Flamengo

Amigos meus morreram. Conhecia a maioria. Hoje, não teve treino. Então, estou em casa. Acordei com várias ligações perguntando se eu estava bem. Olhei na minha televisão e vi. Tentei ligar para amigos mais próximos e eles estão bem, mas a maioria perdeu o celular

Felipe Rocha, conhecido como Felipinho, de 16 anos, também jogador do Fla

Folhapress

Felipe Cardoso e Samuel Barbosa tentaram salvar companheiros

Pedro Ernesto Guerra Azevedo/Santos FC Pedro Ernesto Guerra Azevedo/Santos FC

Há quatro dias, o meia Felipe Cardoso postava em suas contas nas redes sociais uma mensagem de agradecimento pelo início de uma nova jornada no Flamengo, seu novo clube. Felipinho, como era conhecido, começou nas categorias de base do Santos e, aos 15 anos, chegou ao Fla.

Um dos sobreviventes do incêndio, ele estava em um dos quartos que pegaram fogo. "O incêndio ocorreu no meu quarto, só tenho que agradecer a Deus por conseguir acordar e escapar da morte, Deus conforte meus irmãos, jamais serão esquecidos", escreveu em sua conta no Instagram. Seu pai, Aleks, falou ao Fox Sports sobre o relato do filho: "Ele acordou com a fumaça e conseguiu acordar com esses amigos. Eles gritaram para outros saírem, mas a fumaça tomou conta de tudo e não teve tempo de fazer mais nada".

Outro sobrevivente foi Samuel Barbosa, de 16 anos. "A quantidade de fogo era muita. Aconteceu que o ar-condicionado pegou fogo gerando um curto-circuito e foi pegando fogo em tudo", relatou o jogador, em vídeo a uma TV do Piauí. O atleta disse que tudo aconteceu muito rápido e não houve tempo para avisar aos jogadores da base que havia fogo no centro de treinamento. "Foi muito rápido, muito rápido. Não consegui chamar quase ninguém".

Folhapress

Parentes de sobreviventes comemoram contato com filhos

Ele está bem, graças a Deus, porém muito abalado. Engoliu fumaça e tentou salvar os amigos, mas não conseguiu

Cátia, mãe de Felipe Cardoso, um dos sobreviventes

Ele deu uma palavra com a gente. Disse que está bem, um pouco rouco, inalou fumaça. A gente não teve força para perguntar nada mais

Naiane Bento Alves, irmã do goleiro Francisco Dyogo

De concreto, sabemos que ele teve queimaduras na mão e na perna. Também inalou fumaça

Francisco José Pereira Alves, pai de Dyogo

Thiago Ribeiro/AGIF Thiago Ribeiro/AGIF

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