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Perto de Fiji, Alejo relata dores, descarta título e só pensa em não cair

Kirstin Scholtz-WSL/EFE
Alejo revela ainda sentir dores no joelho mesmo após passar por cirurgia Imagem: Kirstin Scholtz-WSL/EFE

Guilherme Dorini

Em colaboração para o UOL, de São Paulo

03/06/2016 12h50

De volta ao Circuito Mundial de Surfe (WCT) após uma cirurgia no joelho esquerdo na temporada passada, Alejo Muniz, que chegou até mesmo a sonhar com título no começo do ano, prefere manter os pés no chão após ficar de fora das duas primeiras etapas australianas. Apesar de o resultado ter sido considerado bom por ele mesmo em Margaret River e no Rio de Janeiro, quando voltou a competir, o argentino naturalizado brasileiro revela que ainda sofre com dores da recuperação e estipula como meta “apenas” se manter na elite do esporte.

“Meu retorno foi bom, eu estava desesperado para voltar. No entanto, ainda estou com dores para surfar. Acho que estou 80% e só vou chegar aos 100% quando essas dores no joelho passarem. Minha expectativa em Margaret era só competir, mas acabei chegando ao terceiro round. Já no Rio, por estar em casa, era um pouco maior. Até passei direto para o terceiro round também, mas o mar estava complicado e as condições estavam bem difíceis”, disse Alejo em entrevista exclusiva ao UOL Esporte.
 
O WCT é constituído por 11 etapas, sendo que apenas os nove melhores resultados contam para a pontuação final, ou seja, os dois piores desempenhos dos surfistas da elite são totalmente descartados. Como Alejo já ficou fora das provas de Gold Coast e Bells Beach, as duas primeiras do calendário, ele não possui mais os famosos descartes, por isso tem como foco somar o maior número possível de pontos para tentar se manter na primeira divisão.
 
“Depois de perder as duas primeiras provas, nem tenho mais como pensar em título. Ainda estou melhorando da lesão no joelho, recuperando ritmo nas competições... Para ser campeão precisa de muito mais, talvez para o ano que vem. Como já tenho meus dois descartes, vou tentar passar o maior número de baterias para fazer o máximo de pontos possíveis. A ideia principal é de me manter na elite para chegar 100% no ano que vem”.
 
Uma outra opção para se manter na elite seria pelo WQS. No WCT, organizado pela WSL (Liga Mundial de Surfe), os atletas não só podem como são obrigados a participar de algumas etapas da divisão de acesso (WQS), podendo inclusive somar pontos para, se estiverem em posição delicada na campeonato, se manterem entre os melhores do mundo através do ranking da segunda divisão.
 
“Vou correr todos os Primes (eventos da divisão de acesso que valem pontuação máxima). Até tinha pensado em ir ao Japão, que valia seis mil, mas os 10 mil estarei com certeza”, completou.

Fiji é logo ali

No próximo domingo (5), começa a janela de competição para o evento masculino da quinta etapa da temporada, que é tradicionalmente realizada em Fiji e tem até o dia 17 para terminar. Alejo não terá vida fácil: logo de cara, na primeira bateria do primeiro round, ele enfrenta o prodígio havaiano John John Florence, que o eliminou e foi campeão da disputa no Rio de Janeiro, e o americano Conner Coffin. Vale lembrar que a primeira rodada não é eliminatória, já que quem perder ainda disputa uma repescagem.
 
“Minha expectativa é boa para Fiji. É um lugar que gosto bastante e já tive um bom resultado por lá. Ainda não surfei tubos para esquerda depois da lesão (característica principal do pico), mas para manobra acho que até consigo melhor para esquerdo do que para direita. Vou dar o meu melhor”, finalizou Alejo.
 
Confira as baterias do primeiro round do evento em Fiji:
Janela aberta entre os dias 5 e 17 de junho
 
1. John John Florence (HAV) x Conner Coffin (EUA) x Alejo Muniz (BRA)
2. Filipe Toledo (BRA) x Davey Cathels (AUS) x Ryan Callinan (AUS)
3. Gabriel Medina (BRA) x Jack Freestone (AUS) x Jadson André (BRA) 
4. Matt Wilkinson (AUS) x Stuart Kennedy (AUS) x Keanu Asing (HAV)
5. Italo Ferreira (BRA) x Josh Kerr (AUS) x Alex Ribeiro (BRA) 
6. Adriano de Souza (BRA) x Miguel Pupo (BRA) x Tevita Gukilau (FJI)
7. Julian Wilson (AUS) x Wiggolly Dantas (BRA) x Matt Bantin (AUS) 
8. Mick Fanning (AUS) x Jeremy Flores (FRA) x Kai Otton (AUS) 
9. Nat Young (EUA) x Adrian Buchan (AUS) x Taj Burow (AUS) 
10. Jordy Smith (ZAF) x Michel Bourez (PYF) x Adam Melling (AUS)
11. Joel Parkinson (AUS) x Kolohe Andino (EUA) x Kelly Slater (EUA) 
12. Caio Ibelli (BRA) x Sebastian Zietz (HAV) x Kanoa Igarashi (EUA)

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