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Aberto do Brasil começa hoje com chave mais fraca desde que mudou para SP

Marcello Zambrana/DGW Comunicação
Quadra montada no clube Pinheiros para a disputa do Aberto do Brasil Imagem: Marcello Zambrana/DGW Comunicação

Fábio Aleixo

Do UOL, em São Paulo

22/02/2016 06h00

Criado em 2001, o Aberto do Brasil (ATP 250) tem início nesta segunda-feira com a sua chave mais fraca desde que se mudou da Costa do Sauípe (BA) para São Paulo, no ano de 2012.
 
A competição que está de casa nova na capital - passou do Ginásio do Ibirapuera para o clube Pinheiros - terá como principal nome e cabeça de chave número 1 Benot Paire, que aparece nesta segunda-feira como 20º colocado do ranking mundial, mas era 22º no momento da divulgação das chaves. O francês de 26 anos tem apenas um título de ATP em sua carreira, em Bastad (SUE), em 2015.
 
Das quatro edições anteriores, o pior cabeça de chave número 1 havia sido o espanhol Tommy Robredo, no ano passado. O espanhol era 17º colocado do ranking mundial.   
 
Para se ter uma ideia do enfraquecimento, basta ver que o último tenista aceito na chave principal de maneira direta neste ano foi o argentino Horacio Zeballos, somente o 121º colocado do ranking. Em 2015, a linha de corte foi a 80ª posição, que era do esloveno Blaz Rola.
 
Outro número que comprova o enfraquecimento. Oitavo cabeça de chave em 2016, o espanhol Pablo Andújar é 62º do ranking, Em 2015, por exemplo, o posto pertenceu a Martin Klizan (38º). 
 
A chave fraca nem de longe lembra a de 2013, quando Rafael Nadal - então o 5º do mundo - foi a principal atração. 
 
Uma explicação para a queda de qualidade em São Paulo é o calendário na ATP. Neste ano, o torneio está tendo de concorrer com torneios muito mais fortes, como os ATPs de Dubai (EAU) e Acapulco (MEX). Estas competições distribuem 500 pontos no ranking mundial aos campões, contra 250 do torneio brasileiro.
 
Além disso, a recompensa financeira é muito maior. Em Dubai, o campeão receberá US$ 511.750 (cerca de R$ 2,08 milhões) e quem cair na primeira rodada ganhará US$ 15.910 (R$ 64 mil). Em Acapulco, as quantias serão, respectivamente de US$ 321.625 (cerca de R$ 1,45 milhão) e US$ 10 mil (cerca de 40 mil). Já em São Paulo, o campeão receberá US$ 77.600 (R$ 312 mil) e o eliminado na estreia US$ 4.400 (cerca de R$ 17 mil). 
 
Não bastasse isso, os dois torneios no exterior são em quadra dura e servem de preparação para o Masters 1.000 de Indian Wells, que começa em 10 de março. . O Aberto do Brasil, em compensação, encerra a gira sul-americano no saibro.
 
A competição no Pinheiros contará com a participação de apenas três brasileiros em simples: Thomaz Bellucci e os convidados Guilherme Clezar e Thiago Monteiro.
 
Nas duplas, Bruno Soares e Marcelo Melo, que devem defender o Brasil nos Jogos Olímpicos do Rio, são as grandes atrações.

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