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Djokovic menos favorito promete Roland Garros mais incerto dos últimos anos

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Djokovic busca o sonhado título inédito; Murray é o melhor do ano no saibro Imagem: AP Photo/Alessandra Tarantino

Do UOL, em São Paulo

22/05/2016 06h00

Começa neste domingo (22) aquele que é considerado por muitos fãs e especialistas como o mais charmoso torneio de tênis do mundo: Roland Garros. O tradicional Aberto da França promete ser um dos mais incertos dos últimos anos, com o número 1 do mundo Novak Djokovic buscando o tão sonhado título inédito, mas chegando com menos favoritismo que no ano passado em função de resultados recentes.

Além dele, Andy Murray aparece com boas chances devido à sua melhor temporada no saibro. E Rafael Nadal, após péssimo início de ano, parece ter recuperado confiança e chega a Paris em curva ascendente. Sem contar Stan Wawrinka, atual campeão que não vive em grande fase, mas que deu sorte no chaveamento. Para completar o cenário de incerteza, Roger Federer, que sofre com as lesões em 2016, anunciou que está fora de Roland Garros. Confira panorama preparado pelo UOL Esporte.

Djokovic menos favorito que em 2015

 AFP PHOTO / FILIPPO MONTEFORTE
Imagem: AFP PHOTO / FILIPPO MONTEFORTE

O atual líder do ranking da ATP já bateu na trave três vezes em Roland Garros. Perdeu as finais de 2012 e 2014, para Rafael Nadal, e 2015 para Stan Wawrinka, em sua melhor chance de alcançar o título inédito. No ano passado, Djokovic teve a temporada mais vitoriosa da carreira com 11 títulos e chegou como franco favorito ao Aberto de Paris, mas acabou surpreendido na final por Wawrinka.

Neste ano, o sérvio começou o ano “voando” e ganhou o Aberto da Austrália e três Masters 1000 (Indian Wells, Miami e Madri), mas esteve vacilante na temporada no saibro e chega pressionado pelo objetivo que conquistar o único Grand Slam que lhe falta. Recentemente, Djoko foi eliminado em Monte Carlo para o nº 55 Jiri Vesely e, depois de tomar um “pneu” de Bellucci e sofrer contra Nadal e Nishikori, perdeu a final em Roma para Andy Murray por duplos 6/3. Não se pode duvidar jamais do melhor tenista da atualidade, mas é inegável que Djoko desembarca desta vez em Paris menos favorito que no ano passado.

Bom de piso duro, Murray é o melhor no saibro da temporada

 AFP PHOTO / TIZIANA
Imagem: AFP PHOTO / TIZIANA

Atual número 2 do mundo, Andy Murray nunca foi uma sumidade no saibro. Muito pelo contrário: sua especialidade sempre foi o jogo em pisos mais duros e rápidos. Tanto é que o primeiro título do britânico de 29 anos na terra vermelha veio apenas no ano passado, em Munique - logo depois ele voltaria a ser campeão, em Madri, vencendo na final o dono da casa Rafael Nadal. Neste ano, porém, Murray tem provado que os títulos em 2015 não foram mero acidente e que vem evoluindo de fato no saibro. Seus números não mentem.

Em 2016, Murray foi campeão em Roma e vice em Madri. E nesta semana a ATP divulgou ranking em que ele aparece como tenista com melhor aproveitamento nas últimas 52 semanas no saibro. No período, ele ganhou 18 partidas e perdeu apenas 3 – aproveitamento acima de 85%. “Eu acho que definitivamente estou me movendo melhor. Isso faz uma grande diferença. Por anos eu não me movi bem no saibro, mas acredito que posso jogar bem nele agora. Nos últimos dois anos, saibro foi provavelmente o piso em que me dei melhor, o que era inesperado antes”, admitiu o próprio Murray.

Nadal chega mais confiante após início de ano ruim

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Imagem: AFP PHOTO / TIZIANA

O número 5 do mundo teve péssimo início de ano, sem confiança para fazer seu jogo e com derrotas para tenistas sem muitas expressão e abaixo dele no ranking da ATP. Mas a história de Nadal em 2016 pode ter mudado com o começo da temporada de saibro. No piso onde é especialista, o espanhol conquistou seus dois títulos do ano até então: primeiro no Masters 1000 de Monte Carlo e depois no ATP 500 de Barcelona.

Os dois troféus vieram no mês de abril, em franca preparação para Roland Garros, onde Nadal ganhou nada menos que 9 vezes. “Foi uma temporada no saibro sem altos e baixos, estive um pouco pior em Madri do que nos outros lugares, mas no geral fui bastante regular. Fiz as coisas bem. Chego a Paris com a sensação de dever cumprido. No ano passado eu não estava bem, então perdi partidas contra gente que não tinha que perder. Neste ano não", avaliou Nadal, cujas duas derrotas no saibro foram para o nº 2 Murray, na semis de Madri, e contra o nº 1 Djokovic, nas quartas em Roma.

Atual campeão, Wawrinka tem sorte no chaveamento

Martial Trezzini/Keystone
Imagem: Martial Trezzini/Keystone

O suíço nº 4 do mundo não vive seu melhor momento para defender o título em Roland Garros. Wawrinka não venceu nenhum Masters 1000 na temporada e só chegou às quartas de final em Madri e Monte Carlo na preparação para o Aberto da França. Apesar disso, ele deu sorte no chaveamento e pode ser parada dura em Paris.

Como prováveis adversários até as semifinais, o suíço terá no máximo nomes como Milos Raonic (9º) e Marin Cilic (11º). Gilles Simon (18º) e Viktor Troicki ( 24º) também podem pintar no caminho do atual campeão até as semis, onde ele poderia encontrar Andy Murry (2º) ou Kei Nishikori (6º), por exemplo. Até aí, no entanto, Wawrinka deve ter vida mais fácil que seus principais rivais em Roland Garros.

Federer, fora de um Grand Slam após 17 anos

AP Photo/David Vincent
Imagem: AP Photo/David Vincent

Com lesão nas costas, Roger Federer confirmou na última quinta-feira (19) sua ausência em Roland Garros. A última vez que o suíço havia ficado fora de um Grand Slam foi no Aberto dos EUA, em 1999, portanto há 17 anos.

Neste período, Federer disputou ininterruptamente 65 Grand Slams, um recorde – a segunda melhor marca dos jogadores em atividade, 56, pertence a Feliciano Lopez. Além da lesão nas costas, Federer vinha sofrendo com contusão no joelho desde o Aberto da Austrália. Neste ano, o tenista que completa 35 anos em agosto disputou apenas quatro torneios devido aos recorrentes problemas físicos.

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