Esporte

Organização de Roland Garros reforça segurança após atentados de novembro

Pedro A. Lopes/UOL
Uma das revistas que os torcedores tem de passar para entrar em Roland Garros Imagem: Pedro A. Lopes/UOL

Pedro A. Lopes

Colaboração para o UOL, em Paris

02/06/2016 11h29

O clima de insegurança que dominou Paris após os atentados terroristas na noite de 13 de novembro de 2015 atingiu Roland Garros e levou a organização do Grand Slam francês a reforçar o esquema de segurança neste ano.

Os organizadores dividiram o sistema de revista nos torcedores que entram no complexo em três etapas. Poucos metros após a saída da estação de metrô Porte d'Auteuil, a mais próxima ao local das partidas, agentes de segurança conferem os casacos dos visitantes e fazem uma revista manual.

Em seguida, os torcedores passam por detectores de metais. Antes da verificação dos ingressos - feita através de QR code -, há um espaço onde os funcionários do complexo revistam as mochilas e as bolsas dos fãs de tênis.

Em La Terrasse Mosquetaires, área de alimentação ao lado da quadra Philippe Chatrier, os torcedores recebem orientações para que mantenham suas mochilas e sacolas por perto o tempo todo.

Caso algum objeto suspeito seja abandonado ao lado das quadras ou nos pátios do complexo, agentes de segurança são acionados rapidamente.

Para minimizar os riscos de um novo ataque, os organizadores espalharam pelas alamedas de Roland Garros funcionários com cães farejadores nos horários de maior circulação de pessoas.

"Você percebe que existe uma diferença na atmosfera da cidade. Depois dos atentados de novembro, houve uma campanha na internet para que o povo levasse a vida normalmente. O francês quer provar que não tem medo, o que pode representar uma espécie de desafio para o Estado Islâmico. Um mês depois das mortes no Bataclan [casa de shows], o clima estava bem mais pesado do que hoje, mas existe a preocupação em ambientes de aglomeração de pessoas. Nos shoppings e universidades, abrem as mochilas, fazem revistas. E a tendência é que a tensão seja maior na Eurocopa", conta o paranaense Augusto Marafon, que vive em Paris desde 2008 e já esteve em três edições de Roland Garros.

A Eurocopa tem início no próximo dia 10.
 

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