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País Tropical e Fio Maravilha já animaram festas de elite do tênis

AP
Carlos Kirmayr e Ricardo Acioly tocam com Yannick Noah e Jim Courier em Melbourne Imagem: AP

Felipe Pereira

Do UOL, em São Paulo

13/06/2016 11h00

Até a década de 1980 os jogadores se achavam roqueiros, mas abriam exceção aos Beatles e os Rolling Stones quando tocava País Tropical ou Fio Maravilha, revela Dácio Campos. O comentarista do Sportv conta que Gilberto Gil e Alceu Valença também faziam sucesso.

A ligação do circuito com a música era tão grande que durante Wimbledon (Londres) e o US Open (Nova Iorque), estúdios eram alugados pelos tenistas para fazer um som depois dos jogos, lembra Carlos Kirmayr. O brasileiro participava dos encontros e ainda tocava em algumas festas de tenistas em Paris e torneios na Austrália.

O ex-número cinco em duplas diz que na sala de jogadores de Wimbledon ocorriam verdadeiras “reuniões de roqueiros” e apareciam estrelas como Eric Clapton, Elton John, Robert Plant e Phil Collins.

"Era uma tietagem mútua”.

Os músicos conversavam com nomes como John Mcenroe, Mats Wilander, Pat Cash e Yannick Noah, todos tenistas que sabiam algum instrumento. Além de ser bastante respeitado no circuito, Kirmayr tomava parte nas rodas de conversa porque teve uma banda antes de ser atleta profissional.

O grupo chamava-se “Os Pulguentos” e era liderado por Ricardo Corte Real, que mais tarde seria ator e apresentador de televisão. Kirmayr também era presença constante nos estúdios alugados pelos jogadores. Além do passado como músico, tocava baixo, uma raridade. O tenista também sabe bateria e guitarra.

Ele tem até um disco de ouro. Ganhou durante um torneio beneficente nos Estados Unidos para ajudar uma instituição de combate ao câncer. Pelas regras, um músico fazia dupla com um jogador e o troféu era um disco de ouro.

“Tenho na parede e guardo com muito orgulho”, conta aos risos.

Dácio Campos não tinha habilidades musicais, mas arriscava um vocal durante as festas. Ele diz que este clima descontraído durou até a década de 1980, quando havia menos dinheiro envolvido no circuito. Os jogadores viajavam sozinhos e eram mais próximos.

O comentarista cita que a mudança começou pelos Estados Unidos e tem um marco no aniversário de 10 anos da inauguração do Centro Nacional Billie Jean King, em 1988. A partir desta data, os atletas passaram a contar com uma equipe, serem treinados para dar entrevistas e condicionados a pensar somente em tênis.

Hoje, ainda há jogadores músicos, mas eles são minoria. Um exemplo são os irmãos Bryan. Os gêmeos têm vídeos no YouTube e em abril gravaram um vídeo tocando com o brasileiro André Sá.

No palco do Metallica

Mas as heranças deste tempo ainda rendem boas histórias para os jogadores. Lars Ulrich, baterista e fundador do Metallica, é filho de um tenista muito amigo de Thomaz Koch. Sempre que a banda toca no país, o brasileiro recebe um convite especial para o show.

Ele assistiu a última apresentação ao lado do palco e convidou Dácio Campos para ir junto. O comentarista do Sportv conta que era possível ver o público e a perspectiva é muito diferente porque impressiona ver as pessoas cantando junto num estádio lotado. Mas ele ressalta que não há como comparar com o futebol.

“O futebol é competição e o clima é de disputa. Na música é uma apresentação e o clima é de comunhão”.

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