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Ex-campeã perde mais de 20 kg e desabafa: "Temo pela minha vida"

Fotomontagem/Agências
Marion Bartoli: campeã de Wimbledon em 2013 e hoje Imagem: Fotomontagem/Agências

Do UOL, em Sâo Paulo

07/07/2016 12h26

Em julho de 2013, após conquistar o título de Wimbledon, a francesa Marion Bartoli correu para abraçar o pai, Walter. O comentarista John Inverdale, da BBC, narrou o momento da pior maneira possível e teve que se desculpar depois: “Eu me pergunto se o pai disse a ela: ‘Olha, você nunca será atraente, então tem que compensar batalhando’”. Três anos mais tarde, aposentada aos 31 anos e com mais de 20 quilos a menos, ela não pode jogar nem partidas de exibição e admite que teme pela própria vida.

Na época, ela não ligou para aquele comentário, e aceitou o pedido de desculpas. Afinal, já estava acostumada a ser questionada pelo físico fora dos padrões atléticos. “Isso não importa, sério. Nunca sonhei em ter um contrato de modelo. Mas eu sonhei em vencer Wimbledon, com certeza”. Apenas 40 dias depois da conquista, ela decidiu abandonar as quadras para se dedicar a uma nova carreira como designer de joias. Ao mesmo tempo, começou uma dieta rigorosa. Cortou o glúten e o açúcar de sua alimentação.

Nos tempos de jogadora, ela chegou a ter 80 kg com 1,73 m de altura. Em três anos, cortou seu peso para 50 kg. Durante o processo, ela alegou estar em busca de sua “forma natural”. Mas a aparência raquítica notada em suas últimas aparições como comentarista de TV nos torneios recentes não foram apenas resultado de uma dieta rigorosa. Por motivos médicos, a organização do torneio de Wimbledon cancelou a participação dela em um jogo de duplas amistoso que estava programado para a última quarta-feira. No dia seguinte, ela admitiu que seu problema é muito mais sério.

Em entrevista ao programa francês ITV’s This Morning, ela negou ser anoréxica e revelou ter contraído um vírus tão raro que nem os médicos souberam dar um nome. Parou de processar proteínas e só consegue comer folhas orgânicas e pepinos sem casca. Chegou ao ponto de precisar de luvas para usar um telefone celular por causa de uma sensitividade a aparelhos eletrônicos que provoca taquicardia.

“Temo pela minha vida. Fico preocupada de um dia meu coração parar de bater. Isto não é vida. Estou apenas sobrevivendo”, desabafou a ex-tenista, que começou a se sentir mal depois de uma viagem a Miami e Dallas em fevereiro para divulgar sua marca de joias. “Meu corpo passou a rejeitar mais e mais coisas. Minha vida está um pesadelo. Não desejo isso para ninguém, mas está ficando pior com o passar do tempo".

Na próxima segunda, Bartoli começará um tratamento na Itália, onde deve ficar internada em uma clínica. Em dezembro do ano passado, já muito mais magra que o habitual, ela defendeu seu novo visual em entrevista ao L’Equipe: “Não estou magra. Estou musculosa e em forma”. Ela explicou que a tensão do circuito a fazia ganhar peso. Mas reconheceu que já não conseguiria repetir o desempenho dos tempos de “gordinha”: “Com meu peso atual, nunca poderia bater na bola como antes”. 

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