Esporte

Calou os médicos e bateu Djoko: 9 fatos sobre a zebra da Austrália

Fábio Aleixo

Do UOL, em São Paulo

19/01/2017 16h59

Denis Istomin. Um tenista até então desconhecido por grande parte do público tornou-se a bola da vez nesta quinta-feira ao aprontar a maior zebra em anos no Aberto da Austrália e eliminar Novak Djokovic, número 2 do mundo e hexacampeão do Grand Slam. Fez 3 sets a 2 (7/6 [10/8], 5/7, 2/6, 7/6 [7/5/ e 6/4), de maneira incontestável.

Aos 30 anos de idade, o uzbeque ocupa somente a 171ª colocação do ranking mundial e entrou no torneio como convidado. Agora, terá pela frente o espanhol Pablo Carreño Busta (31º do mundo).

O UOL Esporte mostra coisas que você nem devia fazer ideia sobre o algoz de Djoko.

Ele sofreu um acidente e nem médico acreditava na volta

Em 2000, quando tinha apenas 14 anos e ainda era um juvenil ele sofreu um grave acidente de carro e teve a perna fraturada em diversos lugares. Passou três meses e meio internado em um hospital e foi desacreditado pelo médico que o cuidava.

"Ele nunca disse que eu não jogaria tênis novamente, mas ele pensava que eu não jogaria novamente. Foi um acidente muito ruim, mas a minha mãe sempre acreditou. Ela sempre disse para eu seguir treinando e pensando adiante", contou o tenista.

Ele é treinado pela mãe

Jan Kruger/Getty Images for LTA
Imagem: Jan Kruger/Getty Images for LTA

Klaudiya Istomina não é somente a mãe de Denis Istomin. Ela é também a sua treinadora desde que começou no tênis. E não perde uma partida. Acompanhou e vibrou muito com o triunfo do filho sobre Djoko.

"Não acho que seja difícil ter sua mãe como treinadora. Quando sua família é parte do seu time é muito bom. Sou sortudo de ter a minha mãe me treinando. E também é bom que eu não preciso pagar nada (risos).  Faz anos que estamos juntos, temos um ótimo relacionamento. E nos entendemos muito bem", disse.

"Após o jogo ela me disse: 'bom trabalho", contou.

Ele usa óculos porque não se dá bem com lentes de contato

AFP PHOTO / PAUL CROCK /
Imagem: AFP PHOTO / PAUL CROCK /

Istomin também chama a atenção pelo seu visual. Está sempre com uma faixa na cabeça e de óculos. Contra Djokovic, usou um de cor amarela fluorescente. Ele é patrocinado pelo Oakley.

"Eu já tentei lentes de contato, mas não posso jogar com elas porque me incomoda. Eu tenho problema apenas com um dos meus olhos, não os dois. Com óculos me sinto mais confortável. A Oakley está fazendo um ótimo trabalho porque meu olho realmente não é bom", contou.

"E adoro combinar a bandana com a cor dos óculos. É uma coisa de estilo, dá um melhor visual".

Ele tem só um título em toda a sua carreira

Jan Kruger/Getty Images for LTA
Imagem: Jan Kruger/Getty Images for LTA

Profissional desde 2004, ele só ganhou um título no circuito da ATP. foi o ATP 250 de Nottingham (ING), disputado no piso de grama. Na final de 2015, ele derrotou o americano Sam Querrey por 7/6 e 7/6. Chegou a outras duas finais, em San Jose (EUA), em 2012, e New Haven (EUA), em 2010.

Ele mais perdeu do que ganhou no circuito da ATP

Ao superar Djokovic, Istomin chegou ao 196º triunfo no circuito da ATP. Ele mais perdeu do que ganhou. Uma vez que acumula 209 derrotas. Nunca havia batido um tenista do top 10 em 19 duelos. Sua melhor posição no ranking mundial foi a 33ª em 2013.

Ele é uzbeque, mas pouco visita o país 

Istomin é representante do Uzbequistão, mas nasceu na cidade russa de Orenburg ainda na época da União Soviética. Atualmente, ele mora em Moscou. 

"Não sou uma superestrela no Uzbequistão. Agora as pessoas vão me conhecer mais (risos). Estou morando em Moscou há dez anos e pouco vou ao país. Mas claro que quando eu jogo lá, todos sabem quem sou", contou.

Por um ponto, quase ficou sem convite para o torneio

Istomin só ganhou o wild card da organização após passar por quatro adversários em um playoff com atletas da Ásia e do Pacífico. Na semifinal deste torneio, em dezembro, ele salvou três match points contra o indiano Prajnesh Gunneswaran. No terceiro set, venceu por 11 a 9 para assegurar o convite.

Ele ainda tenta passar das oitavas de final de um Grand Slam

Em 26 aparições em Grand Slams, ele tem como melhor resultados duas oitavas de final:e m Wimbledon-2012 e Aberto dos Estados Unidos-2013. Ele não perde um Major desde que ficou fora do Aberto dos Estados Unidos de 2008.

Ele ainda é um baita freguês de Djokovic

Até esta madrugada, havia feito cinco jogos contra o sérvio e perdido todos eles. Pior de tudo, havia arrancado apenas um set em 13 disputados.

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