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"Nervosinha", zebra do Australian Open tem mãe olímpica e parentes na NBA

Clive Brunskill/Getty Images
CoCo Vandeweghe joga sua raquete na semi contra Venus Williams Imagem: Clive Brunskill/Getty Images

Do UOL, em São Paulo

31/01/2017 04h00

No mundo do tênis, o sobrenome Vandeweghe é uma novidade, mas ele faz sucesso no esporte há muito tempo. Enquanto CoCo Vandeweghe surpreendeu no Aberto da Austrália ao chegar às semifinais, sua família lida com o alto nível esportivo há duas gerações. Agora é a vez de CoCo, a menina que tenta controlar sua cabeça e as explosões emocionais.

CoCo é americana, tem 25 anos e só havia chegado duas vezes às oitavas de final de um Grand Slam, ambas em Wimbledon (oitavas em 2016 e quartas em 2015), onde seu forte saque fez a diferença. Agora, na Austrália, ela derrubou a alemã Angelique Kerber (então atual campeã em Melbourne) e a espanhola Garbiñe Muguruza (atual campeã de Roland Garros).

Durante a trajetória, controlar seu nervosismo, segundo ela, foi um dos maiores desafios. Tanto que a americana prometeu a seu fornecedor de raquetes que não quebraria nenhuma na Austrália. Ela "só" falhou no segundo jogo e brincou com a situação. "Eu tento me comportar muito bem, mas ainda estou chegando lá".

Conselhos de quem sabe lidar com pressão não faltam (nem faltaram) em sua carreira. A mãe de CoCo, Tauna, era nadadora e chegou às semifinais dos 100 m costas na Olimpíada de Montreal, em 1976. Seu avô, Ernie, jogou durante sete anos pelo New York Knicks. E seu tio, Kiki, ficou 14 anos na NBA como jogador, mais um como técnico e hoje trabalha para a liga.

Talvez por isso ela também se cobre bastante. "Estou muito feliz por começar meu ano desse jeito, premiando o trabalho duro que fiz antes da temporada e os sacrifícios. Mas ao mesmo tempo não estou satisfeita. Há um certo desapontamento da minha parte, e acho que isso é positivo", disse a tenista.

O resultado na Austrália lhe rendeu o melhor ranking da carreira até o momento: na última segunda-feira, ela subiu para o 20º lugar. Seu objetivo para a temporada também mudou. Antes, a meta era alcançar as quartas na Austrália e uma semifinal de algum Grand Slam. Já conseguiu ambos.

O que permanece é o jogo mental "contra" ela mesma. "Em algumas partidas eu preciso incendiar meu jogo, mas em outras devo diminuir isso. Há momentos em que devo chutar meu traseiro por fazer algo estúpido e outros em que preciso me incentivar", resumiu CoCo.

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