Tênis

Arrasador, Nadal prova em Roland Garros por que é o rei do saibro

Beatriz Cesarini

Do UOL, em São Paulo

12/06/2017 04h00

"Nesse momento, com certeza, a gente nunca pensou que teríamos a chance de estar em uma final novamente”, disse Roger Federer em diálogo com Nadal na inauguração da academia de tênis do espanhol em outubro do ano passado. Ambos vinham em uma temporada difícil, sem títulos de torneios de Grand Slam e vendo Andy Murray e Novak Djokovic dominarem o ranking.

Oito meses depois, Federer e Nadal voltaram a ser os grandes nomes do circuito. O suíço ganhou o Aberto da Austrália justamente diante de Nadal e ainda levantou os troféus de Indian Wells e Miami, os principais torneios de quadra dura no semestre. E partiu para um descanso. Quem aproveitou foi o espanhol, que ganhou em Barcelona, Monte Carlo e Madri. A coroação do rei do saibro veio em Roland Garros, quando "El Toro Miúra” conquistou de forma impecável o título do torneio pela décima vez.

No último domingo (11), Nadal atropelou o suíço Stan Wawrinka por 3 sets a 0, com parciais de 6/2, 6/3 e 6/1 e levantou a taça de Roland Garros pela décima vez na carreira. Maior vencedor do torneio (o sueco Bjorn Borg é o segundo, com seis), ele ainda tornou-se o segundo maior vencedor de torneios do Grand Slam, com 15 conquistas, ultrapassando o norte-americano Pete Sampas. O líder deste ranking é justamente Federer, com 18.

Apesar dos números fantásticos, Nadal passou por momentos complicados que o fizeram pensar que não conseguiria chegar ao décimo título em Roland Garros. O espanhol não vencia o Grand Slam desde 2014, o último de cinco títulos consecutivos no torneio.

O espanhol foi eliminado nas quartas de final em 2015, bem no dia do seu 29º aniversário. Nadal acabou perdendo por Novak Djokovic por 3 sets a 0 e viu sua segunda derrota no torneio de Paris. O primeiro revés ocorreu em 2009, quando o sueco Robin Sonderling eliminou Nadal nas oitavas de final e encerrou uma série de 31 triunfos em Paris.

Reuters / Benoit Tessier
Imagem: Reuters / Benoit Tessier
Em 2016, Rafa Nadal acabou abandonando o torneio na terceira rodada. O espanhol teve problemas no punho antes de entrar em quadra para o duelo contra o compatriota Marcelo Granollers.

De quebra, viu o número de títulos no saibro despencarem. Ele ganhou dois títulos em 2015 e 2016, o seu menor número desde que obteve o título em Sopot-2004, única conquista dele naquela temporada. Depois disso, o domínio de Nadal foi tamanho que chegou a ganhar oito torneios na terra batida em 2005, seis em 2013 e cinco em 2007. No total, o espanhol tem 53 títulos no piso, sendo o líder na história da era aberta, iniciada em 1968.

Mas as dúvidas sobre Nadal acabaram em 2017. Ele voltou com tudo e fez história ao ganhar pela décima vez os títulos em Monte Carlo e Barcelona, feito inédito na história. O brilho maior, porém, estava reservado para Paris.

Em Roland Garros, ele conquistou o título sem perder um set, repetindo o que já fizera em 2008 e 2010, e cedendo apenas 35 games aos sete rivais que enfrentou. A melhor marca dele tinha sido em 2010, com só 41 games perdidos. "Você foi muito bom hoje", admitiu Wawrinka ao rei do saibro, que confirmou o seu renascimento ao lado de Federer. A dupla que via poucas chances de retomar o domínio é quem deu as cartas no primeiro semestre do tênis.

Veja a campanha vitoriosa de Nadal em Roland Garros 2017:

Primeira rodada: Benoit Paire (FRA) por 3-0 (6/1, 6/4 e 6/1)
Segunda rodada: Robin Haase (HOL) por 3-0 (6/1, 6/4 e 6/3)
Terceira rodada: Nikoloz Basilashvili (GEO) por 3-0 (6/0, 6/1 e 6/0)
Oitavas de final: Roberto Bautista Agut (ESP) por 3-0 (6/1, 6/2 e 6/2)
Quartas de final: Pablo Carreno Busta (ESP) por abandono (6/2 e 2/0)
Semifinal: Dominic Thiem (AUT) por 3-0 (6/3, 6/4 e 6/0)
Final: Stan Wawrinka (SUI) por 3-0 (6/2, 6/3 e 6/1)

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