Tênis

Por que os chiados da torcida em Wimbledon atrapalham mais os tenistas

Julian Finney/Getty Images
Quadra central é mais baixa e ganhou um teto retrátil Imagem: Julian Finney/Getty Images

Do UOL, em São Paulo

05/07/2017 04h00

Wimbledon tem suas peculiaridades: as quadras de grama, os uniformes predominantemente brancos e a famosa sobremesa de morango com creme. E também tem os gemidos de lamentação que afetam os tenistas mais do que o normal. É uma espécie de “coro negativo” que ecoa mais forte e ameaça o atleta que não estiver preparado para tal pressão.

“Eu odiava isso, odiava de verdade. Meu psicólogo esportivo na verdade teve que trabalhar isso comigo. Você comete um erro e todo mundo solta um ‘urrrr’”, resumiu o australiano Pat Cash, campeão em Wimbledon em 1987, em entrevista ao The New York Times.

Mas o que faz essa reação dos torcedores ser mais decisiva no Grand Slam britânico, principalmente na quadra central? Alguns fatores explicam o fenômeno. Um deles é o próprio comportamento da torcida, que costuma respeitar tanto o silêncio tradicionalmente exigido num jogo de tênis que fica quieta bem antes do saque.

O silêncio, então, domina o ambiente. E uma dupla falta cometida pelo tenista preferido da torcida logo se torna uma forte onda negativa de decepção.

“Falando agora pode parecer engraçado, mas isso definitivamente arruína sua autoconfiança assim que você ouve esse barulho”, opinou Mark Petchey, ex-treinador de Andy Murray e ex-número 1 da Grã-Bretanha na década de 1990.

A arquibancada mais baixa da quadra central, com a cobertura também mais baixa, amplia esse efeito. Muitos chegam a classificar a quadra central de Wimbledon muito mais como um teatro do que como um estádio.

Por fim, como o som da bola ao tocar o piso é quase nulo devido à superfície de grama, os poucos ruídos durante os pontos são os golpes das raquetes e os sons emitidos por cada jogador.

“[Wimbledon] pode ser um lugar muito solitário se você ouvir muitos desses gemidos. E acho até que esse som pode ter diferentes significados. Na época do Tim [Henman, inglês ex-número 4 do mundo], infelizmente, passava uma mensagem como ‘oh, vamos perder de novo’. Agora, com Murray, as pessoas estão na expectativa de vê-lo vencendo”, apontou Miles MacLagan, outro ex-treinador de Murray.

O atual número 1 do mundo, inclusive, já aprendeu a lidar com os chiados de Wimbledon, Grand Slam que ele venceu duas vezes, a última na temporada passada. Mas todo cuidado é pouco diante da poderosa lamentação britânica.
 

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