Tênis

Nadal confirma favoritismo, bate Anderson e vence 3º US Open da carreira

Clive Brunskill/Getty Images
Nadal sorri ao receber a taça do Aberto dos Estados Unidos Imagem: Clive Brunskill/Getty Images

Do UOL, em São Paulo

10/09/2017 19h53

O espanhol Rafael Nadal confirmou o favoritismo e conquistou o Aberto dos Estados Unidos ao bater o sul-africano Kevin Anderson por 3 sets a 0, parciais de 6/3, 6/3, e 6/4. Este é o segundo Grand Slam vencido por Nadal no ano, o que o consolida como número 1 do mundo.

É a terceira vez que o espanhol levanta a taça do Grand Slam americano – as anteriores tinham sido em 2010 e 2013. Nadal soma agora 16 títulos desse calibre, três a menos do que o suíço Roger Federer, maior vencedor da história do tênis, e dois a mais do que Pete Sampras.

O resultado final foi o esperado, pois Nadal nunca perdeu em sua carreira para Anderson. Foram quatro confrontos, sendo três deles em quadra rápida, e em somente um deles – Masters 1000 de Paris em 2015 – Anderson levou algum set. 

Dado esse retrospecto, Rafael Nadal entrou em quadra como amplo favorito. Os dois finalistas do Aberto dos EUA têm a mesma idade, 31 anos, mas o currículo escancara o abismo entre as carreiras. O espanhol fazia a 23ª final de major. Anderson nunca tinha passado das quartas em um Grand Slam.

E o espanhol começou melhor na partida. Como esperado, Anderson aproveitou seus 2,03m para disparar saques muito fortes. Nadal devolveu muito atrás, quase ao lado dos juízes de linha. A estratégia permitiu colocar a bola em quadra e se impor ao longo do ponto.

Anderson teve muita dificuldade para confirmar seus primeiros serviços e os quatro primeiros games em que serviu não só foram a 40/40 como se aproximavam dos 10 minutos de duração. Nos demais, foi quebrado.

AP Photo/Julio Cortez
Nadal segurou o saque potente de Anderson e teve vitória tranquila Imagem: AP Photo/Julio Cortez

A parcial de 6/3 obtida por Nadal foi fruto da imensa pressão que colocou sobre Anderson. O espanhol apresentou a habitual capacidade de cobrir a quadra e golpear fundo. Anderson apostou em seu jogo agressivo com serviço veloz e batendo pesado do fundo. Só faltava executar melhor os voleios quando subia a rede.

Nas vezes em que sacou, Nadal fez seu arroz com feijão. Primeiro serviço em quadra e mandar no ponto com o forehand. Em nenhum momento do primeiro set ele teve dificuldades em confirmar.

O panorama se repetiu no segundo set, novo 6/3 de Nadal. Enquanto Anderson, apesar de sua agressividade ao servir, sofria para confirmar o saque, o espanhol tinha poucas dificuldades aos servir.

Não foi por acaso que Nadal não teve que salvar nenhum break point, ao contrário do sul-africano, que até evitou cinco quebras nos dois primeiros sets, mas cedeu três (duas na primeira parcial, uma na segunda).

AP Photo/Andres Kudacki
Anderson não foi capaz de atrapalhas o serviço de Nadal Imagem: AP Photo/Andres Kudacki

O terceiro set manteve a toada dos anteriores, só que desta vez Nadal quebrou o serviço de Anderson logo de pronto. Uma vez em vantagem, o espanhol administrou o jogo até ter a oportunidade de fechá-lo no nono game - como foi nas parciais anteriores.

Nadal e Anderson trocaram saques confirmados até o placar marcar 5/4 para o número 1 da ATP, que sacou para a vitória. Como foi em todos os games em que Nadal sacou, o sul-africano não chegou a ter nenhum break. No máximo salvar um match point. No seguinte, vitória para o espanhol.

Derrotado, Anderson mostrou idolatria a Nadal na cerimônia de premiação. Apesar de ter a mesma idade do espanhol, o sul-africano chamou seu adversário deste domingo (10) de ídolo e afirmou que acompanha a carreira de Nadal desde cedo. No final, ainda deixou uma promessa: “Não foi o resultado que eu queria, mas eu voltarei.”

Antes de receber a taça do título, Nadal também lembrou os anos difíceis que antecederam 2017, temporada em que o espanhol retomou o melhor nível e conquistou dois Grand Slams. Com as lesões deixadas para trás, Nadal agradeceu aos torcedores, família, entre outros, e aproveitou a oportunidade para enviar uma mensagem de apoio às vítimas do terremoto que atingiu o México e os furacões que arrasaram o Caribe e os Estados Unidos.

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