Esporte

Ausência de Nishikori anima Brasil para voltar à elite da Davis

Cristiano Andujar/CBT
Dupla Marcelo Melo e Bruno Soares é o maior trunfo do Brasil contra Japão Imagem: Cristiano Andujar/CBT

Fernando Narazaki

Do UOL, em São Paulo

14/09/2017 04h00

Há dois anos fora da elite, o Brasil tem uma nova chance de retornar à principal divisão da Copa Davis. A equipe enfrenta o Japão, em Osaka, a partir desta sexta-feira e poderá aproveitar a ausência de Kei Nishikori, atual 14º do mundo, que sofreu uma lesão no punho direito e só volta na próxima temporada. Além dele, o time asiático está sem Yoshihito Nishioka, 123º do ranking e terceiro melhor do país.

Sem a sua maior referência, o Japão terá de apostar tudo em Yuichi Sugita, que vive seu melhor momento na carreira e ocupa a 42ª posição na ATP. Ele foi campeão do Torneio de Antalya, chegou às quartas de final em Barcelona e Cincinatti e levantou três títulos de challengers (Surbiton, Shenzhen e Yokohama) no ano. Se o Japão não terá Nishikori, o Brasil também tem suas baixas: Rogério Dutra Silva (74º lugar) e Thomaz Bellucci (76º), os dois melhores no ranking.

Mas a opção brasileira causou polêmica nos bastidores. O capitão João Zwetsch chamou Bellucci e Thiago Monteiro (116º), deixando Dutra Silva fora. A situação frustrou o melhor do país, que recusou o convite de Zwetsch quando foi confirmado o corte de Bellucci por lesão. Sem eles, o capitão escalou Guilherme Clezar, 244º do ranking, para o confronto.

De qualquer forma, a ausência de Nishikori anima a delegação brasileira., "Sem ele, as chances melhoram. Continua sendo muito duro, mas temos mais chances", explicou Marcelo Melo, que formará a dupla com Bruno Soares na série. A parceria é o grande destaque da delegação, já que Melo é o terceiro melhor duplista da atualidade e Soares ocupa a 12ª posição.

"Sei que a chance aumenta, mas mesmo na dupla eles têm bons jogadores, o piso vai ser muito rápido e eles jogam em casa. Está mais equilibrado", disse Melo, que ainda não sabe a dupla que enfrentará em Osaka. Além de Sugita, o Japão escalou Go Soeda, Yasutaka Uchiyama e Ben McLachlan. Todos sequer estão entre os 130 melhores do mundo nas duplas.

Já nas simples, Monteiro prevê um confronto mais equilibrado sem Nishikori. "É claro que ajuda, mas o Japão tem uma equipe forte. Será um confronto dificil e temos de dar o máximo para vencer", avaliou o tenista, que venceu os dois jogos de simples que fez contra o Equador neste ano, mas só ganhou quatro games contra a Bélgica na repescagem do ano passado.

O Brasil tenta voltar à elite, situação em que esteve em 2015, quando perdeu para a Argentina (3 a 2, na primeira rodada) e Croácia (3 a 1, na repescagem). No ano seguinte, a equipe caiu diante da Bélgica por 4 a 0 na repescagem.

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