Tênis

Lesão e falta de dinheiro deixam prodígio do tênis "presa" como professora

Matthew Stockman/Getty Images
Tornado Alicia e a irmã Hurricane Tyra foram apontadas como as 'novas Williams' Imagem: Matthew Stockman/Getty Images

Do UOl, em São Paulo

14/09/2017 04h00

Ela foi considerada a mais promissora jogadora de tênis dos Estados Unidos dos últimos anos. Como juvenil, chegou ao terceiro lugar do ranking mundial e foi vice-campeã do US Open. Hoje, quatro anos depois, Tornado Alicia Black tem que se contentar em dar aulas de tênis para sustentar a família. Um grave problema no quadril a tirou das competições e ainda lhe causa sofrimento.

A cirurgia para tratar de seu problema custa US$ 16 mil (R$ 50 mil), mas Alicia calcula que para poder se recuperar sem trabalhar ela precisa de um total de US$ 40 mil (cerca de R$ 120 mil). Afinal, há anos é ela quem sustenta a mãe e a irmã mais nova, Hurricane Tyra, também tenista.

Por isso, desde que foi forçada a abandonar as competições por culpa das dores, Alicia dá aulas particulares de tênis em condomínios para abastecer a casa e ajudar a irmã. A mãe tem câncer de pele e asma forte e, segundo a tenista, não pode trabalhar.

Já a irmã, de 16 anos, está na 55ª posição do ranking juvenil e também sonha se tornar profissional. Alicia não consegue bancar a carreira de Hurricane, mas ajuda em algumas viagens e custos básicos.

“É difícil sustentar as viagens da minha irmã. Também estou tentando guardar dinheiro para minha cirurgia e preciso ajudar no aluguel. Às vezes, eu sinto que é pressão demais sobre mim. Tenho só 19 anos”, resumiu Alicia ao “The New York Times”.

Seu último jogo oficial foi no qualifying do US Open de 2015, quando ela teve que abandonar a partida por culpa das dores. “Às vezes, nas aulas que dou, tenho que fingir um sorriso para meus alunos, porque às vezes fico muito triste”, desabafou.

Dificuldades, inclusive, sempre fizeram parte da vida de Tornado Alicia. Quando seu pai abandonou a família, ela, a mãe e a irmã ficaram sem casa e tiveram que ir morar em um abrigo. Alicia tinha só oito anos. Aos 12, a saída das três foi viver em um carro durante dois meses.

“Pelo menos agora eu tenho um teto e comida. A parte triste é que não estou jogando tênis, que é o que amo”, lamentou Alicia, que, como profissional, chegou a 404ª no ranking e acumulou US$ 47 mil em prêmios, valor gasto com sua família e que hoje, coincidentemente, resolveria seu problema.

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