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Viciada em celular e sonho de ser médica. A sensação do tênis nos EUA

Adam Pretty/Getty Images/AFP
A tenista norte-americana Amanda Anisimova em Indian Wells Imagem: Adam Pretty/Getty Images/AFP

Do UOL, em São Paulo

12/03/2018 04h00

Uma adolescente de apenas 16 anos é uma das classificadas para a fase de oitavas de final do feminino do Masters de Indian Wells, nos EUA. A norte-americana Amanda Anisimova enfrenta Karolína Pliskova nesta segunda-feira (12), após garantir a vaga com resultado surpreendente, ao derrotar com parciais de 6/2 e 6/4 Petra Kvitova, da República Tcheca, nona do ranking mundial e cabeça de chave. Apesar da possível carreira brilhante que tem pela frente, ela ainda tem pretensões como a maioria dos jovens, seguir uma carreira universitária. No caso, medicina é a escolha.

Anisimova é a tenista mais jovem a alcançar esta etapa circuito desde 2005. Ela chegou ao torneio como convidada, depois de obter uma sequência de bons resultados em competições importantes. Estreou na WTA no Aberto de Miami e chegou às etapas finais dos torneios de Indian Harbour Beach e de Dothan. Neste último, conseguiu classificação para o seu primeiro Grand Slam, em Roland Garros em 2017.

Apesar do sobrenome, que herdou dos pais, imigrantes russos, ela nasceu em Nova Jersey e cresceu na Florida, nos Estados Unidos. Na família, teve seu primeiro contato com o esporte. Aos dois anos, Anisimova brincava com as bolas de tênis da irmã, enquanto ela praticava. “Eu sempre a via jogando, e eu queria fazer isso também. Foi assim que eu pedi para meus pais me colocarem na modalidade”, disse a jovem, em entrevista ao site oficial da WTA.

Kevork Djansezian/Getty Images/AFP
Imagem: Kevork Djansezian/Getty Images/AFP

O primeiro treinador foi seu pai, Konstantin. Os incentivos dele, da irmã Maria e da mãe Olga repercutiram bem. Com o resultado em Indian Wells, ela saltou de 717 no ranking da WTA para a posição de número 149. Na curta carreira até o momento, ainda soma um título juvenil no Aberto dos Estados Unidos e um vice na mesma categoria em Roland Garros. Se vencer a tcheca Pliskova, 5ª melhor global, nesta segunda, há grande chance de Anisimova alcançar o top 100.

No tênis, ela afirmou que o que mais a encanta, é o fato de o esporte ser individual. “Você não tem que depender de ninguém. Eu pratiquei ginástica artística quando criança e gostava também, porque só dependia do meu esforço”, falou à WTA. “Não é que tudo gire em torno de mim, mas no fim do dia, se eu ganhei ou perdi, eu sei que sou eu que tenho que melhorar e não preciso confiar em um time”, acrescentou.

Fora das quadras

Quando não está competindo, Anisimova gosta de passar o tempo com livros ou assistindo a vídeos sobre ciência e química. O interesse nos estudos, e em especial nestes assuntos, tem um propósito. A hoje tenista almeja chegar à faculdade de medicina quando concluir o ensino médio. “Sempre fui curiosa e acho todos esses assuntos muito legais”, contou.

Além dos estudos, a tenista é bem ativa nas redes sociais. Mantém uma conta no Instagram em que registra o dia a dia esportivos e também fotos com amigos e familiares em momentos mais descontraídos.

“Meu nick é apenas meu nome, @amandaanisimova. Eu simplesmente gosto de ver o que todos os meus amigos estão fazendo e ver todas as suas fotos. Mas tento não gastar tanto tempo no meu telefone. Estou tentando limitar o uso", afirmou.

Para ela, a melhor forma de se divertir com os amigos é indo à praia. Entre os gostos que revelou, Anisimova admitiu que gosta de festivais que e uma de suas canções favoritas é o hit “Unforgetable” do rapper norte-americano French Montana. A música fala sobre uma garota inesquecível, que marcou a lembrança o cantor com o jeito que dançava. Quem sabe seja como o futuro que aguarda a tenista: impressionar o público com seus movimentos e entrar para a memória do tênis mundial.

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