! Com roupas de inverno na Bahia, Josh Goffi corre para "virar brasileiro" - 07/04/2004 - UOL Esporte - Tênis

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  07/04/2004 - 17h55
Com roupas de inverno na Bahia, Josh Goffi corre para "virar brasileiro"

Régis Andaku
Enviado especial do UOL
Na Costa do Sauípe (BA)

Em meio à sua primeira convocação para a equipe brasileira da Copa Davis, o "norte-americano" Josh Goffi, 25, corre para aprender português, se enturmar e diminuir o sofrimento debaixo do calor forte no litoral baiano.

Goffi estava em Barletta, na Itália, disputando um torneio menor, da série challenger, quando foi convidado, por telefone, a fazer parte da equipe. Número 558 do ranking mundial, é um tenista especialista em duplas.

Pedindo desculpas, em português, por não falar bem a língua natal, Goffi disse, em inglês,
João Pires/Fotojump 
Goffi: sol forte e roupa de frio na mala
ter ficado muito surpreso com a sua convocação. "Foi um grande susto, uma surpresa enorme."

Chamado às pressas, voou direto da Itália, onde perdeu na estréia, para o Brasil. Está na Costa do Sauípe, onde a temperatura nesta quarta-feira chegou a 36 graus, com uma mala abarrotada de roupas de inverno. "Lá na Itália estava frio e como eu vim direto..."

Filho de pai brasileiro e mãe norte-americana, nasceu prematuramente em Bertioga quando seus passavam férias no país. Carlos Goffi, o pai, chegou a trabalhar com o ex-tenista John McEnroe. Desde pequeno tem contato com as quadras de tênis, portanto.

Descontraído, Goffi elogiou a recepcão que teve de seus colegas de equipes, Marcos Daniel, Alexandre Simoni e Julio Silva, apesar de conversar quase que exclusivamente com o capitão Carlos Chabalgoity. No sábado, Goffi faz dupla com Simoni no terceiro jogo do confronto.

Questionado sobre o fato de ter sido chamado por causa do boicote dos principais tenistas do país à Copa Davis, Goffi diz "ter ouvido falar" da guerra de bastidores, mas afirma que não pode opinar sobre o caso já que, segundo ele próprio, em inglês, não sabe direito o que se passa.

Goffi entende, porém, cada vez mais a língua portuguesa. Há cerca de sete meses, esteve na mesma Costa do Sauípe para disputar o Brasil Open. Na ocasião, seu repertório se resumia basicamente aos triviais "oi", "tchau", "obrigado". Às vésperas da Copa Davis, já evoluiu já para um bem treinado "Desculpe por não poder falar mais em português".

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