Esporte

Condenada a devolver R$ 1,8 mi, confederação diz que agiu de boa fé

Pauta Livre/Divulgação
Carlos Alberto Fróes relaciona o caso à guerra de poder político Imagem: Pauta Livre/Divulgação

Demétrio Vecchioli

Colaboração para o UOL

13/04/2017 04h00

A Confederação Brasileira de Triatlo (CBTri) foi condenada a devolver R$ 1,8 milhões aos cofres da prefeitura do Rio em processo que ainda culminou com multa de igual valor ao presidente da entidade, Carlos Alberto Fróes, que está em seu 18º ano de mandato e se despede do cargo no próximo dia 22. A sentença, de primeira instância, foi dada em setembro, mas o caso só veio a público nesta terça-feira.

Fróes e a CBTri foram condenados por um processo movido em 2003. À época, eles assinaram convênios com a Secretaria Municipal de Esportes e Lazer (SMEL) do Rio de Janeiro para implementar atividades em comunidades da cidade. Mas o projeto, apresentado como de natação, ciclismo e corrida (etapas do triatlo), na verdade tinha aulas de dança, futsal e basquete, entre outras.

Fróes diz que de fato estavam sendo dadas aulas de natação e atletismo, mas uma sindicância apontou que havia pessoas contratadas pelo convênio que estavam dando aulas de dança. “Não conseguimos apurar isto, pois tão logo houve a denúncia desse fato solicitamos a suspensão do convênio. O Tribunal de Contas do Município (TCM) sugeriu o mesmo à prefeitura”.

O dirigente garante que ele e a CBTri foram "usados" pela "boa fé deles”. No processo, Fróes se defendeu dizendo que cedeu a entidade para chancelar o projeto, que na verdade era administrado pela Secretaria Municipal de Esportes. A CBTri, segundo ele, seria uma "atravessadora" da relação entre a secretaria e as três cooperativas contratadas, que também são rés no processo: Aliança Cooperativa Nacional Multidisciplinar de Serviços, Labor Cooperativa de Trabalho dos Profissionais das Áreas de Serviços e a Cooperativa Múltipla de Prestação de Serviços.

"Como havia outros convênios através de outras entidades e, pelo visto, prestados por cooperativas em comum, muito provável que alguém contratado pelo triatlo estivesse na ação de dança. Esta fiscalização estava a cargo da secretaria de esporte. Porém, no convênio, a missão de fiscalizar era nossa. Este foi o nosso erro, pois a secretaria assumiu algo que era para nós assumirmos. Boa fé nossa e má fé de quem estava conduzindo a ação por parte da secretaria”, reclama Fróes.

Além dele, da CBTri e das cooperativas, também é réu na ação o ex-secretário municipal de Esportes Ruy Cesar Miranda Reis, que não foi encontrado pela reportagem para comentar. Já Fróes se defende garantindo que a comunidade recebeu o atendimento pago e lembrando que só cerca de R$ 500 mil, do total de R$ 1,8 milhão do convênio, foi de fato disponibilizado até o encerramento do contrato.

O dirigente, que não é candidato à reeleição, também relaciona o caso à “guerra do poder político”. “Estamos nos defendendo como podemos. Mas enquanto a visão for política, o sofrimento vai continuar”, comentou.

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