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CPI pede devolução de R$ 541 mi e indiciamento de ex-governador no MT

Divulgação
VLT de Cuiabá: apenas 33% do projeto concluído dois anos após o fim da Copa Imagem: Divulgação

Do UOL, em São Paulo

21/10/2016 19h21

A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) sobre as obras da Copa do Mundo na Assembleia Legislativa do Mato Grosso chegou ao final dos trabalhos nesta semana e aprovou relatório pedindo o indiciamento do ex-governador do Estado, Silval Barbosa, do ex-secretário da Copa no MT, Maurício Guimarães e do ex-deputado José Riva. Além disso, o relatório pede a devolução de R$ 541 milhões aos cofres públicos. Também tiveram o indiciamento pedido no relatório o ex-secretário da Secopa, Eder Moraes, e os ex-diretores da Agecopa, Yuri Bastos Jorge, Yenes Magalhães e Carlos Brito; além de outros 96 agentes públicos, 16 empresas e sete consórcios.

O relatório da CPI deve começar a ser analisado e votado na Assembleia no início de novembro. Se aprovado, o relatório segue para o MP-MT (Ministério Público de Mato Grosso) como sugestão de denúncia à Justiça.

De acordo com o presidente da CPI, deputado Oscar Bezerra, os pedidos de indiciamento são de ordem administrativa, civil e criminal e vão desde mal uso do dinheiro público até acusações de desvio de dinheiro público e corrupção. "Só vamos abrir quem estamos pedindo que seja indiciado por que e quando o relatório for aprovado em plenário na assembleia", afirmou Bezerra.

Segundo o relatório, havia um "jogo de planilhas" combinado entre agentes públicos, consórcios e empresas para fraudar as obras da Copa em Cuiabá. Do total de dinheiro que o relatório pede que sejam devolvidos aos cofres públicos pelos acusados, R$ 109 milhões são de irregularidades na construção da Arena Pantanal, R$ 115 milhões por problemas nas obras de mobilidade urbana em geral e a maior parte, R$ 315 milhões, por conta da obra do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) em construção na capital desde antes da Copa. Até agora, 33% da obra está pronta e ela já custou mais de R$ 1 bilhão. No projeto original, o custo era estimado em cerca de R$ 700 milhões.

No caso do VLT, foram constatadas diversas irregularidades e suspeitas de desvio desde o início do projeto afirma o relatório da CPI. O  UOL Esporte revelou em agosto de 2012 que o vencedor da licitação do VLT na capital do Mato Grosso era conhecido um mês antes da conclusão do certame. No final de 2013, revelou também que interceptações telefônicas feitas Polícia Federal apontavam que o cartel de empresas do Metrô e trens de São Paulo também atuou no VLT de Cuiabá.

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