Esporte

Relatório da Wada aponta mais de mil atletas em escândalo russo de doping

Adrian Dennis/AFP
Richard McLaren foi o responsável por conduzir investigação Imagem: Adrian Dennis/AFP

Do UOL, em São Paulo

09/12/2016 09h37

O relatório final realizado pela Agência Mundial Antidoping (Wada) sobre o esquema de doping estatal da Rússia foi divulgado nesta sexta-feira (9) com mais de mil atletas em mais de 30 esportes, além de indivíduos de diversas camadas do governo, envolvidos no escândalo com casos investigados entre 2011 e 2015.

Entre os atletas citados no documento produzido pelo jurista canadense Richard McLaren, responsável pela investigação, estão cinco medalhistas dos Jogos Olímpicos de Londres-2012 e outros quatro dos Jogos de Inverno de Sochi-2014. Segundo a apuração, houve manipulação sistemática do doping da delegação Rússia em ambas as competições.

"Uma conspiração institucional foi implementada, com participação do Ministério dos Esportes e de serviços como a Agência Russa Antidoping (Rusada), o laboratório antidoping de Moscou, junto com o FSB (serviços secretos) para manipular amostras", descreveu McLaren em entrevista coletiva após a apresentação do documento.

No relatório, cuja primeira parte foi divulgada em julho, às vésperas dos Jogos Olímpicos do Rio-2016, constam detalhes curiosos, como o uso de sal e café para adulterar as amostras de urina.

“O time olímpico russo corrompeu os Jogos de Londres em uma escala sem precedentes, a qual provavelmente jamais será completamente definida. Essa corrupção envolvia o uso contínuo de  substâncias proibidas, manipulação de amostras e falsos relatórios ao Sistema de Administração e Gerenciamento Antidoping (Adams)”, conclui o relatório sobre Londres-2012. “O desejo de conquistar medalhas suplantou os parâmetros coletivos morais e éticos e os valores olímpicos de fair play.”

Entre os fatos descobertos durante a investigação está a troca de amostras de urina de mulheres com as de homens. Houve dois casos desse tipo no hóquei durante os Sochi-2014. Além disso, quatro amostras de medalhistas de ouro nos Jogos de Inverno foram manipuladas.

Emails foram encontrados com pedidos de instrução ao ministério do esporte russo sobre o que fazer com testes positivos: guardá-los ou colocá-los em quarentena? As amostras guardadas eram registradas em tabelas que continham listas dos atletas flagrados. Outra revelação foi a existência de um banco de urina "limpa" mantido em Moscou.

Como consequência da versão inicial do relatório de McLaren, russos do atletismo e levantamento de peso foram banidos dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro e o país veio à Olimpíada representado por 271 atletas dos 389 que viriam originalmente. O caso foi ainda mais extremo na Paralimpíada, pois nenhum russo pôde competir na Rio-2016.

O Comitê Olímpico Internacional sustentou as suspensões impostas neste ano por um período indeterminado até que os envolvidos no esquema russo mostrem suas defesas. Os processos individuais terão sequência e somente então as punições serão aplicadas para cada caso.

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